Muita gente está comemorando a volta do G-4, mas vamos devagar, pois se um brasileiro ganhar a Sul-Americana o G-4 vira G-3 novamente. E não podemos esquecer o nível dos clubes que disputam esta competição (se a Libertadores já está tecnicamente fraca nas últimas temporadas, imagine a Sul-Americana?). Menos mal que os brasileiros ainda vivos - Avaí, Palmeiras, Atlético-MG e Goiás - não fazem grande temporada. Vejamos as chances de termos um brasileiro campeão:
Avaí e Goiás ainda são muito "verdes" para conquistarem um título internacional. O Leão da Ilha inclusive jogou a primeira partida internacional da sua HISTÓRIA na semana passada contra o Emelec, no Equador. Perdeu por apenas 2 a 1 e tem totais condições de vencer por, no mínimo, 1 a 0 e avançar. O problema é depois. Os catarinenses enfrentam Goiás ou Peñarol (no primeiro jogo, em Goiânia, vitória do Esmeraldino por 1 a 0). A vantagem brasileira não é grande. O que serve de alento é que o Peñarol, hoje, não assusta mais ninguém. Mas, talvez, contra o Avaí, em uma possível quartas de final, a camisa uruguaia possa fazer a diferença.
O Atlético-MG venceu o Santa Fé por 2 a 0, em Minas. Mas viajará para a Colômbia com apenas 14 jogadores e sob o comando do técnico auxiliar Ivan Rizzo. Se passar, deve pegar o Palmeiras nas quartas de final; e para por aí, a menos que Dorival Jr. volte a escalar o time principal. Com os titulares, o Galo vira forte candidato ao título.
A grande preocupação dos torcedores das equipes que brigam pela vaga à Libertadores via Brasileirão deve ser o Palmeiras. O time é apenas razoável, mas o técnico é Luiz Felipe Scolari, profundo conhecedor das dificuldades de se jogar uma competição como essa. Estádios ruins, altitude, intimidação da torcida... Felipão conhece tudo isso muito bem e se os jogadores o ouvirem tiram de letra esses problemas.
Entre os demais representantes, Newell's Old Boys e Independiente (Argentina), além da LDU (Equador) são os principais postulantes ao título. Mas, se a Libertadores já tem reservado surpresas como a LDU na final em 2008 e o Chivas em 2010, a Sul-Americana, que conta com algumas equipes bastante desconhecidas, pode muito bem surpreender também.
Ainda assim, a notícia da volta do G-4 é excelente, e mostra que o Brasil tem alguma força política na Conmebol. Seria absurdo tirarem uma vaga do país campeão do torneio. Ao invés de receber uma premiação, o Brasil estava sendo punido. Vale lembrar que os brasileiros marcam presença na final da competição a 6 anos seguidos e que o país só ganhou menos títulos que a Argentina.
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