O Brasileirão vai seguindo e o equilíbrio se consolida como a marca desse campeonato. Nas duas últimas rodadas, o líder Fluminense empatou com o lanterna Prudente, em SP, e perdeu para o Santos em casa; já o Corinthians está a 4 jogos sem vencer, tendo perdido fora de casa para Inter e Atlético-MG e empatado em casa com Ceará e Botafogo. Qual a explicação para a incostância das equipes (não só dos líderes, mas da maioria dos clubes participantes do Brasileirão)?
Muito se fala sobre os desfalques e a sequência de jogos. Mas os jogadores esquecem que todas as equipes têm desfalques e jogam com a mesma regularidade. O que acontece é que não existe um bicho papão na Série deste ano. Existem elencos melhores que outros, algumas equipes que encaixaram durante uma série de jogos e ponto. De que outra maneira justificar o empate entre o Prudente, que conquistou apenas 21 pontos em 28 rodadas, e o Fluminense (52 pontos em 28 rodadas)?
Os times do momento são Cruzeiro, Grêmio e Palmeiras. Essas três equipes fazem um ótimo returno. As campanhas:
- Cruzeiro (6 vitórias, 2 empates e uma derrota);
- Palmeiras (5 vitórias, 3 empates e uma derrota);e
- Grêmio (7 vitórias, 1 empate e uma derrota).
E o que mudou nesses clubes? Trocaram de técnico e trouxeram alguns bons reforços (assim como outras equipes que não engrenaram). Mas, mesmo essas equipes que fazem boa campanha no returno têm desfalques. São eles (cosiderados os atletas que já estão fora há algumas rodadas): Gil, Leonardo Silva e Gilberto (Cruzeiro); Ewerthon (que, aliás, não joga mais este ano) e Marcos (Palmeiras); Mário Fernandes, Rochemback (que joga uma partida e para 3), Souza, Leandro e Borges, que também não joga mais este ano (Grêmio). Ainda assim, Celestes, Tricolores e Alviverdes vêm em bom momento. Contudo, não vai ser surpresa se, mais para a frente, o rendimento dessas equipes diminuir, pois, se analisarmos as escalações veremos que elas não tem nada de tão espetacular que as faça suportar campanhas tão boas no returno.
Na parte de baixo da tabela, o Atlético-MG, o qual considerava rumo à Série B sob o comando de Luxemburgo, já virou forte candidato a permanecer. No Brasil, muito se fala (e eu sou uma das pessoas que fala isso) que os técnicos são demitidos a toda hora, às vezes sem um tempo mínimo para desenvolverem seu trabalho. Mas é impressionante o efeito que algumas mudanças provocam. Dorival Jr. chegou, mexeu em algumas peças, e já conseguiu vitórias importantes, sobre o Atlético-GO (que melhorou com René Simões), de virada e fora de casa, e sobre o Corinthians, postulante ao título, também de virada. As equipes goianas, aliás, voltaram a decepcionar e, após algumas boas atuações, entraram em declínio novamente. Difícil cravar se Goiás e Atlético-GO têm chances de permanecer; acho que vai depender muito mais dos rivais do que deles mesmos. E, para isso, Vitória e Avaí estão ajudando, pois têm perdido tanto como mandantes quanto na condição de visitantes e se aproximam perigosamente do Z-4 na reta final do campeonato. Na última rodada, o Flamengo venceu o Atlético-GO, na estreia de Luxa, mas não o descartaria da luta contra o descenso. O Rubro-Negro até tem time para estar melhor colocado; contudo, a qualidade do trabalho de Luxa já não é mais a mesma, e as últimos participações dele no Brasileirão comprovam isso.
Com tanto equilíbrio entre os elencos e, ao mesmo, instabilidade nas atuações, fica cada vez mais difícil cravar palpites. Fácil é questionar e prever que mais surpresas podem continuar ocorrendo.
Desculpa, estou trabalhando demais.
ResponderExcluirImagina que só soube do jogo do Brasil agora (sexta à noite?)
Acredito que o crescimento do Grêmio passa pela saída do grupo que veio do São Paulo: Rodrigo, Souza, Leandro e Borges (sem dizer o Fábio Santos, que já está saindo). Fico triste de falar isso, mas é impressionante a diferença de vibração e pegada. Não sei se estou exagerando, mas todos viam que o Borges estava no bagaço há horas, e o André Lima não recebia oportunidades. O Souza, então, nem se fala. De que outra maneira o Lúcio conseguiria espaço no time? Ele se ajusta perfeitamente ao esquema de losango do Renato, fazendo o meia pela esquerda. É habilidoso, tenta a jogada individual, cruza bem, tem velocidade. Inclusive, fez crescer o futebol do Fábio Santos.
O Vilson cresceu muito no papel de volante. O Renato parece ter percebido a importância de um jogador que faça a cabeça de área exclusiva, sem preocupações ofensivas. Com o Jonas em fase iluminada, defendendo-se muito bem o Grêmio tende a não sair atrás nos jogos e, para ganhar, é um abraço.
Descobri agora!
ResponderExcluirNo ano passado, nesta rodada (início da 29), o líder era o Palmeiras, de Muricy Ramalho, com 54 pontos. O Flamengo, que viria a ser campeão, tinha 44 pontos.
Em 2010, o líder é o Fluminense, de Muricy Ramalho, com 52 pontos. O Grêmio tem 42!
CONFIA!!!