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| Foto: Fernando Gomes/Zero Hora |
Nos 20 minutos de jogo mesmo, os primeiros da partida, a proposta de Renato deu certo. O 3-5-2 anulou o ataque Colorado, enquanto o Tricolor conseguiu fazer os alas trabalharem e os atacantes participarem do jogo. O gol saiu naturalmente pelo domínio do time casa após pênalti estabanado de Willians em Kléber convertido por Barcos. No lance seguinte, na primeira vez que tentou atacar, o Inter empatou. O mesmo Willians, vilão no lance anterior, fez grande jogada pelo lado esquerdo do time gremista, o mesmo que incomodava no ataque, e cruzou para Leandro Damião empatar. A partir daí, houve muita confusão, uma péssima arbitragem de Fabrício Neves Corrêa e frustração de ambas as torcidas. Dentro de campo, os jogadores pareciam até de certa forma conformados, talvez a orientação dos técnicos não fosse "vamos ganhar o jogo", mas sim "não podemos perder de jeito nenhum".
Na volta do intervalo, o Inter veio para "cozinhar" o rival. Manteve a bola no campo ofensivo, trabalhava as jogadas, ganhava tempo a cada falta e arremesso de lateral. E o Grêmio entrou na pilha, muito conduzido também pela atuação do apitador Fabrício Neves. Jorge Henrique na lateral-direita estancou os avanços de Alex Telles, enquanto Kléber e Fabrício passaram a assombrar Pará e Werley. Riveros e Elano cansaram, e a bola parou de chegar nos avantes tricolores. Renato não teve coragem ou não quis tirar um dos zagueiros para tentar ganhar o meio-campo, nem mesmo quando a equipe passou a ter um jogador a mais. Mesmo assim, a entrada de Maxi deu um novo gás, e o Grêmio conseguiu segurar um pouco a bola na frente e rondar a área Colorada, mas sem grande perigo. E o Inter, com as expulsões, passou a se contentar bastante com a igualdade, e ainda teve a melhor chance do segundo tempo em chute do estreante Scocco.
O primeiro Gre-Nal da Arena teve a cara da maioria dos clássicos, muito truncado e pouco jogado. Renato venceu o duelo inicial com Dunga, pois o Tricolor foi melhor na primeira metade do jogo, especialmente nos 20 minutos iniciais. Mas o treinador Colorado viu muito bem o duelo e consertou os problemas no intervalo. No fim, se o Inter não tivesse tido a expulsão de Jorge Henrique, Dunga poderia ter tentado vencer, colocando Alex ou Scocco no lugar de Kléber ou de um dos volantes. Mas a postura Colorada na volta do intervalo também não era a de quem estava muito preocupado em vencer. No fim das contas, o Gre-Nal foi um clássico xoxo, nem bom nem ruim para os clubes, pior para os torcedores, que viram uma partida sofrível, em diversos momentos parecida com uma pelada de várzea, e ainda foram para casa indignados com o árbitro, que conseguiu desagradar aos dois lados.
Fabrício Neves Corrêa, infelizmente, foi o personagem do jogo. Assim como as duas equipes, adotou a cautela. Qualquer esbarrão era falta; um lance visualmente mais duro era para cartão amarelo. Das 3 expulsões, talvez nenhuma tenha sido justa, enquanto Willians e Adriano poderiam ter ido para o chuveiro ainda na primeira etapa. A seu favor, o pênalti bem marcado em Kléber, no qual o árbitro estava em cima do lance, e a absolvição na expulsão de Jorge Henrique muito bem cavada por Barcos, que sequer foi tocado; mas Fabrício estava encoberto, não tinha como ver o lance. No cartão vermelho do Colorado Fabrício, o árbitro exagerou, influenciado pelo teatro do jogador gremista, assim como na expulsão de Werley, que foi estabanado, mas estava olhando para a bola. Enfim, nenhuma das equipes pode dizer que não venceu por culpa do juiz, mas com certeza ele ajudou a tornar a partida ainda mais tensa e menos jogada do que já seria naturalmente por se tratar de um clássico Gre-Nal.
A melhor notícia do clássico veio das arquibancadas. Felizmente, não houve registros de nenhum incidente no deslocamente próximo a Arena e nem no interior do estádio.
