segunda-feira, 25 de julho de 2011

Em boas mãos

Por tudo o que aconteceu na Copa América, o título de campeão do torneio ficou em boas mãos com a seleção do Uruguai. Se a Celeste não apresentou um futebol exuberante, é porque esse não é o seu estilo. Dentro do seu padrão de força na marcação, muita bola parada e velocidade nos contra-ataques, os uruguaios foram muito bem. Se classificaram em segundo no grupo que pode ser considerado o mais difícil, eliminaram os donos da casa e deixaram claro pelo placar da final a sua superioridade frente aos paraguaios, que chegaram por acidente às finais.

Óscar Tabarez começou a competição utilizando Lodeiro e Cavani como meias. Não deu certo. E o técnico mudou para duas linhas de 4, com dois meias abertos, auxiliando os laterais e marcando tanto quanto atacavam. Álvaro Pereira e Cristian Rodriguez se revezaram na meia esquerda, enquanto Álvaro González foi soberano pela direita; Arévalo e Diego Pérez eram os marcadores. Na defesa, Maxi Pereira, Lugano, Coates (Victorino/Scotti) e Cáceres (Álvaro Pereira). No gol, Muslera não falhou e ainda fez uma partida memorável contra a Argentina, enquanto na frente Forlán e Suárez foram competentes, mesmo sem estarem na melhor forma.

ELIMINATÓRIAS

Como o Brasil será sede da Copa do Mundo em 2014, não participará das eliminatórias, o que abre mais uma vaga. Com isso, serão 9 seleções lutando por 4 vagas diretas e uma por repescagem. Argentina, Chile e Uruguai se encontram, hoje, em um nível superior e são favoritos; o Paraguai seria uma quarta força isolada, seguido pela Colômbia; Equador, Peru e Venezuela estão no mesmo patamar, com o detalhe de que o futebol equatoriano está em declínio, enquanto peruanos e venezuelanos estão em franca ascensão; a Bolívia segue como a "baba" do futebol do continente.

As eliminatórias são longas, é verdade, muito diferentes da Copa América. Peru e Venezuela foram as grandes surpresas da competição, mostrando evolução tática e maior poder de marcação. Os peruanos ainda têm dois atletas acima da média, de nível internacional: o meia/lateral Vargas (Fiorentina/ITA) e o centroavante Guerrero (Hamburgo/ALE). Se continuarem mostrando o futebol que apresentaram na Argentina, vão incomodar. Com a bolinha que jogou, o Paraguai corre riscos de ficar de fora da próxima Copa, ou de ter que disputar a repescagem.

Um comentário:

  1. ou o Paraguai é uma força isolada ou ele ta no mesmo patamar dos outros 4 la! Venezuela? teve um campeonato atípico n acha? acha que vai repetir nas eliminatórias? duvido... paraguai tem como crescer ainda, mas venezuela, bolivia e equador ou são historicamento mto ruins e estão em declínio....

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