As equipes entraram com as seguintes escalações:
Real Madrid (4-2-3-1): Casillas; Arbeloa, Pepe, Ricardo Carvalho e Marcelo; Xabi Alonso e Khedira; Di María, Özil e Cristiano Ronaldo; Higuaín. Técnico: José Mourinho.
Milan (4-3-1-2): Amelia; Zambrotta, Nesta, Bonera e Antonini; Pirlo, Gattuso e Seedorf; Ronaldinho; Pato e Ibrahimovic. Técnico: Massimiliano Allegri.
Nos 12 minutos iniciais, pressão do Real, marcando a saída de bola e partindo para resolver o jogo. O Milan foi se apequenando até levar o primeiro, aos 13 minutos, em cobrança de falta de Cristiano Ronaldo (a falta mal batida; o detalhe é que Seedorf simplesmente saiu do meio da barreira, desviou da bola, como quem foge, matando o goleiro). Aproximadamente um minuto, jogada em velocidade de C. Ronaldo pela esquerda, passe para Özil, que chutou e a bola desviou em Bonera e tirou qualquer chance de defesa de Amelia. Pronto. Em 2 minutos Cristiano Ronaldo resolveu a partida. O Milan até ensaiou uma pressão. Foi ao ataque, acertou o travessão com Pirlo e perdeu outra ótima chance com Seedorf, cara a cara com Casillas. Depois desse lance, o Real acordou de novo. Mas parou em Amelia.
O jogo evidenciou diferenças em duas equipes com uma história parecida em termos de títulos: o Real é um time jovem - mas maduro -, agressivo, firme na defesa e rápido no ataque, com bom toque de bola, mais ou menos como a seleção espanhola, contudo, menos cadenciado e mais acelerado com a bola; o Milan é um retrato do futebol italiano. Um time cansado, com um meio-campo velho (Gattuso, 32 anos; Seedorf, 34; Pirlo, 31; Ronaldinho 30), que não marca sem a bola e com a bola no pé apenas lança para os atacantes, pois quase não se aproxima do ataque e pouco chuta a gol.
Pode parecer raiva de torcedor, mas não é nada disso. È tristeza pelo momento atual milanista, um dos grandes times do futebol mundial. Ah, claro, os jogadores têm a sua parcela de culpa, assim como o técnico. Mas de um profissional desconhecido, sem experiência em grandes clubes, não se pode esperar muito. A responsabilidade do técnico deve ser dividida com quem o contratou. Veja bem: nada contra técnicos emergentes, desde que eles tenham qualidade e, principalmente, algum tempo para trabalhar. É até injusto fazer grandes críticas a Allegri, que está há pouco mais de dois meses no cargo. No campeonato nacional, o Milan vai bem e até não precisa de muito para ter sucesso. Mas, na Liga dos Campeões, já ficou comprovado que o buraco é mais embaixo, e a equipe tem que jogar mais.
Por outro lado, José Mourinho pode ficar tranquilo. Se é que ele consegue, pois a sua ambição e a vontade de ganhar são impressionantes. O Real está c
om um time ajeitado. É um dos poucos que venceu as 3 partidas na Liga dos Campeões, acabou de assumir a liderança do Campeonato Espanhol, em que tem a melhor defesa e o melhor ataque, e ainda recerá o"reforço" de Kaká, se recuperando de lesão. O Barcelona, que começou a temporada meio vacilante, com os atletas visivelmente cansados (Xavi já foi inclusive poupado, mesmo com a temporada estando apenas no início), vai ter um rival a altura. É bom Guardiola começar a se preocupar, pois José Mourinho e seus comandados vem com tudo atrás dos títulos.
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