
Mano Menezes, o novo técnico da Seleção Brasileira, parece disposto a não perder o sono com problemas extra-campo. Além de ter dado uma entrevista exclusiva ao Fantástico logo depois de ter sido o escolhido para o cargo, ele agora foi ao programa do Jô. Mano não é um técnico "marqueteiro", nunca foi. Mas não há como negar que ele é inteligente e sabe que um bom relacionamento com a imprensa e com o público são fatores que podem pesar para que Ricardo Teixeira dê mais algum tempo a ele caso os resultados não apareçam de imediato. O presidente da CBF pode ser influenciado na hora de tomar alguma decisão mais dura contra o queridinho da torcida, coisa que Dunga fazia questão de não ser. Detalhe: não estou aqui julgando ninguém como bom ou mal. O ex-técnico do Corinthians está sendo inteligente, porque sabe que sua função não exige apenas resultados dentro de campo, mas também exige postura e, principalmente, jogo de cintura, o que faltava aos montes tanto a Dunga quanto a Jorginho. Até certo ponto é compreensível o ranço que os dois tinham com a mídia, pois até quem não viveu os acontecimentos entre as Copas de 90 e 94 consegue perceber que o clima era realmente pesado para os atletas que fracassaram na Itália. Isso não justifica a tremenda falta de educação dos dois, mas serve como exemplo de que não existe ninguém 100% bonzinho ou malvado. Todos são seres humanos e o cargo de técnico da Seleção exerce uma pressão imensa sobre a pessoa. Ponto para Mano Menezes, que está começando muito bem a sua trajetória no comando da Seleção Canarinho. Tomara que o seu sucesso extra-campo se repita dentro dele.
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