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| foto: Ricardo Rimoli/Lance!Press |
Na volta do intervalo surgiu Cris. É difícil entender o que passa na cabeça do camisa 3 gremista. Realmente, a readaptação de quem volta do futebol europeu pode ser difícil, mas o atleta tem que se adaptar ao futebol que joga, não há como acontecer o contrário. Na tarde dessa quarta, Barcelona/ESP e Bayern de Munique/ALE mostrou como é o futebol entre os principais da Europa: de muita velocidade, de contato, mas poucas faltas; parece, por vezes, um esporte diferente do que é praticado no Brasil e na América do Sul. E o zagueiro já havia sido expulso contra o Fluminense, então tinha que ter aprendido.
No primeiro tempo, Cris fez várias faltas por trás, desnecessárias, quando o ataque recebia a bola no meio-campo. Talvez na Europa não fossem marcadas, mas aqui são, então não se recomenda fazê-las. E no lance do pênalti, foi tão claro que ele nem reclamou; os atletas que cercaram o árbitro fizeram mais por prache do que por indignação. E com esse pênalti o Grêmio chamou para o jogo um time que não queria jogar, e mesmo depois que teve um a mais o Santa Fé seguiu sem querer, para sorte do Tricolor.
Fora a atuação desastrosa de Cris, o time se superou. Fernando e Souza correram como nunca, Vargas e Barcos fizeram boas jogadas, até mesmo André Santos incorporou o espírito da Libertadores e deu carrinhos na lateral-esquerda no final do jogo. A defesa Bressan (ex-Juventude) e Gabriel (ex-Lajeadense), apesar do desentrosamento, se virou muito bem e por enquanto dá segurança ao torcedor, já que pode ser a dupla de zaga para o jogo na Colômbia. O gol de Fernando corou a entrega de todos, inclusive o torcedor, que compareceu e apoiou a equipe durante todo o confronto, e deu uma vantagem ao Tricolor para o jogo da volta.
A classificação está em aberto, plenamente, e o Santa Fé com certeza irá jogar melhor em casa, pois simplesmente não veio a Porto Alegre. Mas dá para encarar. O primeiro passo é terminar o jogo com 11. Se defender bem, mas sem abdicar do ataque e buscar um gol é a receita para avançar a próxima fase. Na temporada passada o Grêmio só se defendeu contra o Millonarios/COL e pagou pato. O torcedor espera que Luxa tenha aprendido com o erro.
IGUAIS NOS ERROS
Embora o adversário esteja na Série D, o empate do Inter com o Santa Cruz no Arruda ficou de bom tamanho. Os jogos das primeiras fases da Copa do Brasil são contra adversários de qualidade parecida com os times do Gauchão, mas as circunstâncias são bem diferentes. Há a viagem, o fator local para o adversário, o regulamento diferente, enfim. O ideal para o Colorado seria marcar um gol fora de casa, o que o time até tentou, mas pecou no último passe e nas conclusões. E acabou, por momentos, entrando na correria do Santa, que era tudo que o time de Pernambuco queria.
Para a partida da volta, o Inter tem tudo para se classificar. Mas tem que tomar cuidado para não levar o primeiro gol. Como não marcou na casa do adversário, um gol do Santa no jogo de volta obriga o Colorado a fazer 2, e aí a coisa pode complicar. Sem falar que o time não terá D'Alessandro novamente. Talvez Dunga possa mexer um pouco na estrutura no time. Acharia interessante uma escalação com Airton e Willians como volantes, Caio e Fred abertos pelos lados, Forlán atuando como enganche e Damião de centroavante. O uruguaio atua assim na Celeste e pode ser o armador que a equipe precisa na ausência de D'Ale. Vitor Jr. e Otávio são jogadores de velocidade, e se é pra colocar alguém com essa característica Caio me parece a frente dos dois, embora seja segundo atacante.
BOCA 1 X 0 CORINTHIANS
A Bombonera não assusta mais os brasileiros como antigamente, mas a sua mística ainda é muito forte, especialmente quando se trata de um jogo de Libertadores. Só assim para o time do Corinthians perder para o Boca/ARG, uma equipe limitada, ainda mais sem Riquelme. O time brasileiro se defendeu bem, controlou a partida e não caiu na provocação dos rivais. Fez o básico, o que não quer dizer que é fácil, para segurar o Boca. Seu pecado foi não incomodar mais o gol de Orión, o time parecia satisfeito com o 0 a 0. E o castigo foi o gol dos xeneizes através do centroavante Blandi.
A classificação brasileira ainda é plenamente possível, mas vê-se que Bianchi é um treinador diferenciado. O Boca do ano passado estava morto fisicamente nas finais contra o Corinthians. Neste ano é um time mais vivo, jovem, embora a qualidade continue bem abaixo dos anos gloriosos. O próprio Riquelme pouco tem feito nos jogos em que participa, e talvez o time até tenha mais a ganhar sem ele nesse momento, em que precisará de vigor para se defender e contra-atacar. O clube brasileiro, por sua vez, com certeza terá fome de gol na partida do Pacaembú. O problema é o mesmo de todas as equipes que não fazem gol fora de casa: se levar o primeiro, precisará marcar 3 para se classificar, e aí tudo se torna muito complicado, até mesmo para um time com a qualidade do Corinthians.
