sexta-feira, 31 de maio de 2013

O exorcismo do Galo

Foto: Globoesporte/Reuters
Não precisa ser torcedor do Atlético-MG para se emocionar com a forma como se deu classificação do time às semifinais da Libertadores; basta não ser torcedor do Cruzeiro, que deve ter ficado quase tão incrédulo quanto os rivais com a defesa de Victor nos últimos minutos do duelo com o Tijuana/MEX. O time de Cuca carrega um rótulo escrito "nunca mais seremos campeões". Não conseguiu isso à toa, mas nunca deixou de ter uma torcida apaixonada, assim como a de outros clubes brasileiros que estão na fila por um título nacional há tempos, como Botafogo e Grêmio. Ontem, os atleticanos tiveram uma noite histórica. A competência e o bom futebol, presentes em toda a Libertadores, se ausentaram; a sorte e a estrela, há muito tempo ausentes, brilharam no momento certo. O Atlético-MG, o técnico Cuca e especialmente o goleiro Victor exorcizaram os seus demônios nesta noite. Os três, por conta das últimas temporadas, desenvolveram o rótulo de terem qualidade, mas pecarem na hora H. O goleiro Victor, por exemplo, saiu do RS com fama de falhar em Gre-Nais. Uma injustiça que ontem foi corrigida com a consagração do arqueiro.

O estádio Independência foi o caldeirão que todos esperavam. Mas a ansiedade e o bom futebol do Tijuana espantaram o Galo. A equipe não jogou, não soube sair da marcação, e teve problemas atrás. O time de Cuca, quando se defende, tem problemas, pois 4 jogadores não combatem efetivamente, apenas fecham espaços: Bernard, Ronaldinho, Tardelli e Jô. Com isso, os zagueiros, laterais e volantes têm que se desdobrar. Dá para jogar assim, e o Galo tem mostrado isso, mas em determinadas situações talvez seja interessante Cuca ter uma escalação alternativa. Ou não apenas trocar uma peça por outra, como fez tirando Bernard e colocando Luan, e sacando Jô para o ingresso de Alecsandro.

O Galo irá pegar nas semifinais o Newell's Old Boys/ARG, que apesar da má fase do Boca Jrs./ARG, não conseguiu superar o rival no tempo normal, apenas após as penalidades, e olha que foram muitas. Nas oitavas, havia eliminado outro argentino, o Vélez Sarsfield/ARG, perdendo em casa por 1 a 0 e vencendo fora por 2 a 1. É uma boa equipe, atualmente lidera o campeonato argentino três pontos à frente do River Plate/ARG. Tem como destaques o centroavante Scocco, o meia Maxi Rodríguez, ex-Liverpool/ING e Atlético de Madrid/ESP, e o zagueiro Heinze, ex-Manchester United/ING. Com certeza, serão duelos muito duros, talvez ainda mais do que uma possível final contra Olímpia/PAR ou Santa Fé/COL, pela rivalidade entre brasileiros e argentinos. O Galo continuará precisando da sorte para avançar, mas o futebol envolvente e competente precisa voltar.

domingo, 26 de maio de 2013

Caos aéreo!

Nílton (E) marcou duas vezes na goleada. Borges (C),
Diego Souza (D) e Bruno Rodrigo fecharam o placar.
Foto:Globoesporte
O grande destaque da primeira rodada do Brasileirão foi sem dúvida a goleada do Cruzeiro sobre o Goiás, 5 a 0, no estádio Independência. Com quatro gols em jogadas de bola aérea, 3 delas cruzadas por Dagoberto, a Raposa atropelou o Esmeraldino sem dó nem piedade. O time de Enderson Moreira precisa urgentemente corrigir a bola parada na defesa, algo básico no futebol de hoje em dia. Todas as equipes treinam muito esse fundamento e é inadmissível levar 4 gols dessa forma. Os comandados de Marcelo Oliveira, que fizeram um bom campeonato mineiro e vêm tranquilos na Copa do Brasil, mostraram que podem se candidatar a algo bastante interessante na temporada, quem sabe o título da CB ou até mesmo do Brasileiro. A Raposa joga um futebol ofensivo, com um quarteto de frente de muita qualidade - Éverton Ribeiro, Diego Souza, Dagoberto e Borges -, tem uma defesa sólida e experiente, com Fábio, Ceará, Dedé e Leandro Guerreiro, além de bons nomes no banco, como os jovens Ricardo Goulart, destaque do Goiás em 2012, e Lucca, revelação do Criciúma na temporada passada.

Quem também obteve vitórias expressivas foram São Paulo e Fluminense. O Tricolor do Morumbi visitou a Ponte Preta e construiu o placar de 2 a 0 ainda no primeiro tempo. Reage na temporada batendo um adversário bem organizado e fora de casa. Já o Tricolor das Laranjeiras jogou em casa, mas com time reserva por conta da Libertadores. O adversário era o Atlético-PR, recém promovido da série B, mas os desfalques valorizam demais a vitória do Flu por 2 a 1. Enquanto estiver na Libertadores é fundamental conquistar o maior número de pontos no Brasileiro para não deixar os líderes se distanciarem; quando a equipe tiver só o nacional, não terá um déficit tão grande de pontos para recuperar e pode lutar pelo bicampeonato.

DUPLA GRE-NAL

Grêmio e Inter encararam na primeira rodada adversários que devem, no máximo, lutar contra o Rebaixamento. O Tricolor fez o seu dever de casa batendo o Náutico por 2 a 0 no Alfredo Jaconi. Após a eliminação na Libertadores, o mais importante era afastar uma possível crise e vencer. Ainda assim, a atuação da equipe foi boa, melhor do quem em 90% dos jogos no ano. Já o Colorado visitou o Vitória, que embora seja fraco vai tirar pontos de muita gente na Fonte Nova. Após um início arrasado do Leão, com 2 gols relâmpagos, o time de Dunga foi atrás do resultado e buscou o 2 a 2 graças a grande atuação do garoto Fred. Ele vai se firmando na temporada como um jogador regular, que dificilmente joga mal e sempre contribuiu com a equipe, nem que seja ajudando a marcar e se movimentando muito. Mas a defesa, setor mais forte do Inter na temporada, assustou a torcida contra o primeiro rival mais forte na temporada.

PEIXE FORA D'ÁGUA

O duelo da TV aberta neste sábado, Santos x Flamengo, não foi uma partida das piores, embora tenha terminado 0 a 0. Algumas considerações, no entanto, se fazem necessárias. É óbvio que o estádio Mané Garrincha irá se tornar obsoleto após a Copa do Mundo. É compreensível que se queira fazer um estádio importante na capital nacional, mas o futebol local é inexistente, prova disso é que tiveram que comprar uma partida para atrair público e estrear o estádio de fato. O Santos, que se orgulhou por muito tempo de arriscar ficar sem dinheiro, mas ter Neymar, errou ao entregar o mando de um jogo importante para o Flamengo, que era o time que tinha torcida no estádio.

Dentro de campo, o Peixe fez ainda pior. Só não perdeu porque a ansiedade da equipe de Jorginho não deixou. Muricy Ramalho parece um técnico acomodado e ultrapassado. Sua equipe parece que não treina, não sabe o que fazer com a bola, se posiciona mal atrás, sobrevive de defesas do goleiro Rafael e da dupla de zaga Edu Dracena e Durval, que faz o que pode para afastar a bola da área santista. Na frente, o time só espera por Neymar, que de fato merece ir embora, pois joga sozinho e está visivelmente cansado dessa situação. Montillo atua completamente fora do jogo, Cícero, Arouca e Renê Jr. correm atrás dos adversários, mas pouco acrescentam na frente. Assustadora a estreia do Peixe. Só não vira candidato ao Rebaixamento porque com certeza, hoje, existem pelo menos 4 equipes piores: Vitória, Bahia, Portuguesa e Náutico.

Já o Flamengo dá sinais claros de reorganização sob o comando de Jorginho, embora o início tenha sido complicado com o fracasso no Estadual. É um time compactado, que quando atua no contra-ataque tem muita velocidade pelos lados, com Gabriel e Rafinha, mas também sabe jogar quando da posse da bola. No meio, tem um cabeça de área protegendo a zaga, Luiz Antônio, e mais Elias e Renato. O primeiro tem um fôlego invejável; o segundo, técnica e bola parada. Na frente, Hernane destoa um pouco do resto da equipe, por isso Marcelo Moreno pode ser a peça que falta na engrenagem Rubro-Negra.

BAYERN CAMPEÃO! MAS... COM RESSALVAS

O Bayern de Munique/ALE confirmou nos resultados o que foi apresentado dentro de campo: é o melhor time da Europa na temporada 2012/13. Mas nem tudo são flores. O primeiro tempo do time foi ruim na final da Liga dos Campeões da Europa contra o Borussia Dortmund/ALE, e o torcedor deve ter achado que a equipe iria amarelar mais uma vez. O Dortmund é uma equipe com muitos méritos, com certeza, mas o Bayern entrou devagar demais para quem joga uma final de Champions League. Ainda assim, teve a bola do primeiro tempo com Robben.

Na etapa final, o jogo foi outro. Com liberdade atrás, o Bayern encaixou os lançamentos para a velocidade de Muller, Ribery e Robben, e o caos foi instaurado na defesa do Dortmund até sair o gol de Mandzukic, fazendo o seu papel de centroavante. A pixotada de Dante, que cometeu um pênalti estabanado, colocou uma pimenta no jogo, mas o holandês Robben exorcizou os seus demônios pessoais e também os do clube bávaro com um gol de extrema categoria. Título merecido dentro de campo, por aquilo que a equipe apresentou durante toda a temporada, mas...

Nas semifinais contra o Barcelona/ESP, embora os catalães tenham jogado muito mal, o Bayern foi favorecido pela arbitragem. Em dois lances duvidosos que resultaram em gol, a arbitragem foi a favor dos Bávaros. É claro que o Barça foi mal, mas uma coisa é jogar no Camp Nou tentando reverter um 2 a 0 e outra coisa é reverter um 4 a 0. E mais: às vésperas da final, a equipe paga a multa rescisória e anuncia oficialmente a contratação do melhor jogador do time rival. No mínimo, uma deselegância, para não falar em moral/ética. Além disso, se Gotze teve uma lesão muscular nas semifinais, há quase um mês, não poderia ter ido para o sacrifício na final da Champions? Os adeptos da teoria da conspiração vão dizer que os Bávaros compraram esse título. A verdade é difícil de ser descoberta, mas alguns fatos realmente ficaram estranhos e deixam margem para a desconfiança.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Brasileirão 2013 - Título/Libertadores

O Brasileirão deste ano começa com duas unanimidades em relação a disputa do título: Atlético-MG e Corinthians. Logo atrás vem o Fluminense, que manteve a base do ano passado e apesar dos muitos desfalques segue vivo na Libertadores. Botafogo e Inter fazem boa temporada, parecem sólidos, mas ainda não foram testados com maior intensidade. Já Grêmio e São Paulo investiram pesado na montagem das equipes; contudo, fracassaram nos jogos mais importantes e por isso provocaram a desconfiança da torcida.

