O Brasileirão deste ano começa com duas unanimidades em relação a disputa do título: Atlético-MG e Corinthians. Logo atrás vem o Fluminense, que manteve a base do ano passado e apesar dos muitos desfalques segue vivo na Libertadores. Botafogo e Inter fazem boa temporada, parecem sólidos, mas ainda não foram testados com maior intensidade. Já Grêmio e São Paulo investiram pesado na montagem das equipes; contudo, fracassaram nos jogos mais importantes e por isso provocaram a desconfiança da torcida.
As equipes não correm risco de desmanche; pelo contrário, a tendência é que elas se reforcem com peças importantes. Quem mais deve perder jogadores é o Grêmio, que pode devolver André Santos ao Arsenal/ING e Vargas ao Napoli/ITA, além de sofrer assédio sobre Fernando. O Corinthians talvez venda Paulinho, assim como o Galo terá investidas sobre Bernard. No São Paulo, as mudanças, se ocorrerem, irão parir do clube, por conta da queda de rendimento de jogadores como Ganso e Luís Fabiano.
TÍTULO
Três equipes iniciam o campeonato como candidatas ao título. Nessa briga, Atlético-MG e Corinthians estão um passo a frente do Fluminense, embora o Tricolor tenha todas as condições de encarar mineiros e paulistas.
ATLÉTICO-MG
No campeonato mineiro, o Atlético utilizou reservas em algumas partidas, mas ainda assim sobrou. Os raros tropeços deram ao Cruzeiro a vantagem de jogar por dois resultados iguais e decidir em casa. Mas o Galo desequilibrou no jogo de ida, fazendo 3 a 0. Na volta, o time Celeste fez um grande primeiro tempo e abriu 2 a 0. Na etapa final o Galo se acalmou, descontou e confirmou o título. Na Libertadores, o time foi a melhor campanha da primeira fase, perdendo apenas um jogo. Deu sorte nas oitavas contra o São Paulo com a expulsão de Lúcio; depois, soube fazer valer o homem a mais e virou o jogo. Na volta, no Independência, mostrou toda a sua força com uma goleada. Parte para a disputa do Brasileirão com a esperança de conquistar os pontos que faltaram para o título no ano passado; contudo, quanto mais longe for na Libertadores, mais prejudicial será para a conquista do Brasileiro, pois o técnico Cuca já anunciou que deverá poupar os atletas. O time-base tem Victor; Marcos Rocha, Gilberto Silva (Leonardo Silva), Réver e Richarlyson; Pierre, Leandro Donizeti, Ronaldinho, Bernard e Diego Tardelli; Jô. O elenco conta com ainda com o goleiro Giovani, o zagueiro Rafael Marques, os laterais Carlos César, Michel (ex-Almería/ESP) e Jr.César, os volantes Josué e Serginho, os meias Rosinei e Morais (ex-Corinthians), e os atacantes Neto Berola, Luan, Guilherme e Alecsandro.
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| Tardelli é um dos destaques do Galo em 2013. Foto: Arena |
CORINTHIANS
O time paulista iniciou a pré-temporada mais tarde do que os demais por conta da disputa do Mundial no fim do ano passado. Assim, acabou ficando apenas em quinto nos pontos corridos, perdendo o mando de campo nos jogos decisivos. Mas compensou dentro das 4 linhas, sendo a melhor equipe no mata-mata. Deixou pelo caminho a Ponte Preta, com direito a goleada em Campinas, e o São Paulo, com vitória nos pênaltis no Morumbi. Nas finais contra o Santos, fez um ótimo primeiro jogo, mas pecou pelas chances perdidas e venceu por apenas 2 a 1. Na volta, na Vila Belmiro, segurou o Peixe e poderia ter vencido se aproveitasse as chances de contra-ataque no segundo tempo. Na Libertadores, a primeira fase foi tranquila, apesar de um início um tanto tumultuado. O destino colocou o Boca Jrs./ARG no caminho logo nas oitavas, na reedição da última final. E dessa vez quem levou a melhor foram os xeneizes. O time de Tite foi seguro na Bombonera, mas pagou o preço pela falta de ambição ofensiva sofrendo um gol de Blandi. No duelo de volta, os inúmeros erros da arbitragem e um gol espírita de Riquelme decretaram a eliminação. O lado bom é que a equipe começa o Brasileirão com foco total. O time-base tem Cássio; Alessandro, Gil, Paulo André e Fábio Santos; Ralf, Paulinho, Romarinho e Danilo; Émerson e Guerrero. O banco tem nomes como o goleiro Júlio César, o lateral Guilherme Andrade, o zagueiro Chicão, os volantes Guilherme, ex-Portuguesa, e Maldonado, os meias Edenílson, Douglas e Renato Augusto, que está lesionado, e os atacantes Pato, Zizão e Jorge Henrique, que deve sair após cometer ato de indisciplina.
