
As semifinais da Copa do Mundo começam hoje. Holanda, Uruguai, Espanha e Alemanha: no próximo domingo, uma dessas seleções ganhará o título de melhor do mundo, o qual carregará pelos próximos 4 anos, até o mundial do Brasil. Embora todos tenham seus favoritos, acredito que não podemos mais enxergar surpresas ou zebras, pois ninguém chega a uma semifinal de Copa por acaso. Todos têm chances iguais, características específicas que os trouxeram até aqui. Vejamos:
O Uruguai com toda a certeza tem a seleção mais fraca tecnicamente entre os semifinalistas. E taticamente é uma seleção que se acertou durante a Copa, estreando no 3-5-2 contra a França e variando ao longo da competição do 4-3-3 para um 4-3-1-2, com Forlán fazendo a ligação entre o meio-campo e o ataque. Apesar de ter o time, teoricamente, mais limitado, a força e a raça, além da mística da camisa celeste (existe uma explicação racional para o que aconteceu nas quartas de final contra Gana?), dão esperanças aos torcedores e desarmam os palpiteiros. Ou alguém ousa cravar que a celeste não será a campeã? Além de todos estes fatores extra-campo, alguns jogadores têm grande participação na campanha histórica do Uruguai, como o goleiro Muslera, os zagueiros Lugano (que não deve jogar a semifinal) e Godín, os volantes Diego Pérez e Arévalo e os atacantes Forlán e Suárez (suspenso, está fora do jogo de hoje), além, é claro, de Loco Abreu, que já mostrou ter sangue frio em decisões.
Já a Holanda chega entre as quatros melhores da Copa com o cartaz de ter eliminado o Brasil, maior campeão e única seleção a participar de todas as edições do Mundial. Pela equipe que tem, me decepcionaram um poucos as atuações da Laranja, que parece um time cansado e burocrático. Mera ilusão, pois os holandeses controlaram os seus 4 primeiros jogos na Copa sem se doarem ao máximo, vencendo com tranquilidade Dinamarca, Camarões, Japão e Eslováquia. Contra a Seleção brasileira mostraram poder de reação e, principalmente, sorte. Além de um esquema bem armado, um 4-5-1 quando se defende e um 4-3-3 quando ataca, a Holanda conta com um grupo de jogadores que dá muitas opções ao técnico Bert van Marwijk: reservas como o zagueiro Ooijer (que teve atuação muito segura contra o Brasil), os meias Afellay e Van der Vaart e o atacante Elia já mostraram condições de que podem substituir os titulares à altura. O goleiro Stekelenburg é candidato a um dos melhores do Mundial, o sitema defensivo é bastante sólido (apesar de ter apresentado falhas contra o Brasil no primeiro tempo das quartas de final), no meio-campo Van Bommel e de Jong dão proteção a zaga, enquanto Sneijder (candidato à artilharia e a craque da Copa) distribui o jogo para Kuyt, Robben (que não foi bem contra o Brasil, mas é excelente jogador) e Van Persie (apesar de andar em falta com as redes, também é ótimo atacante). Ou seja, um time muito perigoso, com um maestro no meio-campo e 2 atacante rápidos e habilidosos, além do esforçado e goleador Kuyt.
Amanhã continuo com as análises dos semifinalistas. Logo mais conheceremos o primeiro candidato ao título da Copa: a Celeste, com toda a sua raça e bravura, ou a Laranja, com sua qualidade técnica e solidez tática e defensiva. Alguém vai arriscar um palpite?
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