sábado, 10 de julho de 2010

Fracassos e vitórias (V)

Grupo G: Portugal se acertou durante o Mundial. Após as dificuldades nas eliminatórias, com a classificação vindo somente depois de repescagem, em vitórias sobre a Bósnia, as esperanças sobre Cristiano Ronaldo e seus companheiros não eram as maiores. O empate com a Costa do Marfim serviu para diminuir a expectativa de classificação à segunda fase. Mas os 7 a 0 sobre os norte-coreanos deixaram muito bem encaminhada a vaga nas oitavas, confirmada com o 0 a 0 diante do Brasil. A partida contra a Espanha nas oitavas foi dura, e os lusos venderam caro a desclassificação, que veio com um gol irregular (mesmo que por poucos centímetros) de David Villa. Carlos Queiroz conseguiu ajustar a sua defesa, com destaque para o bom goleiro Eduardo. Porém, a falta de parceria para Cristiano Ronaldo, aliada ao individualismo excessivo do gajo, limitaram o poder ofensivo da equipe. CR não foi o único culpado, mas deve tentar ser mais solidário, como foi contra a seleção brasileira.
A Costa do Marfim mais uma vez chegou com status de a melhor equipe africana no Mundial. Mas, assim como em 2006, decepcionou (talvez por ter pego, de novo, um grupo difícil). A equipe até fez um bom jogo contra os portugueses, se limitando, no entanto, a tentar bater nos brasileiros. Com a goleada lusitana sobre os norte-coreanos, os Elefantes praticamente deram adeus a Copa. Já a Coreia do Norte estreou complicando a vida brasileira e deixando boa impressão. Não passou de fogo de palha. A equipe mudou seu estilo, tentando encarar os adversários de igual para igual. Levou duas goleadas e voltou para casa. Olho em Jung Tae-Se, o camisa 9, aquele que chorou no hino (mesmo sendo japonês?!), que mostrou ser bom jogador.

Grupo H: Enfim chegamos ao último grupo. Assim como fiz com os outros 3 semifinalistas, vou pular a Espanha e começar pelo Chile. Marcelo "El Loco" Bielsa: esse é o nome do homem responsável por devolver a crença dos torcedores na seleção. O técnico que aproveitou a juventude da equipe para aliar ofensividade e recomposição defensiva rápida. Talvez tivesse melhor sorte se caísse numa chave como a do Uruguai, que não enfrentou favoritos ao título até a semifinal. Mas não foi o que ocorreu e os nossos vizinhos sul-americanos sonharam até as oitavas apenas. Destaque para o coletivo da equipe, que não tinha pontos (muito) fracos e para as boas tramas ofensivas, sempre com a participação dos alas (Isla e Vidal/Mark González), do meia (Fernández ou Valdívia, ou até mesmo dos 2) e dos atacantes externos Alexis Sánchez e Beausejour (que diferença para aquele menino que jogou no Grêmio!).
A Suíça derrubou os palpiteiros ao vencer a Espanha na primeira rodada. Mas parou por aí. Derrota para os chilenos e empate com os hondurenhos (que dificuldade em fazer gols hein?!) e, mais uma vez, a equipe - que tinha boa defesa, mas um ataque pífio - se despediu cedo do Mundial. Já para Honduras participar da Copa foi o máximo que conseguiu. A equipe era muito fraca e com Suazo pouco inspirado (e mal fisicamente) os latino-americanos não fizeram frente as outras 3 equipes do grupo, sequer conseguindo marcar um gol.

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