As equipes não correm risco de desmanche; pelo contrário, a tendência é que elas se reforcem com peças importantes. Quem mais deve perder jogadores é o Grêmio, que pode devolver André Santos ao Arsenal/ING e Vargas ao Napoli/ITA, além de sofrer assédio sobre Fernando. O Corinthians talvez venda Paulinho, assim como o Galo terá investidas sobre Bernard. No São Paulo, as mudanças, se ocorrerem, irão parir do clube, por conta da queda de rendimento de jogadores como Ganso e Luís Fabiano.

TÍTULO

Três equipes iniciam o campeonato como candidatas ao título. Nessa briga, Atlético-MG e Corinthians estão um passo a frente do Fluminense, embora o Tricolor tenha todas as condições de encarar mineiros e paulistas.

ATLÉTICO-MG

No campeonato mineiro, o Atlético utilizou reservas em algumas partidas, mas ainda assim sobrou. Os raros tropeços deram ao Cruzeiro a vantagem de jogar por dois resultados iguais e decidir em casa. Mas o Galo desequilibrou no jogo de ida, fazendo 3 a 0. Na volta, o time Celeste fez um grande primeiro tempo e abriu 2 a 0. Na etapa final o Galo se acalmou, descontou e confirmou o título. Na Libertadores, o time foi a melhor campanha da primeira fase, perdendo apenas um jogo. Deu sorte nas oitavas contra o São Paulo com a expulsão de Lúcio; depois, soube fazer valer o homem a mais e virou o jogo. Na volta, no Independência, mostrou toda a sua força com uma goleada. Parte para a disputa do Brasileirão com a esperança de conquistar os pontos que faltaram para o título no ano passado; contudo, quanto mais longe for na Libertadores, mais prejudicial será para a conquista do Brasileiro, pois o técnico Cuca já anunciou que deverá poupar os atletas. O time-base tem Victor; Marcos Rocha, Gilberto Silva (Leonardo Silva), Réver e Richarlyson; Pierre, Leandro Donizeti, Ronaldinho, Bernard e Diego Tardelli; Jô. O elenco conta com ainda com o goleiro Giovani, o zagueiro Rafael Marques, os laterais Carlos César, Michel (ex-Almería/ESP) e Jr.César, os volantes Josué e Serginho, os meias Rosinei e Morais (ex-Corinthians), e os atacantes Neto Berola, Luan, Guilherme e Alecsandro.

Tardelli é um dos destaques do Galo em 2013.
Foto: Arena

CORINTHIANS

O time paulista iniciou a pré-temporada mais tarde do que os demais por conta da disputa do Mundial no fim do ano passado. Assim, acabou ficando apenas em quinto nos pontos corridos, perdendo o mando de campo nos jogos decisivos. Mas compensou dentro das 4 linhas, sendo a melhor equipe no mata-mata. Deixou pelo caminho a Ponte Preta, com direito a goleada em Campinas, e o São Paulo, com vitória nos pênaltis no Morumbi. Nas finais contra o Santos, fez um ótimo primeiro jogo, mas pecou pelas chances perdidas e venceu por apenas 2 a 1. Na volta, na Vila Belmiro, segurou o Peixe e poderia ter vencido se aproveitasse as chances de contra-ataque no segundo tempo. Na Libertadores, a primeira fase foi tranquila, apesar de um início um tanto tumultuado. O destino colocou o Boca Jrs./ARG no caminho logo nas oitavas, na reedição da última final. E dessa vez quem levou a melhor foram os xeneizes. O time de Tite foi seguro na Bombonera, mas pagou o preço pela falta de ambição ofensiva sofrendo um gol de Blandi. No duelo de volta, os inúmeros erros da arbitragem e um gol espírita de Riquelme decretaram a eliminação. O lado bom é que a equipe começa o Brasileirão com foco total. O time-base tem Cássio; Alessandro, Gil, Paulo André e Fábio Santos; Ralf, Paulinho, Romarinho e Danilo; Émerson e Guerrero. O banco tem nomes como o goleiro Júlio César, o lateral Guilherme Andrade, o zagueiro Chicão, os volantes Guilherme, ex-Portuguesa, e Maldonado, os meias Edenílson, Douglas e Renato Augusto, que está lesionado, e os atacantes Pato, Zizão e Jorge Henrique, que deve sair após cometer ato de indisciplina.

Danilo é homem de confiança do técnico Tite.
Foto: Ivan Storti/LancePress!

FLUMINENSE

O Tricolor está sofrendo com as lesões nesta temporada. Do quarteto ofensivo considerado ideal - Deco, Thiago Neves, Welington Nem e Fred -, todos já ficaram um bom tempo afastado pelas lesões. Deco sofre agora com uma suspensão por doping. Mas o elenco tem correspondido. Wagner está em todas, Rhayner começa a se soltar e Sóbis marcou alguns gols importantes. No Carioca, o Flu caiu nas semifinais do primeiro turno para o Vasco; no segundo turno, foi à decisão, mas perdeu para o Botafogo. Na Libertadores, sofreu em casa contra Grêmio, Huachipato/CHI e Caracas/VEN, mas buscou os pontos fora e garantiu a primeira colocação. Encarou o Emelec/EQU nas oitavas, um time muito duro e que vendeu caro a eliminação. Sofre com o mesmo problema do Atlético-MG: enquanto estiver na Libertadores, deve atuar com reservas no Brasileiro, e se perder muitos pontos pode não conseguir recuperar depois. Hoje, Abel Braga tem escalado como time-base Diego Cavallieri; Bruno, Digão, Leandro Euzébio e Carlinhos; Edinho, Jean e Wagner; Thiago Neves, Wellington Nem e Fred. O grupo tem ainda o goleiro Ricardo Berna, os zagueiro Gum e Anderson, os laterais Welington Silva e Monzón, os volantes Valência e Diguinho, os meias Deco, Felipe e Rhayner, e os atacantes Rafael Sóbis e Samuel.

O capitão Fred é peça insubstituível no Flu.
Foto: Arena

LIBERTADORES

BOTAFOGO

A manutenção do técnico Oswaldo de Oliveira desagradou parte dos torcedores, mas foi importante para o clube. O resultado veio com o título do carioca antecipado, pois o Alvinegro venceu os dois turnos. Na Copa do Brasil, Sobradinho-DF e CRB-AL não impuseram grandes dificuldades, e o clube encara na terceira fase o Figueirense. O técnico Oswaldo de Oliveira manda a campo o time-base Jéferson; Lucas, Bolívar (Dória), Antônio Carlos e Lima; Marcelo Mattos, Gabriel, Fellype Gabriel, Seedorf e Lodeiro; Rafael Marques. O elenco está mais farto do que ano passado. As opções são os jovens goleiros Renan e Milton Raphael, os laterais Edílson e Júlio César, ambos ex-Grêmio, os zagueiros André Bahia e Defendi, ambos com passagem pelo futebol europeu, os volantes Renato, Lucas Zen e Jadson, os meias Andrezinho, Cidinho e Jeferson, e os atacantes Bruno Mendes, Henrique, ex-São Paulo, além dos jovens Sassá e Vitinho.

GRÊMIO

A temporada é frustrante até aqui para o Tricolor. No Gauchão, o time não teve força para ir adiante no primeiro turno, em que atuou com reservas diversas vezes. No segundo turno, com força máxima no mata-mata, caiu para o Juventude nos pênaltis. Na Libertadores, a equipe impressionou em duas oportunidades: nas goleadas sobre Fluminense, no RJ, e Caracas/VEN, na Arena. Mas as muitas novidades na equipe de Luxemburgo não contribuíram para a formação de um time; o que foi criado ano passado, teve que ser recriado este ano, e não houve tempo. Quando melhorava na Libertadores, contra o Santa Fé/COL na Arena, teve a expulsão de Cris para atrapalhar. O 2 a 1 era perigoso, e a equipe pagou o pato com a eliminação na Colômbia. Para o Brasileiro, Luxa foi mantido e deve iniciar com Dida; Pará, Bressan, Werley e Alex Telles (André Santos); Fernando, Souza, Elano e Zé Roberto; Vargas e Barcos. O elenco tem ainda o goleiro Marcelo Grohe, os zagueiros Cris, Gabriel e Saimon, os laterais Tony e Fábio Aurélio, os volantes Adriano, Misael e Matheus Biteco, os meias Marco Antônio, Maxi Rodríguez, Guilherme Biteco e Deretti, e os atacantes Kléber, Willian José e Yuri Mamute.

INTER

Na temporada passada, claramente faltou comando ao time Colorado, mas nesse ano Dunga só tem provocado elogios da torcida. O título do Gauchão veio sem dificuldades, e a equipe confirmou as características que eram esperadas e foram apresentadas por ele na Seleção Brasileira; um time bem montado na defesa e extremamente competitivo. D`Alessandro e Forlán assumiram os seus papeis como protagonistas, e Damião voltou a jogar bem e fazer gols. Com isso, o time avançou com certa tranquilidade na Copa do Brasil, embora tenha suado um pouco mais contra o Santa Cruz-PE por conta da expulsão de Fabrício. Dunga deve mandar a campo o time-base Muriel; Gabriel, Rodrigo Moledo, Juan e Fabrício (Kléber); Airton, Willians, Fred e D`Alessandro; Forlán e Damião. O grupo de jogadores ainda pode ser reforçado, especialmente com a chegada de um meia. Dunga tem à disposição os jovens goleiros Agenor e Alisson, os zagueiros Alan, Índio e Ronaldo Alves, os laterais Hélder e Ednei, recém chegado do VEC, os volantes Josimar e Ygor, os meias Dátolo, Vitor Jr. e Otávio, e os atacantes Caio, Rafael Moura, Gilberto e Cassiano.

