domingo, 7 de abril de 2013

Em busca de um lar

Inter abriu as portas para mostrar a reforma do Beira-Rio.
Foto: Divulgação Inter/AG
O Internacional testará a sexta casa em 2013 para a partida contra o Juventude, dia 14. Será a Arena Alviazul, estádio do Lajeadense. O Colorado ainda busca o melhor estádio para sediar os jogos da Copa do Brasil e do Brasileirão. Atlético-MG e Cruzeiro tiveram prejuízos enormes durante as reformas do Mineirão e do Independência, flertando com o Rebaixamento embora tivessem equipes de boa qualidade. Em um campeonato tão equilibrado como o Brasileiro, em que existem pelo menos 11 clubes gigantes do futebol nacional, o fator casa é um diferencial significativo. A ideia inicial de mandar os jogos em Caxias do Sul se mostrou ruim, pelo pouco envolvimento do público, pelo gramado do Centenário, que não é dos melhores, e pela distância de Porto Alegre. Dividir estádio com o rival, ainda mais a recém inaugurada Arena, está completamente fora de cogitação, assim como a grama sintética do Passo D`Areia.

Embora Dunga esteja criando uma equipe competitiva, como demonstrou a vitória sobre o Rio Branco-AC, pela Copa do Brasil, o fator casa pode pesar, e muito, contra o Colorado em 2013. Resta à direção tentar achar o melhor lugar, equilibrando presença de torcida, bom gramado e distância da Capital, para tentar minimizar os efeitos. Nenhum lugar será como o Beira-Rio, mas é fundamental que o time possa se sentir em casa, adaptado ao gramado e a presença do torcedor, para conquistar bons resultados na temporada.

RECUO ESTRATÉGICO

A confirmação de Marco Antônio na vaga de Elano parece um acerto do treinador Luxemburgo. O futebol é competitivo demais para uma equipe atuar com três homens que praticamente não marcam, o que aconteceria se o Tricolor fosse para o jogo no 4-3-3. Além disso, Barcos teria que recuar demais e se desgastaria, sem falar que Zé Roberto apoiaria muito o menos o ataque. Dessa forma, o Grêmio perderia duas importantes jogadas: os avanços de surpresa do camisa 10 e o faro de gol do argentino.

Marco Antônio não é um craque, mas um excelente jogador. Sofre o que aconteceu com Tcheco em vários momentos no Grêmio, uma certa perseguição da torcida, acostumada com atletas de mais força e vivacidade. Marco Antônio, assim como Tcheco, tem um estilo de jogo diferente, mais cadenciado. É um atleta de grupo, que não cria confusão, uma liderança positiva. E dentro de campo é um reserva interessante, mas claro que longe da qualidade e da diferença que Elano e Zé Roberto fazem. Luxemburgo acerta na sua colocação, mexe pouco na estrutura do time e já começa a vencer o duelo com o Fluminense desistindo dos 3 atacantes. Poderia dar certo, claro que sim, mas há um limite entre ousar e ser irresponsável, e Luxa parece ter entendido que o esquema com 3 atacantes dificilmente iria funcionar.

ATÉ QUANDO?

O Flamengo tenta mudar desde a eleição da nova diretoria que assumiu em janeiro deste ano. O treinador Dorival Jr. chegou a ser dispensado por não ter se adequado a nova realidade financeira do clube. Contudo, o início do processo é extremamente tortuoso e dolorido. Os resultados de campo até o momento são péssimos, embora o time tenha vencido o jogo de ida pela Copa do Brasil contra o Remo/PA, no Pará. O grupo de jogadores é fraco, a aposta para o ataque são vários meninos e a diretoria terá que se desdobrar na busca de bons nomes para reforçar o time do técnico Jorginho, recém chegado. Se conseguir suportar esse primeiro momento de turbulência, evitar o Rebaixamento no Brasileirão e formar uma base para a próxima temporada, o Flamengo colherá bons frutos muito em breve. Mas será que a torcida, acostumada às glórias e a jogadores badalados, com grandes salários, irá comprar a ideia de mudança e apoiar o time?

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