quinta-feira, 25 de novembro de 2010

É possível um país em guerra abrigar Copa do Mundo e Olímpiadas?

O Rio de Janeiro está em guerra. Na verdade, o Brasil está em guerra. Contra o tráfico, a corrupção, as desigualdades de renda e milhares de outras coisas. Mas vejamos apenas a questão da criminalidade. Faltando menos de quatro anos para a Copa do Mundo e cerca de seis para as Olímpiadas, o País terá condições de oferecer segurança àqueles que para cá vierem?

A situação do Rio é única em todo o território nacional. Ao menos de que se tem registro. Ainda assim, é possível uma nação sediar eventos do tamanho e da importância de um Mundial e das Olímpiadas? Um País com uma cidade em que os bandidos metralham postos da polícia, derrubam helicópteros e andam armados pela rua sem qualquer receio de serem presos ou interpelados.

Tudo bem que no resto do Brasil a violência (ainda?) não está nesse extremo, mas seria possível simplesmente cortar o Rio fora da Copa, uma das principais cidades do País? Quantos turistas nós perderíamos? Quanto o futebol perderia sem o Maracanã como um de seus palcos? Isso sem falar que as Olímpiadas ocorrerão apenas na Cidade Maravilhosa, a única sede. E se o Rio caísse fora, imagine o clima que existiria para um jogo de Copa do Mundo em São Paulo, por exemplo, sendo que a cerca de 400 km dali a favela tal está sendo invadida pelo caveirão do BOPE?

Vejam bem: não estou aqui discutindo as ações da polícia contra a violência no Rio ou os prós e contras da realização de uma Copa no Brasil. Particularmente, sou a favor de ações no sentido de exterminar com o tráfico de drogas e com os traficantes tanto quanto sou a favor da realização da Copa do Mundo aqui. Mas acho que não devemos ser irresponsáveis e egoístas a pontos de sediarmos um evento de grande magnitude sem conseguirmos oferecer segurança as pessoas que para cá virão - atletas, turistas, grandes empresas, jornalistas e todos eles de diversas partes do mundo.

A menos de quatro anos do Mundial, além de tantas polêmicas sobre as obras, sejam elas nos estádios ou nas cidades que sediarão os jogos da Copa, a violência surge como o grande desafio a ser superado. Em outubro, o País elegeu novos políticos. Presidente, governadores, senadores, deputados... A população quer saber: é possível um país em guerra abrigar Copa do Mundo e Olímpiadas?

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