sábado, 8 de junho de 2013

Duelo de copa

Foto: Fifa.com/AFP
Argentina e Colômbia fizeram um bom jogo no Monumental de Nuñez, em Buenos Aires. Apesar do placar de 0 a 0, as equipes mostraram solidez defensiva e boas alternativas de ataque. No segundo tempo, a partida foi um pouco prejudicada pela expulsões do colombiano Zapata e do argentino Higuaín. Com 10 em campo, as equipes se resguardaram e arriscaram menos na etapa final. Os colombianos não se intimidaram e fizeram uma partida muito boa, atacando sempre que tinham a bola. Os laterais Zuniga e Armero apoiam muito bem; o meio-campo Cuadrado se revezava apoiando pela direita e pela esquerda, e Falcão García estava no ataque, saindo para tabelar e incomodando os zagueiros. Quando uma equipe joga fora de casa, não pode apenas se defender. É normal haver uma precaução maior, até porque o adversário provavelmente terá mais ímpeto pelo apelo da torcida na arquibancada; mas equipes que se limitam a não levar gols e ficam à mercê de um lance esporádico para fazerem um gol não merecem sucesso. Os argentinos mostraram limitações na criação. Montillo e Di María atuaram muito abertos, os volantes Mascherano e Biglia (substituto de Gago, atua no Anderlecht/BEL) apoiaram pouco, assim como os laterais Zabaleta e Rojo (que é zagueiro de origem). Com Messi no banco por ainda não estar 100% fisicamente, Aguero e Higuaín ficaram isolados. No segundo tempo, o camisa 10 do Barcelona/ESP entrou e provocou lances de perigo. Contudo, ficou nítido que Messi ainda não está bem. A alternativa de criação poderia ser Pastore, do PSG/FRA, mas ele sequer foi convocado pelo técnico Sabella.

BRASILEIRÃO

O campeonato nacional ainda está engrenando. O equilíbrio tem sido a marca dos jogos, e as principais equipes não conseguiram mostrar sua força. Embora a reta final do campeonato vá decidir muitas coisas, os pontos conquistados agora também são importantes. É uma obviedade dizer que todos os jogos valem os mesmos três pontos, mas a afirmação faz muito sentido. Algumas equipes valorizam mais e se doam mais em determinados jogos, especialmente clássicos e duelos mais difíceis. Contudo, os pontos perdidos para equipes pequena por desatenções e bobeadas, em muitos casos fazem muita falta no final do campeonato.

Com base nisso, a campanha do Inter está sendo bastante prejudicada com os resultados da equipe. Pior mesmo são as atuações do time de Dunga. A derrota em casa para o Bahia e o empate com a Portuguesa tem muito para serem lamentados. Já o Grêmio de Luxemburgo fez bons jogos em casa contra equipes médias/fracas, Náutico e Vitória, e contra o Santos, na Vila, conquistou um ponto. O Tricolor pode melhorar muito; embora esteja pontuando, o que é muito importante, as atuações não empolgam a torcida para a disputa do título. O torcedor Colorado está mais preocupado. O Inter não é candidato ao Rebaixamento, de forma alguma, mas as atuações do início do Brasileirão lembram o time do ano passado, que ficou longe do G-4. 

 A parada para a Copa das Confederações será fundamental para as equipes que iniciaram mal o campeonato. Servirá para recuperar os atletas fisicamente, contratar e entrosar novos jogadores. No começo de julho, veremos de forma mais clara quem é quem. Quais equipes irão brigar por título, quais as surpresas, quem vai lutar contra o Rebaixamento. Antes da pausa tem jogos pela quinta rodada nesse sábado e quarta-feira, além das partidas atrasadas entre Atlético-MG x Grêmio e Portuguesa x Fluminense.

A CULPA É SEMPRE DO TÉCNICO (?)

O técnico Jorginho foi demitido do Flamengo. A pressão estava grande, mas ao contrário do que eu imaginava, a nova diretoria não está tão afim de reorganizar a casa. Jorginho conhece o clube e é um bom nome para trabalhar com equipes médias/ruins, o que é o caso do Flamengo. O time foi muito bem na primeira rodada contra o Santos, que jogou muito mal, é verdade, mas isso não tira o mérito dos cariocas. As derrotas em casa para Náutico e Ponte Preta com certeza geraram revolta, mas a derrota fortalece o time, desde que as lições corretas sejam aprendidas. No fim das contas, os resultados vitimaram Jorginho e podem provocar a queda do diretor de futebol Paulo Pelaipe. O recado aos jogadores é que eles podem perder que nada irá acontecer. Reforços de qualidade não vêm, quem paga a conta sozinho é o técnico. A diretoria rubro-Negra ignora o fato de que projetos de 2,3 meses têm menores condições de dar certo, é preciso confiar nas suas escolhas, ter paciência, dar tranquilidade para o técnico e o grupo trabalharem. A diretoria tinha que segurar o rojão, pedir compreensão ao torcedor e buscar reforços. Atirando Jorginho na fogueira, o clube com certeza dá um passo atrás na busca de melhores resultados na temporada.

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