SÃO PAULO

O Tricolor paulista tem deixado a desejar na temporada. O alto investimento feito no grupo de jogadores, com contratações como Lúcio, Rafael Tolói e Ganso, não deu resultado. E isso não apenas pelas derrotas, mas por conta da forma como o time se apresentou. No Paulistão, o time não teve dificuldades na fase de pontos corridos, mas caiu em casa para o Corinthians nas semifinais jogando no Morumbi. Até agora em 2013, pareceu um time que joga quando quer, e muitas vezes não conseguiu ser competitivo. Nas poucas oportunidades em que tentou, como aconteceu na Libertadores, foi uma reação tardia. Depois de ter melhorado e se classificado com uma vitória sobre o Atlético-MG na última partida da fase de grupos, o time endureceu os duelos de oitavas com o Galo, mas acabou sucumbindo na hora decisiva e sendo goleado no Independência. Ney Franco permanece para o Brasileiro e deve mandar a campo o time-base Rogério Ceni; Paulo Miranda, Lúcio, Rafael Tolói e Carleto; Wellington, Denílson, Ganso, Jadson e Osvaldo; Luís Fabiano. O grupo de jogadores tem ainda o goleiro Dênis, os zagueiros Rhodolfo e Édson Silva, os laterais Douglas e Cortês, os volantes Rodrigo Caio e Fabrício, o meia Maicon e os atacantes Ademílson, Aloísio, Wallyson e Negueba.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Brasileirão 2013 - Limbo

A Zona do Limbo do campeonato compreende equipes que na maior parte do torneio não se assustam com a possibilidade de serem rebaixadas, mas também não empolgam o torcedor. Com certeza, assim como em outros anos, veremos uma equipe surpreendentemente largando muito bem, mas que irá perder força e ficar pelo meio do caminho. Ano passado, por exemplo, esse time foi o Cruzeiro, de Celso Roth. O mesmo treinador havia feito algo parecido com o Grêmio, em 2009, mas dessa vez indo mais longe e ficando na segunda colocação ao final do certame.

Para a temporada 2013, Cruzeiro, Coritiba, Flamengo, Goiás, Santos e Vitória iniciam como candidatos ao Limbo. Mas tudo pode mudar facilmente, dependendo dos acontecimentos. Um time pode dar uma liga que ninguém está esperando, como o Figueirense em 2011; ou algo dramático pode mergulhar algum clube no abismo do Rebaixamento.

O Cruzeiro, apesar dos altos investimentos, inicia a temporada como candidato ao Limbo porque perdeu a confiança da torcida com as últimas campanhas. O Coritiba não parece tão forte como nos últimos dois anos, quando não conseguiu chegar perto da Libertadores; o Flamengo tenta se reestruturar, o Santos precisa de companheiros para Neymar, enquanto Goiás e Vitória, apesar de aparentemente terem uma boa base, recém foram promovidos da Série B.

CRUZEIRO

O torcedor está mais esperançoso para o começo do Brasileirão 2013 do que nos últimos anos. Embora o time tenha perdido Montillo, que já não era mais o mesmo das primeiras temporadas na Toca da Raposa, a equipe tem reagido bem ao comando do técnico Marcelo Oliveira, contestado pela torcida na época da sua contratação. No campeonato mineiro, sobrou nos pontos corridos. Na final, pegou o Atlético-MG, apontado por muitos como melhor time do país. Levou 3 a 0 no jogo de ida, mas não se abateu e pressionou na volta. Chegou a abir 2 a 0, fazendo um primeiro tempo impecável, sufocando o Galo. Mas não conseguiu manter a pressão e ficou com o vice-campeonato. Na Copa do Brasil, Oliveira chegou a duas finais com o Coritiba nos últimos dois anos, e até agora avançou fácil, eliminando o Resende na segunda fase. Agora, vai encarar o Atlético-GO. Oliveira tem mandado a campo um time ofensivo com Fábio; Ceará, Dedé, Bruno Rodrigo e Egídio; Leandro Guerreiro, Nilton, Éverton Ribeiro e Diego Souza; Dagoberto e Borges. O grupo tem ainda nomes como os zagueiros Léo, Victorino e Paulão, o lateral-esquerdo Éverton, os volantes Henrique e Tinga, os meias Ananias e Ricardo Goulart, e os atacantes Lucca, revelação do Criciúma, Martinuccio, Luan, ex-Palmeiras, e Anselmo Ramon.

CORITIBA

Mais uma vez, a equipe passeou no Paranaense. Foi quem mais pontuou no primeiro turno e teve a terceira melhor campanha no segundo. Nas finais, derrotou o rival Atlético-PR e garantiu o tetracampeonato. Contudo, ao contrário das últimas duas temporadas, quando chegou à final da Copa do Brasil, o Alviverde caiu já na segunda fase. Uma goleada por 4 a 1 para o Nacional-AM no primeiro jogo complicou a situação. No jogo de volta, nessa quinta, o time venceu por apenas 1 a 0 e deu adeus a CB. O técnico Marquinhos Santos mandou a campo Vanderlei; Victor Ferraz, Leandro Almeida, Pereira e Dênis; Júnior Urso, Gil, Alex, Geraldo e Robinho; Deivid. O elenco tem ainda os zagueiros Chico, Émerson e Escudero, os laterais Patrick e Eltinho, os volantes Willian e Sérgio Manoel, os meias Bottinelli, Lincoln e Rafinha, e os atacantes Anderson Aquino, Éverton Costa, Júlio César e Keirrison.

Alex é a esperança de voos mais altos para o Coxa.
Foto: Heuler Andrey/Agência Estado

FLAMENGO

A temporada parecia promissora para o Flamengo. A eleição de Eduardo Bandeira de Mello representou uma reestruturação do clube. O técnico Dorival Jr. continuou no clube após o fim do ano passado e não fazia um trabalho ruim em 2013, mas acabou demitido em nome da diminuição de gastos. A campanha no primeiro turno do carioca foi impecável, até as semifinais contra o Botafogo, que venceu por 2 a 0. No segundo turno, porém, a chegada de Jorginho desestabilizou o grupo e o time sequer chegou às semifinais. Na Copa do Brasil, o Flamengo eliminou o Campinense-PB na segunda fase e agora encara o ASA. O técnico Jorginho tem como time base Felipe; Léo Moura, Marcos González, Renato Santos e Ramon; Luiz Antônio, Elias, Renato Abreu e Gabriel; Rafinha e Hernane. O diretor Paulo Pelaipe, ex-Grêmio segue em busca de reforços. Hoje, Jorginho conta ainda com Paulo Victor para o gol, os zagueiros Wallace e Alex Silva, o lateral-esquerdo João Paulo, os volantes Amaral e Cáceres, os meias Adryan, Thomás e Carlos Eduardo e os atacantes Nixon e Marcelo Moreno.

GOIÁS

O Esmeraldino parece preparado para sobreviver ao Brasileirão 2013. A campanha do ano passado consolidou o ótimo trabalho do técnico Enderson Moreira com o título da Série B. Na temporada atual, a equipe conquistou o Goiano com dificuldades contra o Atlético-GO. Na Copa do Brasil, também não foi fácil despachar o modesto Santo André para alcançar a terceira fase, na qual o Goiás encara o ABC. As boas revelações que deixaram o clube, como Ricardo Goulart e Tolói, foram substituídas por atletas mais experientes. Enderson ensaiou o time para a estreia no Brasileiro com Harlei; Vitor, Ernando, Valmir Lucas e William Matheus; Amaral, Thiago Mendes, Renan Oliveira e Hugo; Araújo e Walter. O treinador conta ainda com o goleiro Renan, ex-Inter, os zagueiros Lacerda, ex-Caxias, e Rodrigo, ex-Dupla Gre-Nal, o lateral-esquerdo Eron, o volante Dudu Cearense, os meias Eduardo Sasha, ex-Inter, e Caio, e os atacantes Júnior Viçosa, Felipe Amorim e Neto Baiano.

SANTOS

A equipe chegou à final do Paulistão contra o Corinthians. No primeiro jogo, derrota por 2 a 1 no Pacaembú; na volta, empate por 1 a 1 na Vila Belmiro e festa corintiana. Na Copa do Brasil, o time de Muricy Ramalho deixou para trás o Joinville na terceira fase. Vitória por 1 a 0 em SC, e empate sem gols na Vila, naquele que pode ter sido a despedida de Neymar. Na terceira fase da CB, a tabela colocou o Crac como adversário do Peixe. Para o Brasileirão, Muricy tem a iminente perda de Neymar, que com certeza será muito ruim; o lado bom é que talvez o time pare de esperar que o camisa 11 decida e passe a ter outras alternativas. Alguns jogadores ficam esperando que Neymar acabe com todos os jogos, e têm rendido abaixo do que podem. O time-base para o Brasileiro deve ter Rafael; Bruno Peres, Edu Dracena, Durval e Léo; Arouca, Renê Jr., Cícero e Montillo; Neymar e Miralles. O elenco tem ainda o goleiro Aranha, os laterais Rafael Galhardo e Guilherme Santos, o zagueiro Neto, o volante Marcos Assunção, os meias Pinga, ex-Inter, Felipe Anderson e Pato Rodriguez, e os atacantes João Pedro, revelado como meia pelo Atlético-MG, além dos jovens Giva, Neilton e Victor Andrade.

VITÓRIA

O Leão conquistou o título baiano com uma goleada por 7 a 3 sobre o Bahia na partida de ida da final. Com o resultado, além de encaminhar o título, consolidado em um empate no segundo jogo, o clube ainda instalou a crise no rival, que também disputará a Série A do Brasileirão. Mas na Copa do Brasil o time treinado por Caio Jr. foi eliminado já na segunda fase pelo modesto Salgueiro-PE. Dois empates, 0 a 0 em Pernambuco e 1 a 1 em Salvador, decretaram a queda precoce do clube. Para o Brasileirão, Caio Jr. deve mandar a campo o time-base Deola; Nino, Gabriel, Victor Ramos e Mansur; Michel, Luís Alberto, Renato Cajá, Escudero e Marquinhos; Dinei. O grupo de jogadores tem ainda o goleiro Wilson, o lateral-direito Marcos, os zagueiros David Braz e Fabrício, os volantes Neto Coruja, Fernando Bob e o paraguaio Cáceres (não aquele do Flamengo), os meias Vander e Leílson, e os atacantes Maxi Biancuchi, Lúcio Maranhão, Marcelo Nicácio e Pedro Oldoni.

Brasileirão 2013 - Rebaixamento

Palmeiras foi rebaixado em 2012.
Foto: Mauro Pimentel/Terra
O Brasileirão da Série A começa mais definido do que em outros anos. Corinthians e Atlético-MG claramente estão a frente dos rivais; o Fluminense vem logo atrás. Equipes como São Paulo, Grêmio e Cruzeiro investiram bastante para fazer bonito, mas não há certeza de que irão brigar no topo da tabela. O Inter, com a chegada de Dunga, e o Botafogo, pelas atuações no ano, se credenciam para, no mínimo, brigarem por vaga na Libertadores.

