quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Teste para cardíaco!


O Internacional larga na frente pelo título da Libertadores. Com a vitória de virada por 2 a 1 sobre o Chivas Guadalajara, no estádio Omnilife (México), o Colorado coloca uma das mãos na taça. Agora, com o apoio do torcedor, decide em casa, no Beira-Rio, o título mais importante do continente sul-americano.

O primeiro tempo do Inter lembrou o Grêmio do início de 2009, também treinado por Celso Roth: controlava o jogo, criava as oportunidades, mas não marcava e, de repente, levava um gol estranho. E foi exatamente o que aconteceu. Após duas bolas na trave do goleiro mexicano, Bautista abriu o placar para o Chivas, de cabeça, contando com a liberdade dada pela zaga e com a ajuda de Renan, mal-colocado. Na volta do intervalo, o Inter não se desesperou e continou jogando como na primeira etapa. Tocando a bola, rodando o jogo e empurrando o adversário para o seu campo. Criou menos do que no primeiro tempo e seguia atrás no marcador até Celso mostrar que as coisas estão diferentes: ele sacou Éverton, de péssima atuação, mas que havia entrado no lugar de Alecsandro machucado, e colocou Rafael Sóbis. Fez uma coisa que não estamos acostumados a ver por parte dele. E deu certo. Sóbis até não participou dos gols, aliás, mais uma vez teve atuação discreta. Entretanto, ele deu um recado ao time: vamos ganhar. E os jogadores obedeceram. Duas bolas aéreas, dois gols do Inter. Primeiro com Giuliano e depois com o capitão Bolívar.

O Inter está muito perto do título. O Chivas caiu de paraquedas nessa Libertadores. Tem time para chegar, no máximo, às quartas, talvez oitavas de final. Qual a equipe que, em uma final de Libertadores, jogando em casa, passa a partida inteira se defendendo? Os mexicanos pagaram caro pela sua covardia e dependem de um milagre para conquistarem o título.

Apelo ao ídolo
Aqui no Sul, um assunto tem dividido o noticiário com a final da Libertadores: o Grêmio acertou com Renato Gaúcho para ser técnico da equipe. Um dos ídolos máximos do clube, apontado por muita gente como o maior de todos, vai tentar corrigir o rumo do clube na temporada. Terá aproximadamente quatro meses de trabalho e dois objetivos bem claros e distintos: tirar o Tricolor do rebaixamento e ganhar a copa Sul-Americana. A tarefa até não é das mais difíceis, visto que o elenco de jogadores é bom e que as equipes participantes da Sul-Americana têm um nível técnico sofrível, para não dizer horrível. Renato ainda é um treinador jovem, mas tem um título da Copa do Brasil e um vice da Libertadores no currículo. A aposta da direção é válida, pois o novo técnico com certeza vai resgatar o apoio do torcedor e a vibração do time.

Ricardinho salva
O Atlético-MG é o primeiro brasileiro classificado à próxima fase da Copa Sul-Americana. Com um gols salvador literalmente no último minuto de jogo (aos 47 minutos do segundo tempo, que iria até os 48), Ricardinho permite ao time respirar um pouco. A crise tá braba em Minas: a fiel torcida atleticana perdeu a paciência e abandonou a equipe. Pouco mais de 3.500 torcedores apenas assistiram ao jogo no Ipatingão.

Na outra partida da noite, em jogo de ida, o Vitória, estreiando Toninho Cecílio, ex-Grêmio Prudente, como técnico, bateu o Palmeras por 2 a 0. O time de Felipão segue sem rumo: o treinador afirmou está semana que valorizaria a Sul-Americana, pois o Alviverde só empata no Brasileirão e desse jeito deve apenas lutar para não cair. Parece que faltou combinar com seus jogadores: com a derrota na Bahia, o time do Palestra Itália precisa vencer por 3 a 0 para classificar e, se levar um gol, estará em situação complicadíssima.

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