Alguém viu o que atingiu os times espanhóis nessa semana durante os confrontos pela Liga dos Campeões da Europa? Na terça, apesar de dois gols irregulares do Bayern de Munique/ALE, os próprios atletas do Barcelona/ESP reconheceram que foram atropelados. Nem reclamaram dos lances, pois estavam completamente sem forças. O time de Jupp Heynckes marcou sem a bola e jogou quando teve a posse dela, simples assim. O resultado foi um atropelo nos catalães. O Barça já dava sinais contra o PSG/FRA de que essa não é a sua temporada, e a partida contra o Bayern de certa forma castiga uma equipe que não parece mais tão afim de jogar. Realmente, marcou época esse time do Barça, quando os atletas estavam em seus dias normais eram os melhores, mas tudo parece estar indo para o passado. Se os catalães reverterem o resultado de 4 a 0 do primeiro jogo, será a maior amarelada da história do futebol mundial; o Bayern já amarelou recentemente, mas terá que se superar para conseguir ser eliminado.
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| Polonês Lewandowski deu show e fez 4 no Real. Foto: Reuters |
No outro duelo das semifinais, o melhor time, com mais conjunto e mecânica de jogo, venceu. O Borussia Dortmund/ALE, que neste ano viu o rival Bayern sobrar no campeonato nacional e impedir o seu tricampeonato, goleou o Real Madrid/ESP empurrado pela Muralha Amarela. Na mesma semana em que prevaleceu o desejo do Grêmio e foi confirmado que o espaço da Geral seguirá sem cadeiras, um respiro no modelo das novas Arenas, que primam pelo conforto e incitam os torcedores à realmente assistirem a partida. O time madrilenho tem bons jogadores, mas depende muito de Cristiano Ronaldo. Quando a coisa está complicada, lá vem o português tirar um gol da cartola e resolver. Mas ontem a noite era de Lewandowski. O polonês, que foi bastante especulado no Manchester United/ING para o começo desta temporada e dificilmente permanecerá em Dortmund, deu show, marcou 4 vezes e colocou o time de Jurgen Klopp muito perto da final. Na fase de grupos, os alemães já haviam encarado o Real e conquistado 4 pontos em 6, ou seja, não foram derrotados. Aliás, o Borussia segue como o único time ainda invicto na Liga dos Campeões.
A situação do Real é bem melhor que a do Barça. Se o time de Tito Vilanova precisa fazer 4 a 0 para levar o jogo para os pênaltis e vencer por 5 gols de diferença para se classificar direto, à equipe de Mourinho basta um 3 a 0. Difícil, muito difícil, claro, mas bem menos impossível.
O futebol alemão vem tentando se reaproximar de ingleses, espanhóis e italianos. O país roubou uma das vagas antes destinadas à Itália na Liga dos Campeões por conta dos bons resultados nos últimos anos em competições europeias. A seleção de Joachim Low é formada por muitos jogadores que atuam no país, assim como ocorre com Inglaterra, Itália e Espanha. Esses são alguns indícios da força que um país tem, pois consegue segurar seus atletas e formar uma liga forte.
Com o Brasil acontece o oposto. Quando formamos uma seleção apenas com atletas que atuam no país conseguimos fazer um time tão pouco confiável quanto a seleção composta também pelos jogadores que atuam fora do País. Perder, empatar, estar desentrosado, tudo faz parte, mas a atitude da equipe é que chama a atenção. É muita apatia. Sem falar que Felipão está ultrapassado. O comentário dele sobre os volantes nessa semana foi de uma infelicidade sem tamanho. No futebol moderno, apenas marcar é pouco, muito pouco. Assim como para os atacantes apenas jogar com a bola já não serve. Se Tite estivesse no nível em que está hoje há um ano atrás, com um pouco mais de tempo para preparar a equipe, diria que ele é o nome para comandar a seleção. Mas do jeito que a coisa anda, não sei se alguém pode salvar a seleção do vexame, e quem assumir a barca agora estará fadado ao fracasso.

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