Mas muitas equipes iniciam o Brasileirão desacreditadas. Flamengo e Vasco assustaram os torcedores em 2013; o Santos, embora tenha ido à final do Paulista, é muito dependente de Neymar, que pode sair; Bahia e Vitória são incógnitas, enquanto equipes que subiram e tentam se reerguer, como Atlético-PR e Goiás, ainda não inspiram muita confiança.

Com base nas atuações das equipes nesse primeiro semestre e imaginando o que cada um pode fazer com os seus elencos, os 20 times foram divididos em três postagens. Hoje, veremos equipes que iniciam o Brasileirão como possíveis candidatas ao Rebaixamento. Estão nesse grupo Atlético-PR, Bahia, Criciúma, Náutico, Ponte Preta, Portuguesa e Vasco.

A programação tem ainda:
  • Quinta-feira (noite): Zona do Limbo - Cruzeiro, Coritiba, Flamengo, Goiás, Santos e Vitória. 
  • Sexta-feira (noite): Título/Libertadores - Corinthians, Atlético-MG, Fluminense, Grêmio, Botafogo, São Paulo e Inter.

ATLÉTICO-PR

O Furacão subiu logo no primeiro ano após a queda em 2011, minimizando as perdas financeiras. Mas não terá a Arena da Baixada, reduto de força do clube nas últimas temporadas. Atuando no Ecoestadio, não conseguiu impor as mesmas dificuldades aos adversários. Privilegiando a preparação para a temporada, atuou em muitos jogos com a equipe sub-23. Ainda assim, a equipe foi à final do paranaense, sendo derrotada pelo Coritiba, e avançou com facilidade na Copa do Brasil, goleando o América-RN por 6 a 2. O adversário na próxima fase será o Naviraiense. O técnico Ricardo Drubscky pode iniciar o campeonato com o seguinte time-base: Wéverton; Jonas, Manoel, Cléberson e Pedro Botelho; Deivid, João Paulo, Elias, Éverton e Felipe; Marcão. O ponto fraco do grupo é a juventude dos atletas; muitos nunca jogaram a Série A. Drubscky tem ainda a disposição nomes como o zagueiro Luiz Alberto e o meia Paulo Baier, os mais experientes, o lateral-direito Daniel e o volante Derley, ex-Inter, o meia espanhol Mérida, com passagens por Atlético de Madri/ESP e Arsenal/ING, e o atacante Ciro, ex-Sport e Fluminense.

BAHIA

A derrota no clássico por 7 a 3 para o Vitória na primeira partida da final do Estadual foi um duro golpe para o clube. Representou muito mais do que a demissão de Joel Santana, mas uma perda de credibilidade e confiança que podem abalar demais o clube. Na Copa do Brasil, o Tricolor foi eliminado pelo modesto Luverdense. Agora, Cristóvão Borges tenta arrumar a casa. No primeiro coletivo, escalou: Marcelo Lomba; Mádson, Rafael Donato, Titi e Jussandro; Fahel, Hélder, Ryder e Ítalo Melo; Marquinhos Gabriel e Fernandão. O grupo deve receber acréscimos e pode perder jogadores. No momento, Cristóvão ainda tem a disposição os laterais Neto e Ávine, o zagueiro Démerson, os volantes Diones e Toró, os meias Zé Roberto e Freddy Adu, ex-jogador da seleção dos EUA e com passagens pelo futebol europeu, além dos atacantes Souza e Obina.

CRICIÚMA

O Tigre volta à Série A depois de 8 temporadas entre a segunda e a terceira divisão do futebol nacional. Embora o investimento seja menor que o de outras equipes, a temporada da Série B no ano passado resgatou o orgulho e a confiança do torcedor em uma boa campanha no cenário nacional. Prova disso é que o clube avançou na Copa do Brasil eliminando o São Bernardo e encara o Salgueiro na terceira fase. No Estadual, o clube conquistou o título derrotando a Chapecoense na final. O torcedor poderá "tirar sarro" dos rivais, uma vez que quatro equipes do Estado estão na Série B: Avaí, Chapecoense, Figueirense e Joinville. Mas é bom o clube e a torcida abrirem o olho, porque a situação pode se inverter. O técnico Vadão tem escalado como time-base Bruno; Suelliton, Matheus Ferraz, Éwerton Páscoa e Marlon; Amaral, Élton, João Vítor e Tartá; Lins e Marcel (Giancarlo). O grupo conta com nomes experientes na primeira divisão, ao contrário do Atlético-PR, por exemplo. Estão no grupo o goleiro Galatto, recém contratado, os zagueiros Fábio Ferreira e Thiago Heleno, os laterais Diego Renan e Gílson, os meias Élson, Daniel Carvalho e Ivo, e os atacantes Fabinho e Douglas, ex-Grêmio.

NÁUTICO

A equipe começou muito bem o ano, fazendo o maior número de pontos no primeiro turno do pernambucano e a segunda melhor campanha no segundo turno. Nas semifinais, no entanto, caiu para o Santa Cruz, que ficou com o título. Na Copa do Brasil, a grande decepção: o time foi eliminado pelo Crac-GO, levando 3 a 1 fora de casa e não conseguindo reverter o placar nos Aflitos. O treinador Vágner Mancini deu lugar a Silas e a esperança é de que o time possa fazer algo a mais do apenas lutar contra o Rebaixamento. O treinador mandou a campo para o amistoso contra o Sporting/POR nessa quarta na Arena Pernambuco, nova casa do Timbú, a seguinte escalação: Felipe; Maranhão, Alemão, Luiz Eduardo e Josa; Elicarlos, Rodrigo Souto, Martínez e Giovanni Augusto; Rogério e Adeílson. O grupo conta ainda com os zagueiros Jean Rolt e João Filipe, ambos com passagem pelo São Paulo, os laterais Bruno Collaço e Douglas Santos, convocado por Felipão para o amistoso contra a Bolívia, os volantes Marcos Paulo e Magrão, ex-Inter e Corinthians, o meia Rogerinho e os atacantes Jones Carioca, Caion, ex-Caxias, e Élton, ex-Vasco e Corinthians, que pode sair para o futebol árabe. O clube ainda busca reforços.

PORTUGUESA

Inexplicavelmente, a Lusa foi rebaixada no Paulistão do ano passado, mas conseguiu sobreviver na Série A do Brasileiro. Na atual temporada, o clube manteve o elenco rebaixado e trouxe alguns bons reforços. O resultado foi o título da Série A2 do Paulista; mas na Copa do Brasil o clube foi eliminado pelo modesto Naviraiense ainda na primeira fase. O técnico Cel Edson Pimenta esboçou o time para a abertura do campeonato com Glédson; Luís Ricardo, Lima, Valdomiro e Rogério; Ferdinando, Corrêa, Souza e Matheus; Diogo e Romão. Os destaques são o experiente meia Souza, ex-Grêmio e São Paulo, e o atacante Diogo, ex-Olympiakos/GRE. O grupo conta ainda com o goleiro Lauro, emprestado pelo Inter, o zagueiro Moisés Moura, com passagem pelo futebol europeu, os volantes Moisés, destaque ano passado, e Muralha, os meias Héverton, Michael e Cañete, emprestado pelo São Paulo, além dos atacantes Diego Viana, e da dupla argentina Flecha Arraya e Lucero.

PONTE PRETA

O título do Interior paulista amenizou a frustração da eliminação para o Corinthians, no Moisés Lucarelli, nas quartas de final do Paulistão. Também consolidou o bom trabalho de base e contratações da equipe de 2012 para esse ano; o lado ruim é que chamou a atenção dos adversários e de clubes com maior poderio financeiro, o que pode ocasionar na saída de atletas como o zagueiro Cléber e o lateral/meia Cicinho. O time teve também teve o artilheiro do Estadual, William, com 13 gols Na Copa do Brasil, despachou o Bragantino na segunda fase já no primeiro jogo com uma virada por 3 a 1 e espera por Coritiba ou Nacional-AM. O Coxa levou 4 a 1 na ida e precisa reverter o placar. Por tudo isso, a Macaca vai confiante para o Brasileiro. Guto Ferreira deve mandar a campo o time-base Édson Bastos, Cicinho, Cléber, Diego Saccoman e Uendel; Baraka, Bruno Silva, Luís Ramírez e Chiquinho; Alemão (Rildo) e William. O grupo ainda passa por modificações. Recentemente oito atletas chegaram. O mais conhecido deles é o volante Magal, com passagem pelo Inter. Compõem o elenco o goleiro Roberto, os zagueiros Ferron e Wescley, remanescentes do ano passado, o lateral-direito Artur, ex-Palmeiras, os volantes Ferrugem e Paulo Roberto, ex-Atlético-PR, o meia Adrianinho e o atacante Éverton Santos.

VASCO

O ano de 2012 é tenebroso para o clube da Colina até aqui. No Carioca, o time perdeu a final do primeiro turno por 1 a 0 para o Botafogo; mas no returno foi muito mal, amargando a sétima colocação entre oito equipes. Por conta de mudanças na Copa do Brasil, o Vasco ficou com a vaga do São Paulo, obrigado a disputar a Sul-Americana por ser o atual campeão, e entra apenas nas oitavas de final. O técnico Paulo Autuori precisará de muita criatividade para reerguer o Cruzmaltino. Junto com o diretor de futebol, Renê Simões, busca jogadores que possam acrescentar ao grupo, não apenas compor em número. O time que vem treinando para o Brasileirão tem Michel Alves; Elsinho, Nei, Luan e Yotún; Sandro Silva, Fillipe Bastos, Dakson e Allison; Éder Luís e Tenório. O lateral Nei, ex-Inter, tem sido testado na zaga pela ausência de defensores, já que Dedé foi negociado e Renato Silva está contundido. O meia Carlos Alberto está sendo julgado por doping e sua presença ainda é incerta; já Bernardo está machucado e pode voltar apenas na temporada 2014. As opções de Autuori no elenco são o goleiro Alessandro, o lateral-esquerdo Thiago Feltri, os volantes Fillipe Souto e Wendel, os meias Pedro Ken, Marlone e John Cley, os dois últimos meninos da base, e os atacantes Romário, Leonardo, ex-Coritiba e Atlético-MG, e André, ex-Santos.

terça-feira, 21 de maio de 2013

Série B - Limbo/Rebaixamento

Algumas equipes iniciam a Série B como verdadeiras incógnitas, enquanto outras têm grupo para se manter na segundona, mas poucas chances de surpreenderem e brigar pelo acesso. Há ainda clubes que têm tudo para lutar apenas contra o Rebaixamento. Contudo, o futebol é uma grande caixa de surpresas, e com certeza um ou alguns desses times irá surpreender. Alguma aposta?

