terça-feira, 6 de julho de 2010

Lembrem da Celeste

O sol brilha forte no céu azul celeste. Contra todas as expectativas, o velho gigante se levantou – talvez incomodado com o rumo que o futebol tomava. Cinco tiros definiram o futuro. Três pra um, dois pra outro. É triste ver tudo terminar assim, tão perto de ser muito mais que um simples sonho...

Justiça é bola na rede. A bola pune – e o juiz confirma. Quando o fim se aproximava, muitos diziam já estar morto aquele velho charrua. Então a bola cai no pé azul como que vinda do céu, dentro da área. A última chance. A hora do futebol pagar suas dívidas. Comigo. Com todos que ainda acreditam. Pagar por todos os dançarinos e atores que mancham a intocável mística da bola. Por todos aqueles que não entendem o que o futebol representa. Que não entendem o que ele é. Mas o chute não saiu. A bola não entrou. O apito final, retumbante, atingiu em cheio a alma uruguaia. Me derrubou. Fica cada vez mais difícil acreditar.

Mas a mensagem foi passada. Lembrem dos heróis de tantas batalhas. Lembrem de quando os pequenos se agigantaram. Lembrem dos charruas.

O sol brilha forte no céu azul celeste.

Por Arthur Viana.

Um comentário:

  1. HAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

    o texto tá lindo, de verdade! adorei!

    mas né, foi um simples derrota! AHUIEAHIEUAHE
    a visão poética tá ótima, muito bem escrito, eu me emocionaria se não tivesse visto o jogo......
    (brinks o jogo foi tenso, o uruguay lutou até o final, mas perdeu, como QUALQUER outro)
    BEIJOS PRA VCS

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