
Após um primeiro semestre de balanço favorável para o Grêmio (venceu o Gauchão e alcançou as semifinais da Copa do Brasil), a segunda parte do ano começa promissora para o Inter (tudo bem, o Colorado está na semifinais da Libertadores, mas todos concordam que as atuações deixaram a desejar sob o comando de Jorge Fossati). Vejamos os porquês do sobe e desce:
Celso Roth deu outra cara a equipe do Inter. Aquele time sem maiores interesses na partida, confuso com e sem a bola (exceto nos jogos da Libertadores, onde a equipe ao menos demonstrava muito vontade) se transformou em uma equipe mais agressiva, de interessante movimentação e que venceu com tranquilidade o Guarani (até então fazendo boa campanha, mas agora sem o artilheiro Roger) e o Ceará (invicto nas primeiras oito rodadas do campeonato e tendo sofrido apenas um gol, ainda em pênalti duvidoso para o Santos). O técnico acabou com a história dos três zagueiros e apostou no que o time tem de melhor: os meias. A frente da linha de quatro defensores, dois volantes apenas - Sandro e Guiñazu (substituído por Wilson Mathias nos dois jogos) - com três jogadores livres para criar: D'Alessandro, Giuliano e Taison que trocam passes e fazem tabelas tentando criar para o centroavante Alecsandro (vale destacar ainda a boa participação de Andrezinho). O que Celso Roth tem feito de tão maravilhoso? Absolutamente nada. Ele simplificou o jeito do time jogar e soube ver as suas qualidades. Fossati inventava demais e não parecia saber o que estava fazendo (ou os jogadores não estavam intendendo, assim como não entendiam o preparador físico). Continuando assim, o Inter vai forte para a semifinal, em que enfrentará um vacilante São Paulo: mas não se engane torcedor colorado, não será nada fácil avançar à final.
E o que acontece com o Grêmio? Todos procuram UM culpado, mas será que há um apenas? A diretora fez muito investimento na equipe: todos cobravam jogadores vencedores (por isso Tcheco foi embora, não?) e vieram Rodrigo, Hugo, Leandro e Borges (campeões com o São Paulo), Douglas (campeão da Copa do Brasil do ano passado pelo Corinthians), mas mesmo assim Silas não consegue dar uma equipe confiável ao torcedor: Edílson e Neuton (ou Fábio Santos, ou Lúcio, todos estão iguais) são irregulares; Ozeia, Rafael Marques, Rodrigo e até o próprio Mário ainda não se acertaram no miolo de zaga; William Magrão não acerta um passe desde o dia em que se machucou; Leandro se mudou para o Departamento Médico, enquanto Douglas e Hugo disputam o posto de mais displicente do time, deixando a dupla de ataque isolada (Jonas e Borges não irão salvar o time sempre). Até Victor não tem repetido as atuações que lhe deram o título de melhor goleiro em atuação no futebol brasileiro. E então, quem tem culpa? Silas tem armado mal a equipe, pois embora Hugo e Douglas tenham feito alguns jogos no primeiro semestre não podem jogar juntos. Maylson se destaca em quase todas as suas atuações, mas sempre tem alguém melhor para começar jogando. No entanto, o técnico não é o único culpado: depois da campanha que fez com o Avaí no ano passado, Silas não pode ser mau treinador. Por que então ele diz que escala os melhores quando na verdade não escala? Não sei, realmente não sei, mas todos sabem que 2010 é ano de eleição no clube, tanto para presidente, quanto para presidente do Conselho Deliberativo e até para renovação de 150 membros do Conselho. Será que Silas não está sendo pressionado a escalar atletas como Rochemback (que até tem feito bons jogos, mas nada muito melhor que William Magrão), Douglas, Hugo e Leandro? Não gosto de imaginar teorias da conspiração, muito menos de envolver politicagem na atuação da equipe, mas algo está bastante errado no Grêmio e se Silas não blindar o grupo e rapidamente achar uma maneira eficiente de jogar o ano estará perdido.
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