
Finalmente, ela brilhou. A estrela de Celso Roth, treinador marcado por fazer bons trabalhos, mas sempre morrendo na praia, iluminou a noite e tirou o Inter da escuridão no Beira-Rio. Considerado por muitos injustiçado no ano passado, quando fazia boa campanha no rival do Colorado e foi demitido, Celso lavou a alma. Recebeu a chance de treinar um grande grupo de jogadores, ainda por cima na semifinal da Libertadores. E, quando se preparava para tirar Rafael Sóbis, eis que o gaúcho de Erechim marca o gol de empate, o gol que mudou o jogo e encaminhou o título. Celso Roth, o nome da conquista!
O Chivas parece que leu os jornais brasileiros durante a semana. Já havia alertado em postagem anterior que, apesar do Inter ser mais time, o jogo não estava ganho. E os mexicanos mostraram isso no primeiro tenpo. Atuaram jogando toda a pressão para o Colorado, marcando com atenção e tentando jogar quando tinham a bola nos pés. O gol de Fabián fez justiça ao bom primeiro tempo e a mudança de atitude da equipe de Guadalajara. Mas veio a segunda etapa...
E o Inter melhorou, mas ainda esbarrava no nervosismo. O que mais foi destacado na equipe Colorada no pós-Copa, sob o comando de Roth, foi o trabalho de bola, as jogadas de ataque, sempre envolventes. Mas a equipe não estava fazendo isso; jogava no abafa, tentando marcar de qualquer jeito. E, quando Celso se preparava para tirar Sóbis, mal no jogo, eis que a sua estrela finalmente brilhou: gol de... Rafael Sóbis. Em um cruzamento de Kléber, até meio despretensioso, Tinga puxou a marcação para o primeira trave e Sóbis entrou como um foguete para mandar para o gol. A partir daí, a tranquilidade voltou e o Colorado sobrou no jogo.
O Chivas se perdeu na partida. Passou a catimbar, a tentar ganhar de forma ilícita. Não é assim que funciona. Os mexicanos poderiam reconhecer a superioridade do rival, mas preferiram apelar. Primeiro, Reynoso deu três socos covardes, pelas costas, em Sóbis. Depois, Arrelano foi expulso por carrinho violento em D'Alessandro. Mas, antes disso, a estrela de Roth já havia brilhado de novo: Leandro Damião, que mais tarde entrou na vaga de Sóbis, mostrou o futebol que andava escondido: aproveitando recuo errado da zaga, deu uma linda meia-lua em um adversário, disparou do meio-campo e marcou um golaço. Leandro Damião: se destacou no Inter B, mas não conseguia render com Fossati. Até isso, recuperar o futebol do jovem centroavante, Celso Roth conseguiu. E, aos 43min, o futebol proporcionou a tão comentada e muitas vezes ausente, justiça: depois de Roth, Giuliano, grande jogador, cinco gols na Libertadores, e que foi reserva o campeonato inteiro, fez uma pintura, passando no meio de dois zagueiros e encobrindo o goleiro. Fechou o caixão mexicano. O gol do Chivas no último lance do jogo foi um fato completamente irrelevante. Talvez nunca na história um gol tenha sido tão sem importância, porque a festa já tinha começado.
Sandro foi um gigante em campo. É impressionante o nível de excelência a que chegou o volante. Sem dúvida, foi um dos jogadores mais importantes da equipe. Talvez Giuliano e Alecsandro, pelos gols marcados, tenham sido mais fundamentais que o jovem volante, de malas prontas para o Tottenham, da Inglaterra. D'Alessandro e Kléber recuperaram seu futebol e ajudaram muito na campanha, principalmente nos últimos quatro jogos.
No final da partida, um papelão: Reynoso, um covarde, que nem merecia ter terminado a partida, foi arrumar confusão com os jogadores Colorados. E os campeões da Libertadores caíram na provocação: pancadaria generalizada, corre-corre e a única coisa que consegui distinguir na confusão foi a voadora que Índio deu em Reynoso. Ao revidar, os Colorados perderam a razão, mas, cá entre nós, ninguém é santo: bem-feito para o mexicano.
Infelizmente, a festa começou dessa maneira feia, com pancadaria. Mas não vamos dar crédito aos maus, péssimos, perdedores. Parabéns ao Inter, campeão da Libertadores de 2010!!!
ééée amigo.... eu sou um que deve pedir mil desculpas ao Celso, porque critiquei ele demais. Mas ele provou que é um bom trabalhador e estrategista de primeira, só acho q ele não tiraria o Sobis pra colocar o Damião como vc disse aí. Acredito q ele tiraria o Taison (q saiu mesmo mais tarde) e colocaria o Damião junto com o Sobis. Porém, como o Sobis marcou o gol, ele optou por colocar um meia no lugar do Taison, pois não estávamos precisando de um gol pra sermos campeões, o 1x1 bastava.
ResponderExcluirComo vc disse, a estrela de Celso brilhou e os dois jogadores q ele colocou entraram e fizeram gol.
Parabéns aos colorados, que como eu, ainda devem estar eufóricos e sem voz.