O Grêmio conquistou, no último sábado, a quarta vitória seguida fora de casa nesse Campeonato Brasileiro. O adversário foi o Vitória, em Salvador (BA), e o placar de 3 a 0 para os gaúchos, gols marcados por Maylson, Diego e Edílson, colocou o Tricolor na 8ª posição do Brasileirão.
O técnico Renato Gaúcho tinha vários desfalques para escalar a equipe e acabou utilizando muitos jogadores jovens, oriundos das categorias de base do clube. Sem contar com os zagueiros Vilson e Rafael Marques e com o centroavante André Lima, todos suspensos pelo terceiro cartão amarelo, além dos meio-campistas Adílson, Rochemback, Souza e Douglas, lesionados, o treinador gremista montou a defesa com Ozeia e Neuton e no meio-de-campo escalou Saimon, Fernando e Roberson, sendo que destes jogadores apenas Ozeia não foi formado no clube. A vitória e, principalmente, atuação segura dos garotos justificou a confiança depositada neles pelo técnico.
Na próxima quarta-feira, o Grêmio recebe o Prudente no estádio Olímpico para buscar mais uma vitória e seguir sonhando com a classificação à próxima Copa Libertadores da América.
*Notícia escrita por este blogueiro para a cadeira de Jornalismo Impresso I.
Ética x Dinheiro
Nesta semana, a decisão do técnico Paulo César Carpegiani de sair do Atlético-PR e ir para o São Paulo levantou novamente a rivalidade ética x dinheiro no futebol. Acompanhando as discussões, alguns pensamentos me ocorreram:
Primeiro de tudo: por mais que Carpegiani vá ganhar melhor no São Paulo, duvido que ele ganhasse mal no Atlético-PR. Então, a situação já não é essa historinha de ir para onde paga melhor. Passar fome em Curitiba tenho certeza de que ele não passava. Tudo bem, a diferença no salário pode até ser grande. Mas, no Brasil, qualquer treinador de Série A ganha pelo menos uns 50 mil reais. O Avaí, que é um dos clubes de menor orçamento, pagava 80 mil para o Péricles Chamusca. Então, Carpegiani que seja homem e assuma que ele prefere treinar um time do centro do país do que o Furacão, mesmo fazendo grande campanha e estando o time paranaense há 6 pontos da Libertadores.
Segundo: assim como os clubes demitem os técnicos como quem troca de roupa, os treinadores têm, sim, todo o direito de saírem de um clube e irem para outro. Desde quando o técnico só pode sair demitido? Agora, se essa conduta é correta ou não já é uma outra discussão, talvez moralista demais para quem vive no selvagem mundo do futebol.
E, terceiro e último, o São Paulo é um clube arrogante, que tenta e já tirou jogadores de outras equipes de várias maneiras. Não é porque sou gremista, mas me ocorre o exemplo do Jorge Wagner: ele estava acertado com o Grêmio e, no aeroporto, quando se preparava para embarcar aqui, para o Sul, foi assediado pelo São Paulo e seguiu rumo ao Morumbi. Está certo que o jogador também é um baita de um mercenário, mas isso não apaga a conduta, no mínimo, duvidosa do Tricolor paulista. Para quem acha essa discussão interessante, vale a pena ler o que escreveu o José Ilan, do Globoesporte.com no seu blog. Para quem quiser dar uma olhada: http://globoesporte.globo.com/platb/ilanhouse/
Ah, para finalizar, não gosto de generalizar, mas a postura dos dirigentes são-paulinos parece que afetou a sua torcida, que desfilou comentários com uma arrogância incrível. Humildade que é bom...
Pôxa, que ranço!
ResponderExcluirOlha só, me permita discordar um pouco.
Na verdade, eu acredito que a posição do Carpegiani tem a ver um pouco com o futebol atual.
Um técnico, como ele, tem um perfil diferenciado. Embora tenha passado um tempo fora do mercado, por estar no RS Futebol, ele já ganhou Brasileiro, Libertadores, Mundial de Clubes, já chegou em mata-mata de Copa do Mundo.
Na década de 80, teve um perfil vitorioso.
Como ouvi que não houve mágoa com os dirigentes do Atlético-PR, deduzi que essa questão, provavelmente, já estava acertada entre as partes.
Todos sabemos como é: um técnico de ponta vai preferir um material humando diferenciado para poder explorar todas as possibilidades e aplicar seus conhecimentos. Isso vale para qualquer profissional.
O Carpegiani, todos sabem, é um estudioso. O trabalho dele no Sao Paulo é para o ano que vem. O Atlético-PR, até pela questão do estádio, tem uma contenção de despesas muito forte.
Entendo a revolta, mas desejo-lhe sorte.