O Brasileirão se aproxima do fim do seu primeiro turno, quando o campeonato começa a encaminhar algumas definições na tabela. Ao mesmo tempo, a Copa do Brasil e a Sul-Americana surgem com jogos no meio de semana, trazendo à tona o velho dilema: poupar ou não jogadores? Particularmente, sou contra mudar todo o time de um jogo para o outro. Primeiro, porque isso prejudica demais a mecânica da equipe e, segundo, porque é temerário priorizar demais uma competição, ainda mais de mata, aonde a imprevisibilidade do futebol se torna ainda maior. Outro ponto é que os atletas sentem o desgaste físico de forma diferente; por isso, entendo que poupar alguns jogadores é importante, mas nunca o time todo.
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| Juninho (c) foi poupado pela CB. Nesse domingo, deu o passe para o gol de André. Foto: Marcelo Sadio/Flickr do Vasco |
Essa, por exemplo, foi a estratégia do Vasco. Privilegiado por encarar o Nacional/AM na Copa do Brasil, Dorival Jr. deixou alguns jogadores de fora do confronto no meio de semana, como Juninho e André. O substituto do camisa 9 foi Tenório, que anotou os dois gols da vitória vascaína no Amazonas. Nesse domingo, o time encarou o Corinthians e fez bom jogo, apesar do 1 a 1. O gol dos cariocas, curiosamente, saiu em uma jogada entre Juninho e André. Já o Grêmio, derrotado pelo Santos no meio de semana pela CB, repetiu praticamente a mesma escalação, apenas com a volta de Bressan na defesa. Venceu o Flamengo, em Brasília, por 1 a 0. Enquanto isso os cariocas, derrotados pelo Cruzeiro na quarta, acabaram perdendo jogadores importante para o duelo contra os gaúchos, como Elias e Carlos Eduardo. O time sentiu as ausências, que se somaram as carências naturais do elenco, e teve atuação pífia no sábado.
O Cruzeiro ensaiou time reserva, mas foi com força máxima a Campinas e derrotou a Ponte Preta sem grandes dificuldades. Resultado importante, já que o Botafogo tropeçou e perdeu a liderança para os mineiros. O Alvinegro, aliás, teve uma semana bem oscilante. Na quinta, sem Seedorf, fez 4 a 2 no Atlético-MG, com atuação exaltada pela imprensa. Neste domingo, sem poupar jogadores e com o holandês em campo, foi engolido pela vontade do Atlético-PR, o time do momento no Brasileirão. A vitória colocou o Furacão no G-4 - é 4o, com 27 pontos - e os dois gols do atacante Éderson (veja os gols aqui) o deixam ao lado de William, da Ponte, na artilharia do Brasileirão com 10 gols.
O DESGASTE DE TITE
O Corinthians empatou com o Vasco nesse domingo. No meio de semana, foi derrotado pelo Luverdense/MT pela Copa do Brasil. No entanto, o que menos chama a atenção são os resultados. Até mesmo a derrota pela CB, apesar do vexame que representou, pode ter uma explicação que a amenize. O problema do Timão são as atuações da equipe. O time de Tite não se encontrou desde a saída de Paulinho e ainda tem o agravante das lesões de Guilherme, seu substituto, e da inconstância de Renato Augusto, que poderia ser uma opção, mas oscila muito entre o departamento médico e a disponibilidade para jogar.
Além disso, o modelo de trabalho de Tite parece ter sofrido um desgaste com os jogadores. Nesse domingo, curiosamente, um dos poucos que correu e se doou ao jogo como nos acostumamos a ver na equipe de Tite foi Douglas. O camisa 10 participou efetivamente do jogo na frente e até mesmo atrás, inclusive salvando um gol do Vasco em um lance de cruzamento. Trocar de técnico é sempre uma situação delicada e talvez não seja essa a melhor alternativa ao Corinthians, mas parece evidente que o clube precisa de um fato novo. Quem sabe um ou outro jogador diferente, uma solução tática alternativa. Depender de um bom dia de Pato ou de gols de bola aérea é pouco. Talvez a alternativa passe por Douglas, que foi bem no domingo e é um articulador como nenhum outro do elenco corintiano.

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