Paulo César Carpegiani, (foto) campeão Brasileiro (1982), da Libertadores (1981) e do Mundo (1981) como técnico do Flamengo e tendo treinado o Paraguai na Copa do Mundo d
e 1998, é hoje considerado um técnico mediano no atual cenário do futebol nacional. Após fazer uma campanha ruim com o Corinthians em 2007, foi demitido, deixando a equipe em 13º (o Timão veio a ser rebaixado naquele ano); em 2009, foi campeão baiano pelo Vitória, começou o Brasileirão muito bem, mas acabou demitido após uma queda brusca nos resultados, deixando o Leão baiano em 10º; e, mais recentemente, levou o Atlético-PR da Zona de Rebaixamento à 4ª posição no atual Brasileirão. Com esse currículo recente, Carpegiani chega sob desconfiança ao São Paulo. Mesmo que não se admita, duvido que a imprensa e os próprios torcedores paulistas estejam esperando grandes resultados. Puro preconceito, pois Paulo César treinou 3 equipes bem limitadas e, ainda assim, conseguiu resultados satisfatórios.O Corinthians de 2007 tinha nomes como Gustavo Nery, Betão, Fábio Ferreira, Zelão, Moradei, Nilton, Vampeta, Lulinha, Clodoaldo, Éverton Santos e Finazzi. E não estou exagerando, pois esse jogadores, de fato, atuavam, não eram 5º ou 6º reserva. Agora, tem como fazer alguma coisa melhor que o 13º lugar com essa equipe? O Vitória, que é um time com recursos bem mais limitados que o Corinthians, também não tinha um elenco dos melhores, apesar de contar com bons valores; a 10ª colocação, posição em que Carpegiani deixou o time, estava de muito bom tamanho, se compararmos o elenco do Leão baiano com as demais equipes; e, por fim, o time-base de PC no Atlético-PR de 2010, o qual ele tirou do Z-4 e levou até próximo dos líderes: Neto; Wágner Diniz, Manoel, Rodolpho e Paulinho; Chico, Vitor (Guérron), Branquinho, Paulo Baier e Maikon Leite; Bruno Mineiro. Essa equipe, em termos de nomes, é para o 4º lugar do Brasileirão? Ainda assim, mesmo com (na minha visão) bons trabalhos, a desconfiança segue rondando o novo técnico são-paulino, um dos tantos patinhos feios do futebol.
Já Vanderlei Luxemburgo (foto) tem outro tratamento, o de estrela. Agora mesmo estava no Atlético-MG, que montou um belo elenco, e está quase todo o campeonato na Zon
a de Rebaixamento. Pode se contestar o ego dos jogadores atleticanos (Diego Souza, Tardelli..., atletas com temperamentos nem tão amenos, por assim dizer), mas não a sua qualidade. Em 2009, mesmo com o bom time do Palmeiras, sofreu para avançar à segunda fase da Libertadores e foi eliminado pelo Nacional, do Uruguai. Ainda assim, ficou pouco tempo desempregado, sendo logo contratado pelo Santos. E, claro, arrumando emprego para toda a sua comitiva e recebendo uma quantia astronômica (é difícíl saber ao certo os valores, mas diz-se que Luxa cobra R$ 500 mil).Agora, chega ao Flamengo sem ser contestado por ninguém. Ele mesmo admitiu que precisa de uma reciclagem. E das grandes, pode-se completar. Desde que voltou do Real Madrid que Luxa está mais preocupado em impor as coisas do seu jeito e não em arrumar as suas equipes. E ninguém o contesta. Tudo bem, ele tem uma história dentro do futebol, já ganhou incriveís 5 campeonatos brasileiros. Mas, há anos que ele apenas tira o dinheiro dos clubes, além de desfilar atitudes arrogantes e resultados insatisfatórios. E ainda assim é reverenciado. O que a grife não faz...
Me permita discordar em parte. O Carpegiani, na minha opinião, tem uma trajetória ímpar no futebol. Jogou quase toda a década de 70 pelo Inter, ganhou os Brasileiros de 75 e 76, foi titular da Seleção na copa de 74 (pelo que me parece). Transferiu-se ao Flamengo, ganhou o Brasileirão de 1980, como jogador. A seguir, virou técnico, ganhou Libertadores, Mundial em 1981 e Brasileiro em 1982. Teve grandes desempenhos como treinador do Cerro Portenho do Paraguai, foi muito bem na Seleção. Fez grande campanha como treinador do São Paulo em 1999.
ResponderExcluirO time dele tinha Raí, Marcelinho Paraíba, França, Edmílson. Só que enfrentou um time imbatível do Corinthians.
É um profissional de conhecimentos táticos e habilidade de detectar craques insuperáveis. Tanto que revelou vários no RS Futebol.
Retomou a carreira de técnico recentemente. Já fez excelentes trabalhos. Não faz o estilo motivador na base do grito, o que fez com que nunca tivesse chance nos clubes do sul, principalmente o Inter.
Várias vezes cogitaram uma dobradinha Falcão-Carpegiani (já que são grandes amigos), mas não sai do papel (questões políticas?).
E um mérito maior: tem grande capacidade de arrumar sistemas defensivos: vide o Paraguai na Copa de 1998 e o Atlético-PR atual.
Apenas uma contribuição.
Abraço,
Gabriel.