Na volta do intervalo, o Inter veio para "cozinhar" o rival. Manteve a bola no campo ofensivo, trabalhava as jogadas, ganhava tempo a cada falta e arremesso de lateral. E o Grêmio entrou na pilha, muito conduzido também pela atuação do apitador Fabrício Neves. Jorge Henrique na lateral-direita estancou os avanços de Alex Telles, enquanto Kléber e Fabrício passaram a assombrar Pará e Werley. Riveros e Elano cansaram, e a bola parou de chegar nos avantes tricolores. Renato não teve coragem ou não quis tirar um dos zagueiros para tentar ganhar o meio-campo, nem mesmo quando a equipe passou a ter um jogador a mais. Mesmo assim, a entrada de Maxi deu um novo gás, e o Grêmio conseguiu segurar um pouco a bola na frente e rondar a área Colorada, mas sem grande perigo. E o Inter, com as expulsões, passou a se contentar bastante com a igualdade, e ainda teve a melhor chance do segundo tempo em chute do estreante Scocco.
O primeiro Gre-Nal da Arena teve a cara da maioria dos clássicos, muito truncado e pouco jogado. Renato venceu o duelo inicial com Dunga, pois o Tricolor foi melhor na primeira metade do jogo, especialmente nos 20 minutos iniciais. Mas o treinador Colorado viu muito bem o duelo e consertou os problemas no intervalo. No fim, se o Inter não tivesse tido a expulsão de Jorge Henrique, Dunga poderia ter tentado vencer, colocando Alex ou Scocco no lugar de Kléber ou de um dos volantes. Mas a postura Colorada na volta do intervalo também não era a de quem estava muito preocupado em vencer. No fim das contas, o Gre-Nal foi um clássico xoxo, nem bom nem ruim para os clubes, pior para os torcedores, que viram uma partida sofrível, em diversos momentos parecida com uma pelada de várzea, e ainda foram para casa indignados com o árbitro, que conseguiu desagradar aos dois lados.
Fabrício Neves Corrêa, infelizmente, foi o personagem do jogo. Assim como as duas equipes, adotou a cautela. Qualquer esbarrão era falta; um lance visualmente mais duro era para cartão amarelo. Das 3 expulsões, talvez nenhuma tenha sido justa, enquanto Willians e Adriano poderiam ter ido para o chuveiro ainda na primeira etapa. A seu favor, o pênalti bem marcado em Kléber, no qual o árbitro estava em cima do lance, e a absolvição na expulsão de Jorge Henrique muito bem cavada por Barcos, que sequer foi tocado; mas Fabrício estava encoberto, não tinha como ver o lance. No cartão vermelho do Colorado Fabrício, o árbitro exagerou, influenciado pelo teatro do jogador gremista, assim como na expulsão de Werley, que foi estabanado, mas estava olhando para a bola. Enfim, nenhuma das equipes pode dizer que não venceu por culpa do juiz, mas com certeza ele ajudou a tornar a partida ainda mais tensa e menos jogada do que já seria naturalmente por se tratar de um clássico Gre-Nal.
A melhor notícia do clássico veio das arquibancadas. Felizmente, não houve registros de nenhum incidente no deslocamente próximo a Arena e nem no interior do estádio.
BRASILEIRÃO
Entre os demais duelos da 11a rodada, os destaques ficam com Flamengo e Botafogo. O Rubro-Negro reagiu fazendo 3 a 0 no Atlético-MG após ter perdido pelo mesmo placar para o Bahia no meio de semana. Enquanto o Galo patina no Brasileirão, vejo gente falando que o time deve focar no campeonato nacional e esquecer o Mundial. Concordo, mas não vamos achar que o Galo está perdendo por falta de foco; o que está acontecendo é um reflexo natural do título da Libertadores, conquistado há cerca de 10 dias! É claro que o ideal seria não perder tempo e reagir logo, pois os comandados de Cuca têm chances de lutar pelo título do Brasileiro. Mas a equipe está desgastado, longe de estar 100% focada no nacional. Vai reagir, só pode ser que demore um pouco, e nesse caso o título nacional fica mais distante.
Já o Botafogo venceu o clássico com o Vasco, que vinha embalado por bons resultados, e se manteve na liderança do Brasileirão. Logo no seu encalço vêm Cruzeiro e Coritiba, que se enfrentaram em MG, com vitória da Raposa por 1 a 0. Na parte de baixo, além do Náutico, as equipes de Portuguesa, Criciúma e Goiás dão fortes indícios de que devem lutar para não cair. Os resultados de catarinenses e goianos até não são tão ruins, mas as atuações... Vale lembrar que Galo e São Paulo, que hoje ocupam o Z-4, têm times muito superiores aos rivais de Z-4 e logo devem sair dessa situação incômoda.

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