ABC-RN: O time potiguar ficou fora das finais nos dois turnos do Estadual. Na Copa do Brasil, venceu o Sport por 2 a 0 em casa na partida de ida da segunda fase e nessa terça decidiria o seu futuro na Ilha do Retiro. O time treinado por Paulo Porto tem boas peças para ao menos se manter na Série B, mas que podem ser insuficientes para conquistar o acesso. Entre os principais nomes está o centroavante Júnior, ex-Vitória e Bahia, e muitas caras conhecidas dos gaúchos: o zagueiro Lino e o atacante Vanderlei, ex-Caxias, o lateral-direito Raulen, ev-VEC, e o meia Diogo, ex-Inter e gêmeo do atacante Diego.

América-MG: o Coelho fez campanha pífia no Estadual, com a 8ª colocação em 12 equipes. Na Copa do Brasil, despachou o Avaí e encara o Inter na terceira fase. O time de Paulo Comelli tem como destaque o veterano Fábio Jr. e muitos jovens sem espaço em clubes maiores, como os meias Nikão, ex-Atlético-MG, e Sérgio Mota, ex-São Paulo. Deve apenas lutar para se manter na Série B. Entre as caras conhecidas estão o goleiro Neneca, o meia Willians e o atacante Alessandro.

América-RN: o Mecão venceu o primeiro turno do Potugiar, mas perdeu o segundo e o título do Estadual para o Potiguar de Mossoró. Na Copa do Brasil, levou 6 a 2 do Atlético-PR e foi eliminado já na primeira partida. Para a Série B, a expectativa é lutar para não cair. Os principais destaques do time de Roberto Fernandes são o atacante Itamar e os meias Ruy Cabeção, Netinho e Cascata. O volante Élton, ex-Grêmio, é conhecido dos gaúchos.

ASA-AL: no campeonato estadual, o time caiu nas semifinais para o vice-campeão CSA. Já na Copa do Brasil o ASA eliminou o Ceará na segunda fase e se prepara para encarar o Flamengo na terceira fase. O time do treinador Ricardo Silva aposta em Didira e Léo Gamalho para ao menos se manter na Série B. A diretoria tenta trazer de volta o centroavante Lúcio Maranhão, que está no Vitória e foi artilheiro da equipe ano passado.

Avaí: o primeiro semestre do ano foi bastante frustrante para o torcedor avaiano. A equipe caiu nas semifinais do catarinense para o Criciúma e foi eliminado em casa da Copa do Brasil pelo América-MG. Depois de vencer em MG, levou 3 a 0 na Ressacada. Agora, o técnico Ricardinho, aquele mesmo ex-Corinthians, tenta recuperar o ânimo do vestiário para a Série B. Os destaques são os meias Marquinhos e Cléber Santana. Há ainda os ex-gremistas Roberson e Eduardo Costa.

Boa Esporte: as perspectivas não são boas para o time que hoje atua em Varginha. No Mineiro, a equipe foi 10ª colocada em 12, uma posição acima do Rebaixamento. Na Copa do Brasil, o time foi eliminado na primeira fase pelo Salgueiro-PE. O técnico Nedo Xavier ainda espera reforços para a Série B e aposta no veterano Marcelinho Paraíba para sobreviver e ao menos continuar na segundona.

Bragantino: após um campeonato paulista razoável, em que ficou na 11ª colocação entre 20 times, e a eliminação em casa para a Ponte Preta na Copa do Brasil, o Braga espera melhor sorte na Série B. O treinador Mazola Júnior recebeu o reforço do zagueiro Álvaro, ex-Inter e São Paulo. Ele se junta ao centroavante Lincom e ao meia Preto, ex-Novo Hamburgo, como um dos líderes do grupo.

Guaratinguetá: o time não conseguiu o acesso na Série A2 do Paulista e não disputou a Copa do Brasil. Para a Série B, o desafio é se manter na divisão, mas a tarefa não será fácil. Além das dificuldades em campo, o clube está com sérios problemas financeiros. O treinador Carlos Octávio tem no elenco o experiente zagueiro Marquinhos, ex-Corinthians, os ex-Colorados Fransérgio e Wágner Líbano, e o atacante Jonathas Beluso, ex-Juventude.

Icasa: o time caiu nas semifinais do cearense para o Guarany de Sobral. Fora de casa, levou 3 a 0, mas em casa goleou por 4 a 1, sendo desclassificado no gol qualificado. Como não joga a Copa do Brasil, resta ao Icasa tentar pelo menos se manter na Série B. Para isso, o técnico Francisco Diá aposta em um elenco com poucas caras conhecidas nacionalmente como a dupla de ataque Pitbull e Juninho Potiguar.

Oeste: no Paulistão, a equipe escapou do Rebaixamento ficando em 16º, a primeira posição fora do Z-4. Como não participa da Copa do Brasil, volta as suas forças para a Série B, tentando repetir o sucesso do ano passado, quando conquistou o título da Série C. Roberto Cavallo aposta em Fábio Santos, centroavante que volta a equipe depois de passagem pelo futebol sul-coreano.

Paraná: o time foi quinto colocado no Paranaense, mais uma vez ficando de fora das finais e vendo a dupla Atle-Tiba decidir o título. Na Copa do Brasil, caiu para o São Bernardo. Para a Série B, trouxe o técnico Dado Cavalcanti, sensação do Paulista com o Mogi Mirim, e aposta na experiência dos zagueiros Alex Bruno e Anderson, ex-Corinthians, do meia Lúcio Flávio e do atacante Reinaldo, ex-Botafogo e São Paulo.

São Caetano: o Azulão está pífio na temporada. Foi rebaixado no Paulistão para a Série A2 e caiu na Copa do Brasil para o modesto Arapongas. A reformulação para a Série B já começou. O treinador Marcelo Veiga tem a disposição muitos nomes conhecidos como o goleiro Fábio Costa, ex-Santos, o lateral Edson Ratinho, ex-Inter, os zagueiro Douglas Grolli, ex-Grêmio, e Bruno Aguiar, ex-Santos, os volantes Moradei e Fabinho, ex-Corinthians, os meias Rivaldo e Renato, revelado pelo Atlético-MG, e os atacantes Jóbson, Vandinho e Jael. Resta saber quem irá continuar no clube após o fracasso no Estadual.

Série B - Título e acesso

O Brasileirão da Série B inicia nesta sexta-feira. Na temporada passada, o equilíbrio marcou o campeonato, mas um equilíbrio "por baixo". Mais da metade das equipes estava mais perto da Zona de Rebaixamento em termos de pontuação do que do G-4. Em uma competição extremamente dominada pelo fator casa, os clubes que conquistam pontos fora de seus domínio têm a vida facilitada. Nesta primeira postagem, estão as equipes que começam a competição pensando em acesso. O Título tem tudo para ficar com o Palmeiras, basta o Verdão querer. Os principais concorrentes são o Sport e os clubes de SC, especialmente Chapecoense (embalado por um acesso nacional em 2012), Figueirense (com experiência em Séries A e B) e Joinville (que fez boa campanha ano passado).

Palmeiras: o ano parecia assustador, mas o Palmeiras conseguiu reconquistar em parte a confiança da torcida. O treinador Gilson Kleina sobreviveu a uma goleada para o Mirassol e levou à equipe às quartas do Paulista, quando caiu para o Santos nos pênaltis. Na Libertadores, a eliminação foi bastante frustrante, com a derrota em casa para o Tijuana/MEX e a falha do goleiro Bruno. Ainda resta a Copa do Brasil, em que o Verdão entra nas oitavas de final, e a Série B. Os destaques da equipe são o goleiro Fernando Prass, o zagueiro Henrique, os meias Souza e Wesley e o atacante Leandro, ex-Grêmio. O centroavante Kléber, contratado junto ao Porto, marcou seu primeiro gol no clube na eliminação para o Santos, mas ainda está devendo. Apesar dos problemas, o Palmeiras tem qualidade para sobrar na Série B e conquistar o acesso com tranquilidade.

Sport: o Leão foi vice pernambucano, perdendo a decisão para o Santa Cruz. Na Copa do Brasil, precisa reverter na Ilha do Retiro o 2 a 0 sofrido no jogo de ida para o ABC. Para a Série B, o time entra como grande favorito junto do Palmeiras. O treinador Sérgio Guedes tem a disposição a experiência do goleiro Magrão, o reforço do lateral-esquerdo Marcelo Cordeiro, ex-Portuguesa, os meias Lucas Lima e Marcos Aurélio, ex-Inter, e os atacantes Felipe Azevedo, destaque do time ano passado, e Roger, com passagens pelo São Paulo e Ponte Preta.

Atlético-GO: o Dragão foi vice-campeão goiano, perdendo o título aos 40 do segundo tempo. Na Copa do Brasil, o clube eliminou o Cianorte já no primeiro jogo e aguardo o classificado entre Cruzeiro e Resende. O técnico Waldemar Lemos tenta recolorar o Dragão na Série A logo no primeiro ano de volta a segunda divisão. Para isso conta no elenco com nomes como o goleiro Márcio, o volante Róbston, que retorna ao clube, o meia João Paulo e o centroavante Ricardo Jesus, ambos ex-Inter.

Figueirense: nas semifinais do catarinense, o time caiu para a Chapecoense; na Copa do Brasil, empatou em 0 a 0 com o Arapongas-PR no jogo de ida e decide a classificação no Orlando Scarpelli nesta quarta. O técnico Adílson Batista tenta reconstruir a carreira após passagens ruins por Corinthians e Santos. No elenco estão os ex-gremistas Thiego, Hélder, Willian Magrão e Maylson. O destaque é Gérson Magrão, ex-Cruzeiro e Santos.

Joinville: o quarto representante de SC na Série B não chegou às finais do catarinense e na Copa do Brasil perdeu o jogo de ida, em casa, para o Santos. No duelo de volta, na Vila Belmiro, precisa vencer para tentar a classificação. O técnico Arthurzinho tem muitos atletas com experiência na Série B, inclusive alguns estiveram na boa campanha da equipe no ano passado, quando o JEC chegou a brigar na parte de cima até a reta final. Entre eles estão os volantes Augusto Recife, Somália, ex-Botafogo, e Carlos Alberto, ex-Corinthians, os meia Marcelo Costa e Liguera, ex-Atlético-PR, e os atacantes Kim e Lima.