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| Danilo é homem de confiança do técnico Tite. Foto: Ivan Storti/LancePress! |
FLUMINENSE
O Tricolor está sofrendo com as lesões nesta temporada. Do quarteto ofensivo considerado ideal - Deco, Thiago Neves, Welington Nem e Fred -, todos já ficaram um bom tempo afastado pelas lesões. Deco sofre agora com uma suspensão por doping. Mas o elenco tem correspondido. Wagner está em todas, Rhayner começa a se soltar e Sóbis marcou alguns gols importantes. No Carioca, o Flu caiu nas semifinais do primeiro turno para o Vasco; no segundo turno, foi à decisão, mas perdeu para o Botafogo. Na Libertadores, sofreu em casa contra Grêmio, Huachipato/CHI e Caracas/VEN, mas buscou os pontos fora e garantiu a primeira colocação. Encarou o Emelec/EQU nas oitavas, um time muito duro e que vendeu caro a eliminação. Sofre com o mesmo problema do Atlético-MG: enquanto estiver na Libertadores, deve atuar com reservas no Brasileiro, e se perder muitos pontos pode não conseguir recuperar depois. Hoje, Abel Braga tem escalado como time-base Diego Cavallieri; Bruno, Digão, Leandro Euzébio e Carlinhos; Edinho, Jean e Wagner; Thiago Neves, Wellington Nem e Fred. O grupo tem ainda o goleiro Ricardo Berna, os zagueiro Gum e Anderson, os laterais Welington Silva e Monzón, os volantes Valência e Diguinho, os meias Deco, Felipe e Rhayner, e os atacantes Rafael Sóbis e Samuel.
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| O capitão Fred é peça insubstituível no Flu. Foto: Arena |
LIBERTADORES
BOTAFOGO
A manutenção do técnico Oswaldo de Oliveira desagradou parte dos torcedores, mas foi importante para o clube. O resultado veio com o título do carioca antecipado, pois o Alvinegro venceu os dois turnos. Na Copa do Brasil, Sobradinho-DF e CRB-AL não impuseram grandes dificuldades, e o clube encara na terceira fase o Figueirense. O técnico Oswaldo de Oliveira manda a campo o time-base Jéferson; Lucas, Bolívar (Dória), Antônio Carlos e Lima; Marcelo Mattos, Gabriel, Fellype Gabriel, Seedorf e Lodeiro; Rafael Marques. O elenco está mais farto do que ano passado. As opções são os jovens goleiros Renan e Milton Raphael, os laterais Edílson e Júlio César, ambos ex-Grêmio, os zagueiros André Bahia e Defendi, ambos com passagem pelo futebol europeu, os volantes Renato, Lucas Zen e Jadson, os meias Andrezinho, Cidinho e Jeferson, e os atacantes Bruno Mendes, Henrique, ex-São Paulo, além dos jovens Sassá e Vitinho.
