O Corinthians fez um grande jogo. Apesar de começar perdendo, em lance de mérito do adversário, com Júnior colocando a bola no ângulo, o Alvinegro do Parque São Jorge soube rodar a bola e criar as jogadas. Deu gosto de ver uma equipe tabelando, sendo agressiva com a bola. É isso que todos deveriam tentar fazer: jogar com velocidade, de forma vertical, na direção do gol. Jucilei e Paulinho (que substituiu Elias) são volantes que fazem bem o elemento surpresa vindo de trás, o que um bom segundo volante deve saber fazer; Jorge Henrique e Bruno César partem em diagonal da ponta para o meio; os laterais (Alessandro e Rober
to Carlos) apoiam ora pelo flanco, ora pelo meio, como legítimos criadores; e Iarley (foto) se movimenta com extrema inteligência. Aliás, o ótimo e experiente atacante parece estar chegando a melhor forma, perto dos tempos de Internacional e Goiás.Quanto ao Esmeraldino, Jorginho precisará de um milagre. O elenco é fraco (e, como eu já disse anteriormente, as equipes estão definidas, pois não há mais de onde tirar contratações) e ainda por cima está muito mal fisicamente (também já havia falado sobre o preparo físico dos clubes; nesta semana, o novo preparador do clube goiano disse que os jogadores estão atuando com 50% da capacidade física e QUINTUPLICOU os trabalhos de musculação). Complicado o momento para o futebol de Goiás; se bem que o Vila Nova deu uma boa reagida na Série B. Quem sabe os rivais não se encontram por lá na próxima temporada?
Jonas salva o Tricolor no final
No Engenhão, empate em 2 a 2 entre Botafogo e Grêmio. Renato Gaúcho, que havia elogiado demais Joel Santana quando o Botafogo enfrentou o Inter em Porto Alegre no último final de semana, resolveu dar uma ajuda ao "Tio Janjão" e escalou Gílson como titular mais uma vez. O lateral-esquerdo, recém chegado do Paraná Clube, já mostrou que não sabe jogar no meio-campo contra o Atlético-PR, mas parece contar com a simpatia de Renato. O curioso é que mesmo assim nenhuma das jogadas de perigo do Fogão aconteceu pelo seu lado, mas sim pelo lado direito, onde Vilson sai excessivamente da área para cobrir alguém ou seja lá pelo que for e deixa um espaço enorme no miolo de zaga. Basta reparar no segundo gol dos cariocas, marcado por Herrera, que o camisa 3 do Grêmio está lá na linha lateral enquanto Gabriel é quem tenta correr atrás do argentino antes de ele marcar o gol. Fora isso, os lances de perigo com Maicossuel, Marcelo Cordeiro e Renato Cajá têm origem sempre por esse lado. Por que? Porque o meio de campo gremista é aberto demais. Renato Gaúcho tenta fazer um losango com Rochemback centralizado, dois meias/volantes abertos (Adílson e Gilson), além de um meia armador/atacante (Souza). O problema é que ou os meias/volantes não marcam (casos de Souza e Gílson, apesar de o primeiro ter atuado na função geralmente exercida por Douglas e na partida de hoje não ter responsabilidade de marcar tanto) ou o jogador está perdido, porque não está acostumado a jogar assim (caso de Adílson). O fato é que essa formação já se mostrou equivocada contra Atlético-PR e Guarani, apesar dos resultados positivos (empate na Arena da Baixada e vitória no Olímpico). A boa notícia para os gremistas é que Fábio Santos foi para o banco e finalmente o Grêmio acertou uma bola parada, cobrada por Lúcio.
O Botafogo fez jus ao que eu havia escrito anteriormente. Apesar da boa colocação na tabela, o time não empolga e muito menos dá pinta de que vai longe. Como uma equipe pode desperdiçar um resultado favorável de 2 a 0 construído em cima de uma equipe que vem mal na competição e sem confiança, ainda por cima atuando em casa? Pergunte a Joel Santana. Quando o Tricolor gaúcho descontou, Joel retirou um volante (Fahel) e colocou um atacante (Caio). A ideia foi tentar dar velocidade à equipe, que era sufocada desde o primeiro tempo e jogava no contra-ataque. Mas quem deveria ter saído era um dos atacantes, Herrera ou Loco Abreu, para que Caio entrasse na frente. O que o tio Janjão fez? Abriu o meio-de-campo e enfraqueceu também a sua bola aérea, tirando um volante alto e forte e colocando um ataque baixo e rápido. Os gols do Grêmio foram como: um chute da entrada da área, onde o volante Fahel deveria estar (claro que o gol poderia sair mesmo assim), e uma cabeçada.
