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| Koff "herdou" Luxa do seu concorrente Odone e aguentou o treinador até a metade desse ano. Foto:Lucas Uebel/Grêmio |
Causa muita estranheza a demissão de Vanderlei Luxemburgo do comando técnico do Grêmio. Não há nenhum motivo que se possa afirmar como causador da demissão; com certeza, esta é uma situação que só quem vive os bastidores mais íntimos do clube pode dizer o que houve. Embora os resultados do treinador não fossem espetaculares, a sua permanência foi garantida após a queda na Libertadores, e o início de Brasileirão era razoável. Fábio Koff não iria esperar o fim da pausa para a Copa das Confederações para demitir Luxa, sendo que poderia ter feito no início e dar tempo para o novo comandante ajustar a equipe. Ele também não precisaria demitir Luxa na manhã de um jogo amistoso, pois sabe o desvio de foco que isso causa. E o treinador saiu de Porto Alegre em silêncio, logo ele, um especialista em media training, em dar a volta nos jornalistas. Ou seja: algo aconteceu entre sexta-feira e sábado, e não foi pela parte técnica, embora o time tenha deixado a desejar neste ano, que Luxa caiu.
Luxemburgo já foi um treinador espetacular, e hoje ainda o considero um dos melhores no futebol brasileiro. Está longe do que já foi um dia e é muito caro, é verdade, mas é um nome de respeito. Talvez a parte financeira tenha pesado nesse momento; contudo, se pensarmos por aí o Grêmio deveria devolver Vargas ao Napoli/ITA e colocar Barcos, Welliton e outros à venda, logo, não imagino que isso tenha pesado tanto. A ausência de bons nomes no mercado talvez fosse o que mais jogava a favor da sua permanência. Renato é o nome óbvio, Roger já fez bons jogos, mas não tem experiência, Mano acabou de acertar com o Flamengo... Acho que a experiência com Roger seria interessante, mas não nesse momento, em que o Grêmio tem um grupo com muitos medalhões. Dificilmente Roger teria jogo de cintura para lidar com todos, embora esteja há mais de um ano aprendendo a fazer isso com Luxa. Renato também não tem bruxos no vestiário, o que complica um pouco as coisas. Nesse ano, Luxa parece ter perdido a mão com os jogadores, e o desafio do Grêmio é achar alguém que consiga fazer o time jogar, mas também administre a feira das vaidades que se tornou o vestiário. Algo muito complicado de se fazer, quase tanto quanto renegociar o contrato com a OAS. São os novos desafios para o velho presidente Koff. Será que ele imaginou tantos problemas quando resolveu se candidatar novamente a presidência do clube?

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