Chapecoense: o time foi vice-campeão estadual catarinense. Nas finais, levou 2 a 0 do Criciúma no Heriberto Hulse, e apesar de muita pressão venceu por apenas 1 a 0 no Índio Condá, placar que deu o caneco ao Tigre. O clube não participa da Copa do Brasil e aposta na força da torcida para conquistar o segundo acesso nacional consecutivo e jogar a Série A em 2013. O treinador Gilmar Dal Pozzo, ex-VEC, aposta em velhos conhecidos gaúchos, como Athos, ex-Brasil-PEL, e Rodrigo Gral, veterano que iniciou a carreira no Grêmio.

Ceará: o Vozão conquistou o Cearense, mas caiu na Copa do Brasil para o Asa. Na Série B, espera que a sua experiência na competição possa ser um diferencial. O goleiro Fernando Henrique, ex-Fluminense, o meia Mota e os atacantes Lulinha e Magno Alves são as esperanças do time treinado por Leandro Campos, ex-ABC.

Paysandu: de volta a Série B, o Papão tenta se reerguer nacionalmente. Neste ano, no Estadual, a equipe sobrou nas finais e conquistou o título, mas na Copa do Brasil caiu para o Naviraiense depois de levar 2 a 0 em casa. Para a Série B, o treinador Lecheva, ex-jogador da equipe, aposta em Eduardo Ramos como seu maestro, e nos gols do experiente Iarley para conquistar mais um acesso e retornar a elite do futebol.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Com o fim dos Estaduais, é hora de Brasileirão

Os Estaduais finalmente terminaram. No fim do quinto mês do ano, o futebol ainda se vê as voltas com os torneios regionais. E, no final do ano, os atletas mais uma vez irão reclamar das datas apertadas. Não sou a favor da extinção dos Regionais, pelo contrário, sou a favor de uma revisão nas fórmulas que torne os campeonatos mais atraentes para todos, com melhores chances para os pequenos e que não prejudique os principais clubes do país. Neste ano, por exemplo, Grêmio e Inter usaram time B em alguns jogos, o Atlético-PR fez amistosos no Exterior e usou um time sub-23 no Estadual, o Botafogo usou reservas na Copa do Brasil, correndo riscos, para privilegiar fases decisivas do carioca, enfim, as equipes sacrificam a pré-temporada, não preparam seus atletas direito e sofrem do meio para o fim da temporada com lesões musculares.

Neste domingo, Corinthians, Atlético-MG e Vitória se juntaram a Botafogo, Coritiba, Inter e Santa Cruz na galeria de campeões dos principais estaduais do país. Vêm com moral para o campeonato brasileiro, mas é importante não se iludir, pois embora os campeonatos regionais sirvam de preparação para as equipes os adversários não servem de parâmetro. E times que chegaram à final dos Estaduais devem abrir o olho, como o Santos, que está devendo futebol faz tempo e mesmo assim chegou à decisão em SP. Para o Brasileirão, se Neymar sair o time imediatamente acende o alerta e abre o olho contra o Rebaixamento.

Por falar em Brasileirão, a coluna irá destacar os participantes das Séries A e B ao longo da semana. A programação:

- Terça-feira (21/05): os times da Série B;
- Quarta-feira (22/05): candidatos ao Rebaixamento na Série A;
- Quinta-feira (23/05): chances de Libertadores;
- Sexta-feira (24/05): os candidatos ao título da Série A.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

O Brasil do "se" na Libertadores

O futebol brasileiro levou um duro golpe nas oitavas da Libertadores. Das 6 equipes que avançaram a fase de grupos, apenas Atlético-MG e Fluminense sobreviveram ao primeiro mata-mata. Um brasileiro seria eliminado do confronto entre Galo e São Paulo, mas as eliminações de Corinthians, Grêmio e Palmeiras não deixaram de ser de certa forma surpreendentes.

Cada uma com as suas peculiaridades e polêmicas, as eliminações brasileiras têm um ponto em comum: a ausência de gols fora de casa. Com exceção do Tricolor paulista, que fez gol em Minas na goleada de 4 a 1 sofrida para o Galo, Corinthians, Grêmio e Palmeiras levaram gol em casa e não fizeram como visitante. O Tricolor gaúcho pagou o preço do saldo qualificado, enquanto Verdão e Timão entraram em desespero quando saíram atrás do marcador jogando em casa, pois sabiam que a dificuldade aumentava muito, já que não fizeram gol fora. Uma das Libertadores mais disputadas dos últimos anos está exigindo um diferencial dos times. A força de jogar em casa ainda é fundamental, mas a qualidade, a coragem e a frieza para buscar algo a mais do que apenas não levar gol como visitante têm coroado as equipes. Os casos que fogem à regra são o Newell`s/ARG, que levou 1 a 0 em casa e fez 2 a 1 como visitante no duelo contra o Vélez/ARG. Falou mais alto a fama de amarelão do Vélez na Libertadores, sempre com boas campanhas e considerado favorito, mas morrendo na praia. E há também o Real Garcilaso/PER, que se classificou derrotando o Nacional/URU nos pênaltis. Os outros classificados, Tijuana/MEX e Olímpia/PAR, não sofreram gols em casa e fizeram como visitante.

Na noite desta quinta-feira, o Grêmio cometeu no El Campín um pecado semelhante ao do Corinthians na Bombonera contra o Boca/ARG. Controlou o adversário, trocou passes, esfriou o jogo, mas na hora de ter mais ambição o time não fluía. No momento do contra-ataque, faltava alguém que passasse à frente do jogador com a bola para receber e dar continuidade a jogada. Dessa forma o time pagou o pato em um lance de qualidade e sorte de Medina. A zaga se apavorou, não olhou para a bola, apenas se preocupou em trombar com o atacante colombiano, e ele foi mais esperto para vencer Dida. No fim, o time gaúcho ainda teve a chance da redenção com Vargas, mas o chileno isolou a bola sem goleiro.

O Grêmio cometeu muitos erros durante a Libertadores, mas ainda assim poderia ter ido mais longe. Se tivesse jogado com 11 na Arena, poderia ter um resultado melhor; se tivesse um pouco mais de atenção no gol adversário e um pouco mais de capricho na frente, o resultado poderia ter sido diferente; se o juiz tivesse visto a mão na bola do zagueiro xeneize, mas ele estava encoberto; se o goleiro Bruno não falhasse bisonhamente... Mas o "se" no futebol é a marca da derrota, é o sinal de que faltou algo. Com certeza, Corinthians, Grêmio e São Paulo, embora eliminados da Libertadores, podem brigar até por título no Brasileirão. Mas precisarão eliminar o "se" da história e buscar o algo mais que trará o troféu para casa.

Entre os duelos das quartas de final da Libertadores, nada de favoritismos. Em Tijuana x Atlético-MG, Boca x Newell's, Santa Fé x Garcilaso e Fluminense x Olímpia tudo pode acontecer. Para passar de fase, as equipes já sabem que precisam de algo a mais do que vencer em casa. Marcar gols como visitante não é garantia de classificação, claro que não, mas é um indício de que o time tem um diferencial, um algo a mais para vencer, e isso pode acabar fazendo toda a diferença.

COPA DO BRASIL

O Inter superou as dificuldades e avançou sobre o Santa Cruz/PE. O nervosismo do time Colorado, talvez surpreso com o bom futebol apresentado pelo campeão pernambucano no primeiro tempo, tirou o time de Dunga do eixo. O erro de Fabrício poderia ter complicado tudo, mas o Santa não quis (ou não soube) aproveitar. D'Alessandro fez a diferença, marcando um belo gol em surpreendente jogada de Airton, se desdobrando para o time superar o jogador a menos. No fim, Caio confirmou a classificação. O adversário Colorado será o América-MG, que eliminou o Avaí/SC.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Uma atitude corajosa: o primeiro passo para a mudança

Foto: Daniel Ramalho/Terra
Contestações sempre vão existir nas convocações da Seleção Brasileira, afinal, em uma lista com 23 nomes é quase impossível achar unanimidade em toda ela, mas vejo o Brasil novamente no caminho certo, como ocorria no final da Era Mano Menezes. Felipão acertou em deixar os medalhões Kaká, Ronaldinho e Luís Fabiano de fora. Os três já não tem mais o que provar e embora R10 esteja bem no seu clube, há tempos que não produz na Seleção. Com muitos jovens e inexperientes usando a amarelinha, talvez falte cancha em alguns momentos durante o torneio, mas a Copa das Confederações é o de menos, o que importa é preparar a equipe para a Copa do Mundo do ano que vem. Por isso, será importante dar tempo a este grupo junto, jogando uma competição, não amistosos, e uma derrota, dependendo das circunstâncias, pode ajudar muito no crescimento da equipe e finalmente começar a tornar a Seleção um grupo, uma equipe, não um amontoado de atletas que se encontrar para atuar junto.

Com os nomes que a Seleção tem, dá para fazer um time bem interessante do meio para a frente, o problema pode ser Felipão. Embora tenha ganho a Copa do Brasil ano passado com o Palmeiras, ele parece taticamente no passado. É claro que a sua experiência, especialmente em competições curtas, pode e deve ajudar muito, mas para encarar seleções como a Espanha e a Alemanha - que não vem à Copa das Confederações, mas com certeza virá ao Mundial - é preciso muito mais do que isso. Aliás, é preciso jogar, não dá para contar com o erro do adversário, como muitas vezes atuam os times de Felipão.

Com base na lista de Felipão e em suas preferências, dá para imaginar Júlio César no gol; uma linha de quatro atrás com Daniel Alves, Thiago Silva, David Luiz e Marcelo; Fernando (Luiz Gustavo) e Paulinho como volantes; Lucas aberto pela direita, Oscar centralizado e Neymar aberto na esquerda; e Fred como centroavante. O treinador chamou jogadores para manter essa estrutura: Jean e L. Gustavo para volantes, Hulk e Bernard para atuarem abertos, Hernanes e Jádson para armarem o jogo e Leandro Damião para ser a sombra da camisa 9. Dá para notar também que Felipão privilegiou o momento dos jogadores: Réver é o melhor do zagueiro atuando no Brasil no momento; Dante e Luiz Gustavo, embora reservas do Bayern de Munique/ALE, jogam com certa regularidade no grande time da Europa neste ano; Bernard e Damião também vivem boa fase, assim como Jádson, com o são-paulino em menor escala.