Embora o adversário esteja na Série D, o empate do Inter com o Santa Cruz no Arruda ficou de bom tamanho. Os jogos das primeiras fases da Copa do Brasil são contra adversários de qualidade parecida com os times do Gauchão, mas as circunstâncias são bem diferentes. Há a viagem, o fator local para o adversário, o regulamento diferente, enfim. O ideal para o Colorado seria marcar um gol fora de casa, o que o time até tentou, mas pecou no último passe e nas conclusões. E acabou, por momentos, entrando na correria do Santa, que era tudo que o time de Pernambuco queria.
Para a partida da volta, o Inter tem tudo para se classificar. Mas tem que tomar cuidado para não levar o primeiro gol. Como não marcou na casa do adversário, um gol do Santa no jogo de volta obriga o Colorado a fazer 2, e aí a coisa pode complicar. Sem falar que o time não terá D'Alessandro novamente. Talvez Dunga possa mexer um pouco na estrutura no time. Acharia interessante uma escalação com Airton e Willians como volantes, Caio e Fred abertos pelos lados, Forlán atuando como enganche e Damião de centroavante. O uruguaio atua assim na Celeste e pode ser o armador que a equipe precisa na ausência de D'Ale. Vitor Jr. e Otávio são jogadores de velocidade, e se é pra colocar alguém com essa característica Caio me parece a frente dos dois, embora seja segundo atacante.
BOCA 1 X 0 CORINTHIANS
A Bombonera não assusta mais os brasileiros como antigamente, mas a sua mística ainda é muito forte, especialmente quando se trata de um jogo de Libertadores. Só assim para o time do Corinthians perder para o Boca/ARG, uma equipe limitada, ainda mais sem Riquelme. O time brasileiro se defendeu bem, controlou a partida e não caiu na provocação dos rivais. Fez o básico, o que não quer dizer que é fácil, para segurar o Boca. Seu pecado foi não incomodar mais o gol de Orión, o time parecia satisfeito com o 0 a 0. E o castigo foi o gol dos xeneizes através do centroavante Blandi.
A classificação brasileira ainda é plenamente possível, mas vê-se que Bianchi é um treinador diferenciado. O Boca do ano passado estava morto fisicamente nas finais contra o Corinthians. Neste ano é um time mais vivo, jovem, embora a qualidade continue bem abaixo dos anos gloriosos. O próprio Riquelme pouco tem feito nos jogos em que participa, e talvez o time até tenha mais a ganhar sem ele nesse momento, em que precisará de vigor para se defender e contra-atacar. O clube brasileiro, por sua vez, com certeza terá fome de gol na partida do Pacaembú. O problema é o mesmo de todas as equipes que não fazem gol fora de casa: se levar o primeiro, precisará marcar 3 para se classificar, e aí tudo se torna muito complicado, até mesmo para um time com a qualidade do Corinthians.
BAYERN FAVORITO
Bayern de Munique/ALE e Borussia Dortmund/ALE confirmaram suas classificações para a grande final da UEFA Champions League no estádio de Wembley, em Londres. O time de Dortmund perdeu para o Real Madri/ESP no Santiago Bernabéu, 2 a 0, placar insuficiente para a classificação do time de Mourinho. Os alemães podem ter perdido Gotze para a final; ele saiu contundido ainda no primeiro tempo. No Camp Nou, sob os olhares de mais de 95 mil torcedores, o Barcelona/ESP perdeu mais uma vez, e feio, para o Bayern: 3 a 0. Após um primeiro tempo equilibrado, um gol de Robben no início da segunda etapa acabou com a disputa; a partir daí, os jogadores do Barça só fizeram o tempo passar, e os alemães, quando apertaram o passo, chegaram a mais dois gols.
Essa edição da Liga dos Campeões ficará marcada pelo equilíbrio entre os semifinalistas. Todo tinham chances de serem campeões, embora Barça e Real fossem os favoritos. Os placares elásticos dos primeiros jogos deram uma grande vantagem aos alemães. O Real, que tinha a vida mais fácil, ainda conseguiu reagir no final do segundo tempo e deu certa emoção ao duelo, mas o Barça não chegou nem perto de por fogo no jogo. Embora ambos tenham condições de conquistar o título, a bela campanha do Bayern no campeonato nacional, quando conquistou o título com muitas sobras para o segundo colocado, o Borussia, e as atuações contra o Barça colocam a equipe de Munique como favorita para o duelo. O time de Schweinsteiger ainda tem a seu favor o fato de ter chegado em duas das últimas três finais; embora tenha perdido, a experiência acumulada vai contar pontos a seu favor. Mas alguém acha que o time de Lewandowski, que tem surpreendido a Europa nos últimos anos, vai entregar o troféu de mão beijada? Eu duvido!

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