
Nesta terça-feira iniciou a fase de grupos da UEFA Champions League 2010/11. Destaque para o show de Lionel Messi (foto), autor de dois gols nos 5 a 1 do Barça sobre os gregos do Panathinaikos, no Camp Nou. Quem gosta de futebol não pode deixar de sentar e assistir aos jogos do Barcelona. Realmente, é um espetáculo, no sentido mais literal da palavra. Os outros dois "grandes" que estrearam apenas empataram: a Inter de Milão, atual campeã, ficou no 2 a 2 com o Twente, na Holanda, e o Manchester United não saiu do zero contra o Rangers, da Escócia, em casa. (assista aos gols da partida em http://www.youtube.com/watch?v=vPHQ0UNqym8)
Sou um fã confesso do futebol europeu. Não é por uma questão de ter melhores ou piores jogadores, muito menos uma disputa entre países desenvolvidos e subdesenvolvidos. Valorizo o futebol nacional, que tem muitos pontos positivos e alguns negativos, mas a organização e o profissionalismo que imperam no Velho Continente deveriam servir de exemplo ao futebol do resto do mundo. Na Liga dos Campeões, não tocam hinos de países ou estados; toca o hino da competição (que tem uma melodia muito legal, diga-se de passagem). A pontualidade é marca registrada: os jogos começam (praticamente) no mesmo horário e os 15 minutos de intervalo são respeitados. Os estádios estão, rigorosamente todos eles, lotados. É uma festa para aquela que é, de longe, a melhor e mais empolgante competição entre clubes.
A atitude da torcida europeia é outra coisa muito interessante. Sem puxa-saquismos, mas acho que vale uma reflexão: Valência, do Manchester United, que está longe de ser uma unanimidade na equipe (sequer é titular), se machucou de forma séria. Após ser atendido, saiu de campo imobilizado na maca e aplaudido de pé pelo torcedor. Quando vimos isso no Brasil? Se formos a um estádio, boa parte da torcida sequer sabe o nome da maioria dos atletas. Porque no Brasil já nascemos com uma espécie de obrigação de gostar de futebol e torcer para algum time (geralmente, o do nosso pai). Lá, as pessoas realmente amam seus clubes, sabem bastante sobre os jogadores e a história da instituição. Não é uma crítica aos torcedores brasileiros: em grande parte, essa questão do desconhecimento sobre quem forma o plantel da equipe é culpa dos clubes, que muitas vezes reformulam os elencos quase por completo a cada final de temporada. Os técnicos por aqui têm contrato, às vezes, de meses, enquanto lá temos exemplos de treinadores com mais de 10 anos no mesmo clube. Não precisamos ser iguais e nem devemos nos sentir piores do que os outros: mas uma maior profissionalização do esporte como um todo (clubes, arbitragens, imprensa e torcida) faria um bem enorme e acabaria com discussões e dúvidas de caráter dos árbitros, jogadores, dirigentes...
Com relação as partidas: o futebol feio e sem ambição mais uma vez foi castigado. O Panathinaikos foi até Barcelona para ser um expectador de luxo: assistiu de dentro do campo a magia do Barça. O engraçado é que os gregos até saíram na frente, no único chute que deram na primeira etapa. Mas logo depois Messi começou a mudar a história da partida e comandou a vitória catalã. 5 a 1 foi pouco. Na outra partida do grupo, o Copenhaguen, da Dinamarca, derrotou, em casa, o Rubin Kazan, da Rússia, por 1 a 0 e larga em vantagem na disputa pela segunda vaga. Considerando o Barcelona como o primeiro, a briga pelo segundo lugar promete ser equilibrada.
Em Old Traford, Sir Alex Ferguson escalou um time praticamente todo reserva para enfrentar o Rangers. Os escoceses apresentaram um futebol tão covarde e sem ambição quanto o Panathinaikos, mas que deu resultado contra um adversário pouco inspirado e mal escalado. Enquanto isso, na Turquia, o atual campeão nacional Bursaspor levou de 4 a 0 do Valência, que perdeu os Davids, Villa e Silva, mas parece ter achado dois bons substitutos: Timo Costa e Aduriz. Ambos marcaram na goleada.
Pelo grupo A, dois empates por 2 a 2: Twente e Inter de Milão, na Holanda, e Werder Bremem e Tottenham, na Alemanha. A Inter deve ficar alerta, pois, além de ser mirada naturalmente por ser a atual campeã, trocou de técnico e ainda não acertou a sua equipe. No grupo, não existem bobos. Se os italianos vacilarem ficarão de fora da próxima fase. Já o Tottenham conquistou um grande resultado em um, teoricamente, confronto direto pela segunda vaga. O empate fora de casa contra o Werder deve ser comemorado.
Luisão fez um lindo gol na vitória do Benfica sobre o Hapoel, de Israel. Com o 2 a 0, os portugueses assumem a liderança do grupo B, já que na outra partida do grupo o Lyon recebeu e venceu o Schalke 04, da Alemanha, pelo placar mínimo. Os dois favoritos estreiaram em casa e com vitória e largam na frente na disputa pelas duas vagas à próxima fase.
Na quarta-feira mais oito jogos movimentam a 1ª rodada, com destaque para Real Madrid x Ajax e Milan x Auxerre, ambos válidos pelo grupo G, e também para Bayern de Munique x Roma e Arsenal x Braga, que têm tudo para serem duelos bastante interessantes.
Mais uma vez, Neymar
Pela enésima vez desde que surgiu para o futebol, há quase dois anos, Neymar é notícia por assuntos que não a sua qualidade, mas, sim, as suas manhas. Acompanhei o jogo entre Ceará e Santos e confesso que não vi nenhuma maldade por parte dos atletas cearenses. O que vi foi o camisa 11 santista atrapalhando a equipe: quando ela perdia, ao invés de tentar ajudar os seus companheiros, preferiu protagonizar disputas pessoais com os marcadores. Ora, por favor, argumentem que ele é jovem, é verdade, mas puxem a orelha e parem de passar a mão na cabeça. Neymar chegou ao ponto de parar a bola quase no meio-campo e tentar dar uma carretilha no adversário, só para mostrar que pode. Isso não é futebol arte, é molecagem, falta de profissionalismo. O zagueiro cearense não caiu na provocação e saiu jogando. No dia seguinte, o que acontece: Neymar é convidado para ir ao Bem, Amigos. Dorival Jr. tem me decepcionado, pois fica alisando o ego e defendendo seu jogador. Se ninguém cortar, ele vai continuar fazendo o que quer. Pelo bem do jogador, parem de justificar tudo o que ele faz e cobrem uma postura mais correta.
Não é pegadinha
O Internacional acertou com o zagueiro Rodrigo, dispensado pelo Grêmio. O atleta não pode mais jogar o Brasileirão, pois excedeu o número mínimo de seis partidas. Ficará jogando pelo Inter B e poderá participar do Mundial de Clubes no fim do ano. Por essa ninguém esperava. O que será que pretendem os dirigentes Colorados?
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