Nesta quarta-feira ocorre em Doha, no Catar, um dos maiores clássicos do futebol mundial. Brasil e Argentina se enfrentam às 15h (horário de Brasília). A partida marca a volta de Ronaldinho Gaúcho ao convívio da Seleção e representa uma pausa nas acaloradas discussões que envolvem o campeonato brasileiro recentemente.Merecedor ou não, Ronaldinho voltou a ser convocado. E, inclusive, será titular no confronto, ao que indicou o treino realizado na terça-feira. A equipe deve se armar no 4-3-1-2, esquema que o Milan utilizou por algumas rodadas (Mano justificou a convocação do Gaúcho por ele estar atuando mais centralizado e não parado na ponta-esquerda como antigamente, por isso a comparação entre o esquema da Seleção e o utilizado pelo clube italiano). O goleiro será Victor; a linha de quatro defensores terá Daniel Alves na lateral-direita, Thiago Silva e David Luiz na zaga central e André Santos no flanco esquerdo; Lucas será o volante centralizado, com Ramires e Elias saindo pelos lados; Ronaldinho será o armador e Neymar e Robinho, os atacantes.
Sem contar com o meia que gostaria (Ganso ou Kaká) e com o seu centroavante titular (Pato), todos machucados, Mano Menezes dá uma nova chance a Ronaldinho de reescrever sua história com a amarelinha. Na Copa do Mundo do Brasil, em 2014, o Gaúcho terá 33 anos. Se é verdade que a idade é avançada para se jogar o futebol atual, de tanta disputa física, também é verdade que ainda existe espaço para o craque, desde que ele queira ser esse jogador diferenciado. E esse é o caso de Ronaldinho: ele é diferenciado, ou melhor, ele pode ser assim. O grande desafio de Mano e do técnico do Milan, Massimiliano Alegri, é motivá-lo a apresentar o seu melhor futebol. E jogar uma Copa do Mundo em casa pode ser um grande estímulo, pois o cenário é ótimo para um final de carreira brilhante, ao menos com a camisa da Seleção.
Do lado argentino, os hermanos vem motivados, pois não vencem a Seleção Brasileira há cinco anos. A equipe deve atuar no 4-2-3-1 com Romero no gol; Zanetti na lateral-direita, Burdisso e Pareja (ou Demichelis) no miolo de zaga e Heinze fechando o lado esquerdo; Mascherano e Banega são os volantes; à frente deles, Pastore deve ser o meia de ligação, com Di María e Messi atuando pelos lados; na frente, Higuaín será o centroavante. O técnico Sérgio Batista, recém efetivado, aposta numa mescla da experiência de jogadores como Zanetti e Heinze com a boa fase de jogadores mais jovens como Pareja (zagueiro de 26 anos do Spartak de Moscou, da Rússia) e Pastore (meia-armador de 21 anos destaque do Palermo, da Itália). Assim como o Brasil, que perdeu Alexandre Pato por lesão, a argentina perdeu importantes peças ofensivas: Tévez, Agüero e Diego Milito, todos machucados. Como o técnico não convocou ninguém para substituir os três, Ezequiel Lavezzi, do Napoli (Itália) será o único atacante no banco de reservas.
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