GRÊMIO
A temporada é frustrante até aqui para o Tricolor. No Gauchão, o time não teve força para ir adiante no primeiro turno, em que atuou com reservas diversas vezes. No segundo turno, com força máxima no mata-mata, caiu para o Juventude nos pênaltis. Na Libertadores, a equipe impressionou em duas oportunidades: nas goleadas sobre Fluminense, no RJ, e Caracas/VEN, na Arena. Mas as muitas novidades na equipe de Luxemburgo não contribuíram para a formação de um time; o que foi criado ano passado, teve que ser recriado este ano, e não houve tempo. Quando melhorava na Libertadores, contra o Santa Fé/COL na Arena, teve a expulsão de Cris para atrapalhar. O 2 a 1 era perigoso, e a equipe pagou o pato com a eliminação na Colômbia. Para o Brasileiro, Luxa foi mantido e deve iniciar com Dida; Pará, Bressan, Werley e Alex Telles (André Santos); Fernando, Souza, Elano e Zé Roberto; Vargas e Barcos. O elenco tem ainda o goleiro Marcelo Grohe, os zagueiros Cris, Gabriel e Saimon, os laterais Tony e Fábio Aurélio, os volantes Adriano, Misael e Matheus Biteco, os meias Marco Antônio, Maxi Rodríguez, Guilherme Biteco e Deretti, e os atacantes Kléber, Willian José e Yuri Mamute.
INTER
Na temporada passada, claramente faltou comando ao time Colorado, mas nesse ano Dunga só tem provocado elogios da torcida. O título do Gauchão veio sem dificuldades, e a equipe confirmou as características que eram esperadas e foram apresentadas por ele na Seleção Brasileira; um time bem montado na defesa e extremamente competitivo. D`Alessandro e Forlán assumiram os seus papeis como protagonistas, e Damião voltou a jogar bem e fazer gols. Com isso, o time avançou com certa tranquilidade na Copa do Brasil, embora tenha suado um pouco mais contra o Santa Cruz-PE por conta da expulsão de Fabrício. Dunga deve mandar a campo o time-base Muriel; Gabriel, Rodrigo Moledo, Juan e Fabrício (Kléber); Airton, Willians, Fred e D`Alessandro; Forlán e Damião. O grupo de jogadores ainda pode ser reforçado, especialmente com a chegada de um meia. Dunga tem à disposição os jovens goleiros Agenor e Alisson, os zagueiros Alan, Índio e Ronaldo Alves, os laterais Hélder e Ednei, recém chegado do VEC, os volantes Josimar e Ygor, os meias Dátolo, Vitor Jr. e Otávio, e os atacantes Caio, Rafael Moura, Gilberto e Cassiano.
SÃO PAULO
O Tricolor paulista tem deixado a desejar na temporada. O alto investimento feito no grupo de jogadores, com contratações como Lúcio, Rafael Tolói e Ganso, não deu resultado. E isso não apenas pelas derrotas, mas por conta da forma como o time se apresentou. No Paulistão, o time não teve dificuldades na fase de pontos corridos, mas caiu em casa para o Corinthians nas semifinais jogando no Morumbi. Até agora em 2013, pareceu um time que joga quando quer, e muitas vezes não conseguiu ser competitivo. Nas poucas oportunidades em que tentou, como aconteceu na Libertadores, foi uma reação tardia. Depois de ter melhorado e se classificado com uma vitória sobre o Atlético-MG na última partida da fase de grupos, o time endureceu os duelos de oitavas com o Galo, mas acabou sucumbindo na hora decisiva e sendo goleado no Independência. Ney Franco permanece para o Brasileiro e deve mandar a campo o time-base Rogério Ceni; Paulo Miranda, Lúcio, Rafael Tolói e Carleto; Wellington, Denílson, Ganso, Jadson e Osvaldo; Luís Fabiano. O grupo de jogadores tem ainda o goleiro Dênis, os zagueiros Rhodolfo e Édson Silva, os laterais Douglas e Cortês, os volantes Rodrigo Caio e Fabrício, o meia Maicon e os atacantes Ademílson, Aloísio, Wallyson e Negueba.



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