O futebol Sul-Americano está descontrolado. Nas quartas de finais da Copa América, todos os "favoritos" perderam. Colômbia, Argentina, Brasil e Chile, por razões diferentes, foram eliminados, respectivamente, por Peru, Uruguai, Paraguai e Venezuela.
Antes da Copa América começar, só um louco apostaria nessas semifinais: Peru x Uruguai e Paraguai x Venezuela. Se as quedas de Brasil e Argentina foram para a terceira e quarta forças do continente, o que não dá para se chamar de zebra, não se pode dizer o mesmo de Peru e Venezuela. Mais surpreendente ainda é a evolução técnica e tática que essas equipes apresentaram. Se algo pode ser além do inesperado é o fato de que os peruanos jogam sem Farfan e Cláudio Pizarro, dois dos quatro melhores jogadores do país.
Com tantos resultados malucos alguém ainda se arriscaria a apostar em algo nessa Copa América? Se por um lado Brasil e Argentina já vinham cambaleantes e caíram somente nos pênaltis e ainda para Paraguai e Uruguai, respectivamente, o Chile fez boa Copa do Mundo e jogava o melhor futebol nos gramados argentinos. Como explicar? Uruguai e Paraguai estiveram na última Copa na África do Sul. Por isso seriam os "favoritos"? Ninguém sabe o que vai acontecer, mas é bom não duvidar de nada, pois a bruxa está solta nos gramados Sul-Americanos.
Lições da derrota
Ironicamente, o Brasil fez a sua melhor partida na Copa América, talvez até sob o comando de Mano Menezes. Não correu riscos atrás, criou jogadas pelos dois lados, a maioria dos atletas foi muito bem individualmente... Como explicar a pane que a equipe sofreu nos pênaltis? A desculpa de André Santos de que a marca da cal estava comprometida não serve, uma vez que os paraguaios bateram as penalidades do mesmo lugar e converteram duas em três. Elano está perdoado, uma vez que foi o primeiro, mas Thiago Silva, Fred e André bateram muito mal, essa é a verdade, pura e simples.
A Seleção deve sair de cabeça erguida dessa derrota. Ao contrário da partidas contra a Venezuela na primeira fase, a equipe mostrou que pode jogar com 3 atacantes. Se o quarteto ofensivo ainda pode ser muito melhor, a defesa foi quase perfeita. Faltou um homem gol, já que Pato ainda não se encontrou a camisa 9 da Seleção e tem desperdiçado muitas chances, além, é claro, de um pouco mais de calma e precisão nas penalidades. Mas se a equipe de Mano entrou muito mal na Copa América, ao menos saiu deixando uma boa impressão, de que evoluiu e está no caminho certo para 2014.
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