
Nesta segunda-feira à tarde, o Liverpool levou 3 a 0 do Manchester City, no City of Manchester Stadium, em jogo que encerrou a 2ª rodada da Premier League. Com uma atuação sofrível, os Reds, que já vêm de uma temporada ruim, parecem fadados a mais um ano como coadjuvantes. O futebol apresentado está muito longe daquela equipe vencedora da UEFA Champions League de 2004/05 que, na final, buscou um placar adverso de 3 a 0 e acabou vencendo o Milan nos penâltis.
As dificuldades do Liverpool começam extra-campo. O momento político e financeiro dos Reds é complicado e os dois empresários norte-americanos que controlam o clube o colocaram à venda em abril deste ano, mas até agora não receberam uma proposta com as devidas garantias financeiras que permitisse a eles concluírem o negócio com segurança.
Na partida desta segunda-feira, Roy Hodgson escalou a equipe no 4-4-2 clássico: Reina; Glen Johnson, Carragher, Skrtel e Agger; Lucas, Gerrard, Kuyt e Jovanovic; N'Gog e Fernando Torres. Nesse esquema, Gerrard joga mais atrás, ao lado de Lucas, pois Mascherano está forçando a barra para ser vendido e teria se recusado a jogar. O camisa 8 dos Reds já mostrou que rende mais jogando como um meia-avançado, em um esquema 4-5-1. Além disso, o sérvio Jovanovic e o francês N'Gog não têm a mínima condição de serem titulares. Maxi Rodriguez, que esteve na Copa com a seleção Argentina, deve estar em péssima fase para ser reserva do sérvio. Como se tudo o que acontece com o clube já não fosse o suficiente para o momento ruim, some-se ainda a insegurança de Reina, a idade que começa a pegar o zagueiro Carragher, a falta de um lateral-esquerdo confiável no elenco (Fábio Aurélio é o único, mas, após a última temporada, em que ele mal jogou por conta de seguidas lesões, é arriscado contar somente com o brasileiro para esta posição) e a má fase de alguns jogadores, que parecem sucumbir no momento de crise - Lucas, completamente omisso com a bola nos pés, e Fernando Torres, ainda se recuperando da última lesão, muito mal tecnicamente.
Já o Manchester City, apesar de todo o oba-oba que cerca o clube (até agora, já foram gastos mais de 200 milhões de libras em contratações como Yaya Touré, David Silva e Balotelli), parece disposto a se tornar grande, seguindo os passos do Chelsea, que durante muito tempo foi coadjuvante, até a grana de Romam Abramovich entrar e os Blues virarem o que são hoje. Atuando num sólido 4-3-2-1 com Hart; Micah Richards, Kolo Touré, Kompany e Lescott; De Jong, Yaya Touré e Barry; Adam Johnson e Milner; Tévez, a equipe fez uma excelente partida, apesar dos inúmeros desfalques por lesão (os recém contratados laterais Boateng e Kolarov, o meia David Silva e o atacante Balotelli, para citar somente os principais) e mostrou que tem um bom elenco. Roberto Mancini não hesitou em barrar Adebayor, por exemplo, para mostrar que ninguém joga apenas no nome. Olho no City, que pode tomar o seu lugar como uma das principais forças da Inglaterra aproveitando o mal momento do Liverpool e lutar de igual para igual com Chelsea, Arsenal e Manchester United.
UEFA Champions League 2010/11
Os últimos dez classificados à fase de grupos da Liga dos Campeões serão conhecidos essa semana. Na terça-feira, às 15h45min (horário de Brasília, claro), ocorrem os seguintes confrontos:
Hapoel Tel-Aviv (Israel) x Red Bul Salzburg (Áustria) - o primeiro jogo, na Áustria, foi 3 a 2 para o Hapoel, que já participou da fase de grupos da última Champions League e se encaminha para repetir o feito nesta temporada;
Sheriff (Moldávia) x Basel (Suíça) - o Basel venceu em casa por 1 a 0 e chegou a perder um penâlti no final do jogo de ida, o que deu uma sobrevida ao Sheriff; a vantagem não é grande, mas os suiços têm mais time e devem se classificar;
Anderlecht (Bélgica) x Partizan (Sérvia) - no jogo de ida, empate em 2 a 2, muito ruim para os sérvios, que terão que buscar a classificação na Bélgica; a disputa está mais para o Anderlecht, que não chega à fase de grupos desde a temporada 2006/07;
Sevilla (Espanha) x Braga (Portugal) - o confronto mais equilibrado de todos, baseado no que as duas equipes mostraram no primeiro jogo, em Braga, vencido por 1 a 0 pelos portugueses; para a partida de volta, os espanhóis pouparam titulares na disputa da Supercopa da Espanha e perderam por 4 a 0 para o Barcelona; o Braga conta com muitos brasileiros na equipe: Felipe (goleiro, ex-Corinthians), Moisés (zagueiro, ex-Cruzeiro), Leandro Salino (volante, ex-Flamengo), Lima (atacante, ex-Bahia) e Élton (atacante, ex-Vasco), além de uma legião de desconhecidos - ao todo são 11 brasileiros inscritos na Liga dos Campeões; já o time da Andaluzia depende dos gols de Luís Fabiano e das assistências de Renato para se classificar; o torcedor certamente fará uma linda festa no Ramón Sánchez Pizjuán e também ajudará a equipe na busca da classificação;
Sampdoria (Itália) x Werder Bremem (Alemanha) - os alemães tiveram a classificação na mão quando abriram 3 a 0 em Bremem, mas o gol de Pazzini deixou tudo em aberto (o placar final foi de 3 a 1 para o time da casa); com certeza, a Sampdoria vai apresentar um futebol melhor do que o apresentado no jogo de ida, onde foi completamente dominada pelo Werder; além da vaga na fase de grupos, este jogo tem uma outra disputa entre Itália e Alemanha: é que a partir de 2011/12 a Itália pode perder a quarta vaga na Liga dos Campeões para a Alemanha, em virtude da pontuação no ranking da UEFA; na última temporada, o título da Inter de Milão não permitiu que alemães ultrapassasem italianos, mas a diferença é muito pequena e o bom momento do futebol no país de Beckenbauer, em contraste a fase difícil do futebol na Velha Bota, deixa essa disputa inclinada para o lado alemão.
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