sexta-feira, 14 de junho de 2013

Começo equilibrado

O primeiro ato do campeonato brasileiro foi marcado pelo equilíbrio. As principais equipes ainda não se mostraram nas primeiras 5 rodadas, o que não quer dizer que deixaram de ser favoritas. Atlético-MG e Corinthians venceram apenas uma vez, enquanto o Fluminense venceu três, mas perdeu duas. Botafogo e São Paulo largaram relativamente bem em termos de pontuação, assim como o Grêmio. Por outro lado, Santos, Flamengo e Internacional começaram mal; os dois primeiros inclusive já demitiram os treinadores, Muricy Ramalho e Jorginho, respectivamente, enquanto o Colorado desperdiçou pontos contra equipes fracas.

Por falar nos piores times, a Ponte Preta surpreende de certa forma. Perdeu 4 partidas em 5 disputadas, mas havia feito um bom Estadual e tinha a perspectiva de ficar pelo meio da tabela. Chegou a vencer o Flamengo, no RJ, mas perdeu 3 vezes em casa. É verdade que a tabela não ajudou, pois a Macaca encarou São Paulo, Corinthians e Botafogo, grandes clubes do futebol nacional. Náutico e Portuguesa também parecem candidatos ao Rebaixamento pelos times que apresentaram, embora a Lusa tenha tido atuações medianas.

Entre as surpresas estão os rivais Bahia e Vitória. O Tricolor venceu Botafogo e Inter, o Colorado em Caxias do Sul. Já do Leão se esperava um bom desempenho ao menos em casa, e foi o que a equipe apresentou. Triunfos sobre Atlético-PR e Vasco, além de um empate com o Inter. Fora de casa, ainda conquistou três pontos contra o Náutico.

Alex marcou seu gol 400 na carreira contra o Flu.
Foto: Geraldo Bubniak/Fotoarena
Coritiba e Criciúma também iniciaram o campeonato bem. O Coxa ganha moral por ser o líder durante a parada para a Copa das Confederações; no entanto, quando o Brasileirão voltar, a responsabilidade aumenta, pois a equipe será mais visada. O time não fez atuações tão boas quanto algumas do ano passado, mas conseguiu vencer Atlético-MG e Fluminense, em casa, com gols nos últimos minutos. Para animar ainda mais a torcida, o gol da vitória contra o Flu foi de Alex, mostrando que a equipe tem um craque capaz de desequilibrar grandes jogos a favor dos paranaenses.

A Dupla Gre-Nal decepcionou, especialmente o Inter. As atuações de ambos não foram desastrosas, embora tenham sido muito abaixo do que podem render. Os resultados do Grêmio até foram aceitáveis do ponte de vista da tabela, incluindo o empate com o São Paulo, na Arena, e a derrota para o Atlético-MG, em MG. Já o Colorado perdeu, em casa, para o Bahia, e apenas empatou com a Portuguesa. Mesmo tendo sido no Canindé, era jogo para 3 pontos.

COPA DAS CONFEDERAÇÕES

A competição serve como teste para o Brasil e para a Seleção Brasileira. Embora os adversários não levem a disputa tão a sério quanto os convocados de Felipão, México, Uruguai Itália e Espanha têm totais condições de fazerem grandes jogos; Nigéria e Japão podem complicar, enquanto o Taiti deve apenas fazer figuração. Mais importante do que vencer, é arrumar a equipe, dar um pouco mais de entrosamento como grupo e ritmo de competição para os jogadores, além de ter ganhar pontos com o torcedor, para chegar afinado com as arquibancadas na disputa do Mundial em 2014.

A preocupação para a Copa no Brasil talvez seja ainda maior do que foi com a competição na África do Sul. Em todo o país, a população tem se manifestado. Não fundamentalmente contra a disputa da Copa, mas por conta dos valores gastos, sendo que em muitas áreas mais vitais faltam investimentos. Os ônibus deixam a desejar, enquanto a passagem é cara; a inflação subiu, a cesta básica também, o SUS continua o mesmo martírio para se conseguir uma consulta, e o governo gasta 2 bilhões de reais para reformar o Maracanã, sendo que desconfigurou o Estádio. A Copa das Confederações será um teste em vários setores do país: para a equipe de Felipão, para a estrutura de recebimento dos turistas e delegações das seleções, e também para o comportamento do povo. Se a participação despertada, principalmente, na luta contra o preço abusivo das passagens de ônibus continuar crescendo, o ambiente do Mundial no ano que vem será bastante conflituoso. É bom para o país e irá nos ajudar a crescer, mas por outro lado vai tumultuar o desenvolvimento do Mundial.

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