Ceará 0 x 2 Vasco
No Castelão, PC Gusmão voltou a vencer depois de três jogos. Apesar de ser repetitivo, é interessante: o treinador vascaíno segue invicto, tendo comandado alguma equipe em todas as 18 rodadas (o Vasco tem um jogo a menos). É um dado louvável para o ex-técnico do Ceará, equipe da qual ele tirou a invencibilidade em Fortaleza. Zé Roberto e Filipe Bastos fizeram os gols.
SÉRIE B
Neste sábado, houve o complemento da última rodada do primeiro turno da Série B. O Figueirense empatou com o Paraná, fora de casa, e garantiu o título simbólico da primeira metade do campeonato. A Ponte Preta, em uma arrancada incrível, vencendo 8 dos últimos 9 jogos, vem logo atrás com um ponto a menos (36 contra 35 pontos). Completam o G-4: Coritiba (33) e Bahia (31). Seguem na briga: Naútico (31), América-MG (30), Guaratinguetá (30), Portuguesa (28) e São Caetano (28). O Sport, que brigou no início do campeonato na parte de baixo da tabela, subiu de produção com Geninho como técnico e já é o 10º, com 27 pontos (nos últimos 8 jogos, são 4 vitórias e 4 empates).
Detalhe curioso é que os destaques da ascensão de alguns clubes da Série B são refugos da Série A:
Na Ponte Preta, Ivo, meia-atacante ex-Juventude e Palmeiras, e William, centroavante ex-Santos, Avaí e Grêmio, são os principais jogadores da equipe. Bruno Collaço, lateral-esquerdo ex-Grêmio, também é uma das importantes peças do time comandado por Jorginho, ex-Palmeiras e Goiás.
No Sport, Marcelinho Paraíba é o camisa 10 e juntamente com o artilheiro da Segundona, Ciro, vem conduzindo os pernambucanos à recuperação.
Em Santa Catarina, Reinaldo, ex-Botafogo, Flamengo e São Paulo, tem feito uma bela parceria com Willian, ex-Atlético-PR, no ataque do Figueirense, o melhor da competição até aqui.
No Coritiba de Ney Franco, Rafinha, ex-Grêmio e São Paulo, conta com a companhia de Marcos Aurélio, ex-Santos e Atlético-PR, para fazer os gols do Coxa. A eles somou-se o volante Léo Gago, recém desligado do Vasco, e que já fez gol em sua estreia na semana passada.
E no Duque de Caxias, que acumula 4 vitórias, 2 empates e apenas uma derrota nas últimas 7 rodadas e ocupou a Zona de Rebaixamento durante muito tempo, os destaques são André Luís e Somália, dois atacantes com passagens frustradas pelo Grêmio, (Somália foi ainda vice-campeão da Libertadores com o Fluminense em 2008).
Esses casos servem para mostrar que só porque um jogador não deu certo em determinado time ele não sirva para o futebol. Assim como temos casos de jogadores que estão sempre em bons times e nunca fizeram por merecer. Exemplos:
Fábio Santos, lateral-esquerdo do Grêmio, limitadíssimo e com passagens pelo futebol europeu e campeão da Libertadores pelo São Paulo;
Beletti, lateral-direito/meia do Fluminense, que jogou em clubes como Barcelona (onde até fez o gol do título da Liga dos Campeões em 2005/06) e Chelsea (equipe em que era preterido até por Paulo Ferreira, jogador português de uma deficiência incrível, mas que serve inclusive a Seleção de seu país). Ah, vale lembrar também que Beletti foi campeão mundial com a Seleção Brasileira em 2002; e
o mais espantoso de todos os casos, o goleiro Doni, da Roma, que teve passagens conturbadas por Juventude e Corinthians e, de repente, estava na Itália defendendo as cores romanistas. E que ainda foi a Copa do Mundo, naquele que talvez tenha sido o maior de todos os erros cometidos por Dunga, apesar de não ter influenciado no resultado decisivo. Não é a toa que a comunidade do orkut "Empresário do goleiro Doni" tenha tantos seguidores. Esse merece!
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