O que vai acontecer é impossível de prever, claro. Mas vejo como muito positiva a atitude de Felipão chamando uma Seleção jovem e sem os principais nomes do país, que realmente não deram resposta quando atuaram com a amarelinha. O primeiro passo para o Brasil voltar a se reerguer era superar os dramas do passado: não adianta chamar jogadores que perderam e querem dar a volta por cima se eles não querem de verdade, como é o caso de R10 e Kaká. Ronaldinho está bem no Galo, é verdade, mas ele não tem mais o mesmo destaque. No segundo jogo com o São Paulo pela Libertadores, por exemplo, Tardelli, Bernard e Jô foram mais fundamentais para o time do que ele. O caso de Kaká é pior; sem sequência no Real Madrid/ESP, fica difícil para ele voltar ao mesmo nível. Ao mesmo tempo, se ele não tem sequência é porque não deve estar mostrando nos treinamentos que é melhor do que os colegas. Caso parecido é o de Robinho que estava bem no Milan/ITA antes de lesionar, mas ficou um bom tempo parado.

Enfim, acho que Felipão deve aproveitar o momento para criar um espírito de grupo mais forte, apostar mais nesses atletas, que têm boas chances de estarem bem no ano que vem. Mas a Copa do Mundo é outra coisa, como disse o próprio Felipão, falta um ano e a lista ainda irá mudar. Por agora, o técnico precisa confiar nos nomes que chamou e criar um time competitivo. Resgatar o apoio do torcida, que virá mesmo com derrotas desde que a equipe se saia bem, é outro ponto chave para Scolari. O primeiro passo foi dado, fora de campo, agora é armar a equipe e mostrar dentro de campo que o torcedor pode confiar em uma Seleção competitiva, que pode encarar as melhores do mundo.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Quem manda no terreiro é o GALO!

O Atlético-MG pode ser o time mais forte do momento, ainda mais após a goleada sobre o São Paulo por 4 a 1 que classificou o time para as quartas de final da Libertadores. No Independência, o time de Cuca mais uma vez mostrou que é praticamente imbatível. Tardelli jogou muito, foi disparado o melhor em campo, e mostrou que seu faro de gol está afiado. Mas devagar com o exagero. Não dá para esquecer que o time perdeu para o São Paulo no Morumbi na última rodada da fase de grupos, e só conseguiu equilibrar o duelo de ida pelas oitavas após a expulsão de Lúcio. No jogo desta quarta, o primeiro gol de Jô saiu em um lance de bate-rebate, e o primeiro tempo foi equilibrado. Quando fez o segundo gol, o Galo incendiou a partida de vez e aproveitou a bobeira do Tricolor para ampliar o marcador e definir a vaga. É o favorito ao título da Libertadores neste momento, mas não vamos deixar que o resultado iluda. O confronto foi mais equilibrado do que os placares, e isso que a equipe de Ney Franco, embora tenha bons nomes, não vinha em boa fase. O fator casa com certeza será um diferencial para os comandados de Cuca, mas é preciso que o time chegue vivo para o segundo jogo.

No Rio de Janeiro, o Fluminense sofreu mais do que deveria para passar pelo Emelec/EQU. Dá para dar um desconto que o time tem seus principais jogadores voltando de lesão, ainda sem ritmo: Wellington Nem, Thiago Neves e Fred, que ontem esteve completamente no sacrifício. E não tinha Deco, aliás, não terá por um bom tempo após o doping do luso-brasileiro. Com o agravante da derrota para o Botafogo, o que importava era classificar, e o time conseguiu. Mas Abel Braga sabe que precisa melhorar muito para conseguir avançar. Como parâmetro, nos dois jogos mais difíceis da primeira fase da Libertadores, contra o Grêmio, o time perdeu em casa e não conseguir vencer no RS mesmo jogando com um a mais, embora tenha tido um gol mal anulado pela arbitragem.

NACIONAL X GARCILASO

Agora tem Nacional/URU x Real Garcilaso/PER. No jogo de ida, vitória dos peruanos, 1 a 0. O Nacional precisará muito mais do que só a camisa para avançar contra o surpreendente time do Garcilaso. Quem passar encara o vencedor de Santa Fé/COL x Gremio.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Vai deixar saudade

Foto: Shaun Botterill/Getty Images
Sir Alex Ferguson irá deixar o cargo de treinador do Manchester United/ING após quase 30 anos. Uma hora todos têm que parar, é verdade, mas o futebol vai sentir falta da sua experiência e da sua qualidade. Ferguson deve continuar no Manchester, em um cargo administrativo, e com certeza será questionado e dará a sua opinião sempre com muita elegância e inteligência. Mas o seu comando e o seu olhar de quem sabe tudo à beira do campo ficarão no passado, na história, nas lembranças dos grandes momentos, sejam eles títulos ou fracassos.

O maior exemplo atual de continuidade na história do futebol, de ligação entre clube e pessoa, se encerra. Após quase 1.500 jogos no comando da equipe, Ferguson tem o incrível aproveitamento de quase 60%. Hoje, pode se dizer que sua vida é fácil, devido a estrutura e o poderio financeiro do clube. Mas é bom lembrar que se as coisas estão assim atualmente, é também graças ao trabalho de Ferguson. Para se ter uma ideia, dos 20 títulos do campeonato inglês conquistados pelo United, 13 foram sob o comando do escocês. É por isso que ele é um dos poucos a ter tanto reconhecimento do seu trabalho ainda em vida, como ele mesmo brincou quando construíram uma estátua sua no pátio de Old Trafford: “Normalmente, as pessoas morrem sem ver uma estátua própria. Eu superei a morte. É um momento de muito orgulho”.

Ferguson tem defeitos e fez escolhas erradas, é claro, mas dados os seus números impressionantes e a sua conduta eles passam despercebidos. O que ele representa é muito maior do que qualquer erro ou acerto. No Brasil, valorizamos e nos surpreendemos com atletas que ficam por muito tempo no mesmo clube, como os goleiros Marcos, no Palmeiras, e Rogério Ceni, no São Paulo. Imagine um técnico desenvolver tamanha sintonia com um clube a ponto de permancer quase 30 anos no comando da equipe, enfrentando crises, reformulações de grupo, vaias da torcida, conquistando títulos e ajudando a transformar o clube num dos grandes do mundo.

O caso de Ferguson é raro, e com certeza não vai se repetir facilmente. Por mais que o United tenha histórico de apostar num mesmo comandante, é muito difícil que alguém permaneça no clube por tanto tempo. Sem falar que agora, a sombra de Ferguson irá acompanhar os comandantes do clube, e essa transição precisará ser feita com muito cuidado. A torcida precisará ser paciente, os atletas precisarão entender uma nova filosofia, e para isso mais uma vez a presença e a experiência do escocês serão fundamentais no processo de construção de uma nova era no United.

NOITE DECISIVA PARA SÃO PAULO, FLU E GALO NA LIBERTADORES

Nesta quarta, dois jogos movimentam os clubes brasileiros na competição mais importante da América do Sul. O Fluminense recebe o Emelec/EQU após ter perdido por 2 a 1 no Equador. No último minuto, um pênalti absurdamente marcado a favor do time da casa decretou a derrota dos comandados de Abel Braga. Para o duelo desta quarta, o Flu chega com algumas turbulências: a perda do segundo turno do Carioca para o Botafogo e o doping do garoto Michael. Dentro de campo, o reforços de Fred e Thiago Neves animam, embora os dois ainda estejam fora das melhores condições físicas. Como o rival é fraco, não cabe ao Flu se lançar desesperadamente ao ataque, pois se levar um gol terá que fazer 3 para se classificar sem a necessidade de pênaltis. Prudência e paciência, mas com intensidade ofensiva, pode ser a melhor receita para a classificação tricolor.

No outro duelo da noite, talvez o mais equilibrado dessas oitavas de final, o Atlético-MG recebe o São Paulo no Independência. Com o quarteto ofensivo R10, Bernard, Tardeli e Jô em campo, o Galo tenta atropelar mais um oponente em seus domínios e avançar rumo ao título. Mas a tarefa não será fácil. O São Paulo tem camisa em Libertadores e cresceu nos últimos jogos da competição. Venceu o time mineiro na última partida da fase de grupos e jogava bem até ter Lúcio expulso no duelo do Morumbi. Com Ganso e Jadson na armação, Osvaldo correndo na frente e Luís Fabiano dentro da área, mesmo que o Fabuloso esteja em má fase, é bom o Galo não descuidar da defesa. Promessa de jogaço e muitos gols, pois o Galo é ofensivo por natureza e o SP precisa deles para se classificar.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Começo vitorioso

Foto: Ricardo Rimoli/Lance!Press
O primeiro título de Dunga comandando um clube foi bastante merecido. Com o Grêmio jogando o Gauchão com reservas ou tendo atuações horríveis com os titulares, a taça ficou oferecida para o Inter, bastava o time pegá-la. E foi isso que o Colorado fez. Atuou com disposição em quase todos os jogos, forçou as partidas contra os times do Interior e fez uso dos seus diferenciais. Quando não dava na qualidade, dava na experiência ou no abafa. Neste domingo, o Juventude fez um grande enfrentamento. Aliás, é outra equipe que merece muitos elogios. O torcedor Alviverde espera que os atletas fiquem para a Série D, ou que cheguem nomes de qualidade para reforçar o time se alguém sair. Voltando ao jogo, o time de Lisca encarou o Colorado de igual para igual no primeiro tempo, e até conseguiu um gol. Embora não tenha visto irregularidade, tenho a impressão de que o juiz apitou antes mesmo do cabeceio, o que conta a seu favor, embora não elimine o erro. No segundo tempo, o time da Serra sentiu o desgaste físico, e Dunga colocou o seu time para a pressão. O Inter correu, abafou, jogou a bola na área, mas parou no bom goleiro Fernando. Nas penalidades, o Colorado errou primeiro com D`Alessandro, mas uma bola no travessão de Rogerinho deixou tudo igual. A diferença foi a defesa de Muriel no chute de Moisés, que deu o título do segundo turno, e também do campeonato, ao Inter.

O título foi amplamente merecido, mas o torcedor Colorado sabe que ainda faltam alguns ajustes para o Brasileirão. Do jeito que está, o Inter pode brigar por vaga na Libertadores. Com reforços para a armação no meio-campo, vira candidato ao título. Dunga havia treinado apenas a Seleção Brasileira, mas pode ser considerado um técnico de boa experiência, especialmente pela bagagem acumulada nos anos de atleta. O time do Inter é competitivo, bem preparado fisicamente e morde muito na defesa. Na frente, D`Alessandro, Forlán e Damião são diferenciados, mas a equipe precisa de mais alternativas ofensivas. Enfrentar adversários fechados no Gauchão e no Brasileirão não é a mesma coisa, a qualidade dos times é muito diferente. E o Brasileirão ainda é muito longo, o que exige alternativas para jogadores suspensos e lesionados.

