Seus pés impuseram o azul ao mundo! Foram suas arrancadas mortais que nos levaram tão longe quanto se é possível ir! Ele é o maioral! Agora, anos mais tarde, o craque indisciplinado volta como o Comandante. Há quem duvide que vença, mas ele guarda todo o crédito do MUNDO. Afinal, não fosse ele o que fosse, nós não seríamos o que somos. E é por isso que todo e qualquer deslize de comportamento sempre foi perdoado: ele podia, era o maior. Os corações azuis, ainda que alguns só admitam em seu íntimo, anseiam pela chegada do velho novo líder.
Mas cuidado. Falo sim do herói Renato Portaluppi. Mas tivessem essas palavras sido escritas há dois anos, bem podiam descrever a chegada de Don Diego Maradona como técnico à seleção argentina. E o Maradona técnico não chegou perto do Maradona jogador. Não avançou na Copa e foi demitido.
Então que o argentino sirva de exemplo: a história deve ser lembrada e exaltada, mas ela sozinha não ganha nada. Portaluppi é uma lenda viva, mas precisa responder ao anseio do torcedor gremista pela volta da antiga forma aguerrida de jogar. As virtudes que ficaram pra trás, perdidas no tempo por despreparados dirigentes, técnicos e jogadores, precisam ser recuperadas. A primeira medida deve ser limpar a cagada da direção, que montou um time de FRACOS. O primeiro já caiu: o zagueiro Rodrigo foi embora. Douglas e cia. devem sentir medo do novo Comandante. Afinal, quem é Douglas? Quem é Rodrigo? Quem é alguma coisa perto de Renato Portaluppi? Ele é o maioral.
Por Arthur Viana
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