quarta-feira, 13 de julho de 2011

Brasil x Equador: se perder, cai?

Nesta quarta-feira o Brasil enfrenta o Equador pela última rodada da fase de grupos da Copa América 2011, disputada na Argentina. A vitória garante a seleção Canarinho na próxima fase; em caso de empate, o Brasil precisará olhar para o resultado da partida entre Paraguai e Venezuela, que ocorrerá antes; se perder, a seleção brasileira está eliminada.

Apesar dos tropeços, Argentina e Uruguai, favoritos juntamente com o Brasil, se classificaram e se enfrentarão já nas quartas de final (é o único confronto definido até o momento). Mas ambas as seleções passaram em segundo, sendo que a Colômbia foi a líder no grupo A, o mesmo dos anfitriões, e o Chile ficou em primeiro no grupo C, o da Celeste Olímpica.

A Seleção Brasileira jogou muito pouco até agora. Contra a Venezuela, se não foi brilhante, ao menos não correu riscos atrás. O mesmo não se pode dizer da partida contra o Paraguai, onde ficou claro que a equipe de Mano está com problemas nas laterais e na saída de bola, tendo entregue um gol num lance bobo em que a bola estava dominada pela defesa. O técnico precisa mudar: Daniel Alves e André Santos estão muito abaixo; Maicon e Adriano poderiam ser testados. Neymar e Pato também estão mal. Talvez fosse o caso de entrar com Elano ou Elias no meio-campo, ajudando Lucas e Ramires na marcação, deixando Jádson e Ganso na armação de jogadas para o centroavante Fred. O que interessa ao Brasil, no momento, é ganhar. Se tiver que mudar e descaracterizar a equipe, que isso seja feito. O projeto de arrumar a equipe para a Copa de 2014 pode esperar um pouco, porque se a Seleção cair na primeira fase da Copa América, Mano correrá sério risco de demissão.

A dificuldade da Seleção era esperada. O Brasil está recomeçando praticamente do zero. Apesar de ter mantidos alguns atletas, o técnico é diferente e a filosofia de jogo é completamente oposta. Saiu a competitividade extrema de Dunga e entrou o futebol faceiro, para encantar. A equipe foi de um 4-3-1-2, com 3 volantes e Kaká correndo no meio, para um 4-3-3 com 2 volantes e um meia técnico, Ganso. É muita mudança e seria previsível que o resultado não viesse logo nas primeiras partidas com esse novo esquema. O problema é que a "paciência" da imprensa já acabou, e as críticas têm vindo pesadas a Mano e seus comandados. Consequentemente, o torcedor também está bastante insatisfeito, e a pressão sobre Ricardo Teixeira deve estar grande. Como o presidente da CBF não é confiável, Mano sabe que está com a corda no pescoço e nesta quarta-feira encara um dos maiores desafios da carreira, valendo, quem sabe, a continuidade no cargo de técnico da seleção.

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