Sou adepto do ditado que diz "roupa suja se lava em casa". Não discutir os problemas publicamente não é mascará-los, mas evitar que as coisas piorem. Semana passada, no ônibus, estava com os fones ouvindo música e não ouvi o que um casal dizia ao meu lado, mas pelo gestual a mulher estava dando uma bela de uma bronca no cara. Ninguém gosta de ser "mijado" em público, isso é totalmente desnescessário. No caso dos futebolistas, é ainda pior, pois é uma grande burrice.
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| Foto: site oficial do Grêmio |
Marcelo Moreno foi razoavelmente bem no Grêmio ano passado. Fez 22 gols, é verdade, uma média relativamente interessante, ainda mais se compararmos com os demais atacantes do futebol nacional. Contudo, perdeu gols feitos, por vezes provocou a ira da torcida e não chamou a responsabilidade nos jogos mais importantes. A diretoria e o treinador Luxemburgo, desconfiados do potencial dele e com Kléber lesionado, investiram no ataque e trouxeram Vargas e Barcos. Posteriormente, com a saída de André Lima para a China, buscaram Welliton. É errado reforçar a equipe? Para o boliviano, sim. Ele se disse surpreso com as contratações. Ora, pare de chorar e busque a vaga dentro de campo. Com certeza, se ele jogar bem será escalado, nem que seja pelo grito do torcedor. Dessa forma, choramingando na imprensa e com seu pai volta e meia dando declarações que só lhe prejudicam, sua situação no clube ficará insustentável.
Não gosto deste tipo de discussão, mas essa história do Moreno está indo longe demais. Nesse ano, nas oportunidades que teve contra a LDU/EQU, o boliviano parecia morto em campo, não ganhou nenhuma jogada. Fatalmente iria perder a vaga para André Lima, Mamute ou até mesmo Lucas Coelho, que despontava bem no Gauchão. Com as chegadas de Vargas, Barcos e Welliton, somadas a recuperação de Kléber, Luxa ganhou opções e deu chances para todos, que deram resposta melhor do que Moreno. Agora, resta a ele treinar para tentar recuperar o seu espaço, ou sair se está insatisfeito. Quero ver é achar um time que pague o que ele ganha por um atleta que joga o que ele joga.
O meia Wágner saiu do Brasil como um dos melhores meias do futebol nacional. Ano passado, era reserva do Fluminense, assim como Rafael Sóbis. O Fluminense e o Corinthians são as melhores equipes do país porque seus treinadores conseguem diminuir a vaidade dos elencos e estimular a concorrência. Douglas sequer é relacionado no Timão e as vezes entra 5 minutos cheio de vontade tentando merecer mais chances. Por que a esmagadora maioria dos atletas se acomoda e quer jogar no carteiraço? Luxa está certo, e quanto mais Moreno falar pior fica a sua situação.

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