BOTAFOGO LEVA O CARIOCA, MAS...

Com Vasco e Flamengo em crise, e o Fluminense pensando na Libertadores, o título do carioca ficou de mão beijada para o Botafogo. Mais uma vez, o time vence o Estadual, mas não empolga muito para o Brasileirão. Os comandados de Oswaldo de Oliveira fizeram um grande campeonato, venceram os dois turnos e confirmaram o título. Mas nos últimos anos o Bota tem repetido os mesmos erros e acertos. Vai bem no Estadual, mantém uma base de jogadores, aposta no trabalho do técnico, mas... na hora do Brasileirão, falta um pouco mais de qualidade. E na primeira crise parece que o clube todo, jogadores,  comissão técnica e torcida, largam de mão, imaginando o mesmo filme de anos anteriores. Será que desta vez a história será diferente?

CENI ESCANDALOSO

Quase todo goleiro se adianta nas penalidades, mas é muita cara de pau de Rogério Ceni reclamar do árbitro. Na disputa entre São Paulo e Corinthians pelas semifinais do Paulistão, na última de cobrança, de Alexandre Pato, Ceni pulou quase na linha da pequena área. Estava desesperado, pois se Pato fizesse terminava o jogo. Parabéns ao juiz pelo acerto óbvio e pela coragem de ter mandado voltar o pênalti.

A outra semifinal do Paulista, entre Mogi Mirim x Santos, também foi para as penalidades. E como na semana passada, no duelo contra o Palmeiras, também decidido nas penalidades, o goleiro santista Rafael brilhou. É o grande nome em defesas de pênalti do futebol brasileiro atual, e também muito seguro no jogo. Como é jovem, poderia ser o terceiro goleiro da seleção ou até mesmo brigar por uma vaga de titular. No mínimo, Rafael é do mesmo nível que Jeferson (Botafogo) e Cavalieri (Fluminense), os últimos goleiros convocados por Felipão, sendo que ainda tem muito a crescer.

O "JEITINHO" BRASILEIRO

Os ingleses, especialmente a torcida do Manchester United/ING, estão bravos com David Luiz. O zagueiro do Chelsea/ING se envolveu em confusão com o brasileiro Rafael, dos United, em duelo neste domingo. Quando caiu no gramado sentindo dores, David foi flagrado rindo após ver que Rafael havia sido expulso. Aqui, no Brasil, daria entrevistas no outro dia como o "malandro"; lá, na Europa, despertou a ira dos rivais, claro, que perderam o jogo, mas também desagradou o país. Esse tipo de comportamento não é bem visto na Europa, assim como simulações de pênalti (outra coisa bem comum por aqui) e outros tipos de indução ao árbitro.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Vitória com cara de Libertadores

foto: Ricardo Rimoli/Lance!Press
Enfim, uma atuação para encher os olhos do torcedor gremista, senão pela qualidade, pela entrega. No primeiro tempo de Grêmio x Santa Fé/COL, pela partida de ida das oitavas da Libertadores, o torcedor viu um time interessado, marcando firme e buscando jogar. Não tinha Zé Roberto e Elano estava visivelmente descontado, mas o time de Luxemburgo superou as dificuldades e conseguiu ir para intervalo com o placar de 1 a 0, gol de Vargas. O adversário fez muito pouco. Talvez estivesse assustado com o que viu, pois na primeira fase o Santa Fé não teve dificuldades no seu grupo contra Real Garcilaso/PER, Tolima/COL e Cerro Portenho/PAR.

Na volta do intervalo surgiu Cris. É difícil entender o que passa na cabeça do camisa 3 gremista. Realmente, a readaptação de quem volta do futebol europeu pode ser difícil, mas o atleta tem que se adaptar ao futebol que joga, não há como acontecer o contrário. Na tarde dessa quarta, Barcelona/ESP e Bayern de Munique/ALE mostrou como é o futebol entre os principais da Europa: de muita velocidade, de contato, mas poucas faltas; parece, por vezes, um esporte diferente do que é praticado no Brasil e na América do Sul. E o zagueiro já havia sido expulso contra o Fluminense, então tinha que ter aprendido.

No primeiro tempo, Cris fez várias faltas por trás, desnecessárias, quando o ataque recebia a bola no meio-campo. Talvez na Europa não fossem marcadas, mas aqui são, então não se recomenda fazê-las. E no lance do pênalti, foi tão claro que ele nem reclamou; os atletas que cercaram o árbitro fizeram mais por prache do que por indignação. E com esse pênalti o Grêmio chamou para o jogo um time que não queria jogar, e mesmo depois que teve um a mais o Santa Fé seguiu sem querer, para sorte do Tricolor.

Fora a atuação desastrosa de Cris, o time se superou. Fernando e Souza correram como nunca, Vargas e Barcos fizeram boas jogadas, até mesmo André Santos incorporou o espírito da Libertadores e deu carrinhos na lateral-esquerda no final do jogo. A defesa Bressan (ex-Juventude) e Gabriel (ex-Lajeadense), apesar do desentrosamento, se virou muito bem e por enquanto dá segurança ao torcedor, já que pode ser a dupla de zaga para o jogo na Colômbia. O gol de Fernando corou a entrega de todos, inclusive o torcedor, que compareceu e apoiou a equipe durante todo o confronto, e deu uma vantagem ao Tricolor para o jogo da volta.

A classificação está em aberto, plenamente, e o Santa Fé com certeza irá jogar melhor em casa, pois simplesmente não veio a Porto Alegre. Mas dá para encarar. O primeiro passo é terminar o jogo com 11. Se defender bem, mas sem abdicar do ataque e buscar um gol é a receita para avançar a próxima fase. Na temporada passada o Grêmio só se defendeu contra o Millonarios/COL e pagou pato. O torcedor espera que Luxa tenha aprendido com o erro.

IGUAIS NOS ERROS

Embora o adversário esteja na Série D, o empate do Inter com o Santa Cruz no Arruda ficou de bom tamanho. Os jogos das primeiras fases da Copa do Brasil são contra adversários de qualidade parecida com os times do Gauchão, mas as circunstâncias são bem diferentes. Há a viagem, o fator local para o adversário, o regulamento diferente, enfim. O ideal para o Colorado seria marcar um gol fora de casa, o que o time até tentou, mas pecou no último passe e nas conclusões. E acabou, por momentos, entrando na correria do Santa, que era tudo que o time de Pernambuco queria.

Para a partida da volta, o Inter tem tudo para se classificar. Mas tem que tomar cuidado para não levar o primeiro gol. Como não marcou na casa do adversário, um gol do Santa no jogo de volta obriga o Colorado a fazer 2, e aí a coisa pode complicar. Sem falar que o time não terá D'Alessandro novamente. Talvez Dunga possa mexer um pouco na estrutura no time. Acharia interessante uma escalação com Airton e Willians como volantes, Caio e Fred abertos pelos lados, Forlán atuando como enganche e Damião de centroavante. O uruguaio atua assim na Celeste e pode ser o armador que a equipe precisa na ausência de D'Ale. Vitor Jr. e Otávio são jogadores de velocidade, e se é pra colocar alguém com essa característica Caio me parece a frente dos dois, embora seja segundo atacante.

BOCA 1 X 0 CORINTHIANS

A Bombonera não assusta mais os brasileiros como antigamente, mas a sua mística ainda é muito forte, especialmente quando se trata de um jogo de Libertadores. Só assim para o time do Corinthians perder para o Boca/ARG, uma equipe limitada, ainda mais sem Riquelme. O time brasileiro se defendeu bem, controlou a partida e não caiu na provocação dos rivais. Fez o básico, o que não quer dizer que é fácil, para segurar o Boca. Seu pecado foi não incomodar mais o gol de Orión, o time parecia satisfeito com o 0 a 0. E o castigo foi o gol dos xeneizes através do centroavante Blandi.

A classificação brasileira ainda é plenamente possível, mas vê-se que Bianchi é um treinador diferenciado. O Boca do ano passado estava morto fisicamente nas finais contra o Corinthians. Neste ano é um time mais vivo, jovem, embora a qualidade continue bem abaixo dos anos gloriosos. O próprio Riquelme pouco tem feito nos jogos em que participa, e talvez o time até tenha mais a ganhar sem ele nesse momento, em que precisará de vigor para se defender e contra-atacar. O clube brasileiro, por sua vez, com certeza terá fome de gol na partida do Pacaembú. O problema é o mesmo de todas as equipes que não fazem gol fora de casa: se levar o primeiro, precisará marcar 3 para se classificar, e aí tudo se torna muito complicado, até mesmo para um time com a qualidade do Corinthians.

BAYERN FAVORITO

Bayern de Munique/ALE e Borussia Dortmund/ALE confirmaram suas classificações para a grande final da UEFA Champions League no estádio de Wembley, em Londres. O time de Dortmund perdeu para o Real Madri/ESP no Santiago Bernabéu, 2 a 0, placar insuficiente para a classificação do time de Mourinho. Os alemães podem ter perdido Gotze para a final; ele saiu contundido ainda no primeiro tempo. No Camp Nou, sob os olhares de mais de 95 mil torcedores, o Barcelona/ESP perdeu mais uma vez, e feio, para o Bayern: 3 a 0. Após um primeiro tempo equilibrado, um gol de Robben no início da segunda etapa acabou com a disputa; a partir daí, os jogadores do Barça só fizeram o tempo passar, e os alemães, quando apertaram o passo, chegaram a mais dois gols.

Essa edição da Liga dos Campeões ficará marcada pelo equilíbrio entre os semifinalistas. Todo tinham chances de serem campeões, embora Barça e Real fossem os favoritos. Os placares elásticos dos primeiros jogos deram uma grande vantagem aos alemães. O Real, que tinha a vida mais fácil, ainda conseguiu reagir no final do segundo tempo e deu certa emoção ao duelo, mas o Barça não chegou nem perto de por fogo no jogo. Embora ambos tenham condições de conquistar o título, a bela campanha do Bayern no campeonato nacional, quando conquistou o título com muitas sobras para o segundo colocado, o Borussia, e as atuações contra o Barça colocam a equipe de Munique como favorita para o duelo. O time de Schweinsteiger ainda tem a seu favor o fato de ter chegado em duas das últimas três finais; embora tenha perdido, a experiência acumulada vai contar pontos a seu favor. Mas alguém acha que o time de Lewandowski, que tem surpreendido a Europa nos últimos anos, vai entregar o troféu de mão beijada? Eu duvido!