A ESPANHA é a mais nova integrante do seleto grupo dos campeões mundiais. Com a vitória de 1 a 0 sobre a Holanda, gol de Iniesta aos 11 do segundo tempo da prorrogação, a Fúria chegou ao título da Copa do Mundo da África do Sul. Apesar das vitórias magras, pode-se dizer que a melhor equipe venceu. Os espanhóis não olham o jogo: sem a bola, pressionam os adversários e com a bola tocam e buscam o gol. O preciosismo citado por alguuns jornalistas talvez seja o único defeito dessa grande equipe. Mas acredito que outro fator contribuiu ainda mais para que a Fúria se tornasse a campeã com menos gols marcados da história dos Mundiais: a péssima condição física de Fernando Torres que inclusive saiu machucado da Final, tendo jogado pouco mais de 10 minutos.
O jogo não foi dos mais empolgantes. O primeiro tempo começou com duas boas chances para os espanhóis. Aos poucos, a Holanda foi equilibrando a partida e encaixando a marcação (muito violenta, diga-se de passagem). A Fúria entrou na pilha e passou a revidar, esquecendo de fazer o que mais sabe: jogar bola. E assim transcorreu o primeiro o tempo. Na volta do intervalo, os holandeses recuaram e a Espanha foi para cima. Mas, em dois contra-ataques, Robben teve duas excelentes oportunidades de definir a vitória, parando no goleiro Casillas. E veio a prorrogação, que começou empolgante. Fábregas perdeu ótima oportunidade, defendida por Stekelenburg. Os holandeses responderam com uma cobrança de escanteio que quase resulta em gol. Na segunda parte do tempo extra, o jogo continuou com domínio espanhol. Após a expulsão de Heitinga, a Laranja se desorganizou defensivamente, e Iniesta aproveitou o belo passe de Fábregas para definir o título. Detalhe do gol: Van der Vaart, meia ofensivo da Holanda, era quem tentava evitar o chute de Iniesta. Após o gol, não havia tempo para mais nada. Os holandese ainda tentaram ir para cima, mas a taça já tinha dono. Parabéns para a Fúria, campeã do Mundo de 2010.
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