segunda-feira, 12 de julho de 2010

A Espanha na Copa 2010

Bom, como havia prometido, vou fazer a análise dos 4 semifinalistas. Não os misturei com as outras seleções porque valorizo demais os 4 melhores da Copa. Por mais que se possa falar, ninguém chega por acaso nessa fase de um Mundial e todos têm chances de serem campeões.
A Espanha, grande campeã do mundo, começou assustando a todos e derrubando os palpiteiros ao perder para a Suíça. Foi um jogo muito estranho em que a Fúria desperdiçou muitos gols (uma característica sua nessa Copa) e acabou perdendo num lance muito confuso em que a bola acabou sobrando para Fernandes definir o 1 a 0 para os suíços. No jogo seguinte, a tabela ajudou: ao invés de pegar o Chile, que começou muito bem o Mundial, os espanhóis enfrentaram Honduras, que veio somente a passeio para a África do Sul. Ainda assim, David Villa, com dois gols, o primeiro em jogada individual, definiu a vitória. Na partida contra os comandados de "Loco" Bielsa, a Fúria nem precisou jogar tanto, ajudada por dois erros individuais em saídas de bola, que resultaram nos gols de Iniesta e Villa. No mata-mata, um jogo muito encardido com Portugal, definido no gol de Villa, seu quarto no Mundial. Contra os paraguaios, talvez o jogo em que os espanhóis estiveram mais perto da derrota, contaram com Casillas e com a excelente fase do atacante do Barcelona, camisa 7 da seleção, Villa, para vencerem. Vieram as semifinais e a Alemanha, até então a sensação da Copa, não conseguiu jogar, amarrada pela Fúria, que teve a sua atuação de gala na África do Sul. Grande performance, apesar do magro 1 a 0, gol de Puyol. E na final todos sabem: controle do jogo contra os holandeses, mais uma vez Casillas salvando e Iniesta definindo a vitória no fim do segunto tempo da prorrogação. Os espanhóis fizeram uma campanha estranha: apesar de terem o melhor time e de dominarem seus jogos, perderam muitos gols e estiveram perto da derrota contra Paraguai e Holanda. Na única partida em que saíram atrás do marcador, perderam (Suíça). Mas Casillas salvou a equipe nos momentos difíceis, dando tranquilidade para os atacantes definirem as magras vitórias. O setor defensivo teve destaque: Casillas e os dois zagueiros, Puyol e Piqué, foram muito bem; os laterais não compromoteram e Sérgio Ramos ainda foi uma boa opção ofensiva; Xabi Alonso e Busquets deram proteção a zaga, mas apareceram pouco na frente; Xavi ficou devendo, apesar de ter feito bons jogo, consegue jogar mais; Iniesta, apesar dos problemas físicos, foi o melhor do meio-campo; Pedro, que substitui o péssimo Fernando Torres (mal fisicamente e visivelmente jogando no sacrifício), foi apenas regular; e Villa foi o grande craque da Fúria neste Mundial, apesar de não ter marcado nas horas mais decisivas (semifinal e final).

Nenhum comentário:

Postar um comentário