sábado, 10 de agosto de 2013

Atalho tortuoso

Foto:Marcos Ribolli/Globoesporte
A Copa do Brasil mudou. A competição não deixa de ser um atalho para a Copa Libertadores, pois ainda tem bem menos jogos do que o Brasileirão, mas o caminho se tornou muito mais tortuoso com a reinclusão das equipes que disputam a Libertadores, sem falar que agora a competição dura o ano todo, logo exige uma maior regularidade. O caso do Palmeiras ano passado - que fez um bom primeiro semestre, inclusive conquistando a CB, mas acabou rebaixado no Brasileiro - será mais difícil de ser repetido. Da mesma forma a Sul-Americana será diferente para o Brasil: saem os clubes grandes, desinteressados em sua maioria, que colocam equipes reservas em muitos jogos, e entram clubes médios e pequenos - nesse ano, os representantes do país serão Portuguesa x Bahia, Náutico x Sport, Vitória x Coritiba e Criciúma x Ponte Preta. Fica mais difícil para o país conquistar um título, mas por outro lado se torna uma vitrine internacional interessante para esses clubes, inclusive com equipes que atualmente disputam a série B, caso do Sport.

Mas voltando a Copa do Brasil: a chance das zebras também diminui. Na CB de antigamente, uma equipe média/pequena que eliminasse um grande nas primeiras fases - e isso sempre acontecia, especialmente porque as equipes estavam em início de temporada - assumiria o seu caminho para o título, encarando rivais mais fracos. Agora, pelo critério técnico, eles ficam no pote 2 do sorteio para as oitavas de final. Com isso, as surpresas desse ano, Salgueiro/PE, Luverdense/MT e Nacional/AM, irão encarar Inter, Corinthians e Vasco, respectivamente. Os clássicos regionais também foram pensados para acontecer antes da final. Logo, poderemos ter nas semifinais Gre-Nal e Corinthians x Palmeiras, além de clássicos cariocas. Os confrontos entre equipes do RJ, aliás, podem acontecer já nas quartas, assim como o clássico mineiro Cruzeiro x Atlético-MG.

Como se pode perceber, a Copa do Brasil assume uma nova importância para os clubes e as torcidas. Acho que será uma competição muito mais atraente, com a emoção do mata-mata presente durante todo o ano no país. Também poderá acalmar os saudosistas dos antigos Brasileirões, que tinham confrontos eliminatórios na sua última fase. A dificuldade aumenta para as equipes que ficavam fora da Libertadores e tinham na CB a principal esperança de encaminhar à vaga a competição continental. Mas com certeza o saldo é positivo, especialmente para os torcedores e os espectadores, que poderão ver grandes confrontos entre todas as principais equipes do país com os ingredientes emocionais do mata-mata.

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