quinta-feira, 8 de julho de 2010

Fracassos e vitórias (I)

Aproveitando o período sem jogos, vamos analisar as equipes desta Copa, sem contar os 4 semifinalistas, que são um caso à parte e merecem ter a sua história contada mais detalhadamente após o término do Mundial.

Grupo A: O México fez uma campanha razoável. Tem bons valores individuais, mas o técnico Javier Aguirre podia ter encaixado a equipe de uma melhor forma. Fez uma boa partida contra a África do Sul, venceu muito bem a França e perdeu para o Uruguai tendo uma atuação apática. Já nas oitavas de final, não se intimidou e fazia uma boa partida contra a Argentina até levar o primeiro gol em situação irregular de Tévez (como agravante, o telão passou o replay do lance, enervando os mexicanos contra a arbitragem e desconcentrando a equipe). Mesmo assim, voltaram dispostos a jogar no segundo tempo, descontando por meio de Hernández. No entanto, o gol não foi suficiente e a seleção mexicana esbarrou nas suas próprias limitações na hora de buscar um resultado adverso de 3 a 0 para os sul-americanos, parando pela quita vez consecutiva na fase de oitavas de final do Mundial. Os destques da equipe foram o meia Giovanni dos Santos, grande maestro do time, e o atacante Javier Hernández, de malas prontas para a Inglaterra, onde irá jogar no Manchester United.
Já os Bafana Bafana lutaram, correram e tentaram, mas não conseguiram passar de fase. Parreira contribui muito para a campanha da seleção sul-africana, que sequer se classificou para a última Copa das Nações (para se ter uma ideia do estágio em que se encontra o futebol nacional do país). Sair da competição com uma derrota, um empate e uma vitória pode ser comemorado como uma conquista. Claro que todos queriam mais; infelizmente, não existe jogo fácil no Mundial e os Bafana Bafana ficaram pelo caminho cedo. Parreira montou uma equipe defensiva, apostando em 3 meias e 1 atacante: foi pouco. Pienaar deixou a desejar, talvez por não estar na melhor condição física, e o centroavante Mphela perdeu muitos gols, principalmente contra o México, no empate que talvez tenha definido a eliminação dos sul-africanos. Destaque para o goleiro Khune, que não teve culpa no penâlti contra o Uruguai, cavado por Luis Suárez, para o zagueiro e capitão Mokoena e para o meia Tshabalala, único dos homens de frente a conseguir vitórias pessoais contra os marcadores.
E a França? Fez o maior papelão do Mundial. Conseguiu, inclusive, ser pior do que a atual campeã Itália, que não passou para as oitavas em um grupo muito fácil. Os Bleus, como são chamados, tentaram jogar apenas no primeiro jogo, contra o Uruguai. Nos demais, até entraram em campo, mas de forma apática e sem qualquer vontade de vencer. Isso sem falar nos fiascos extra-campo: falta de comando do técnico Domenech, jogadores se recusando a treinar, a expulsão de Anelka da delegação em meio à competição... Enfim, um fiasco digno de uma grande reformulação e suspensão para os pivôs dos conflitos: Evra, Anelka, Henry, Gallas e quem mais contribui para manchar a história francesa nos Mundiais.
Bom, para as postagens não ficarem muito grandes vou me guiar pelos grupos. Assim que puder analiso as equipes do grupo B.
Até breve!

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