domingo, 23 de março de 2014

Messi: esperança argentina na Copa

Foto: Globoesporte/Agência AP
O duelo Real Madri x Barcelona neste domingo pelo campeonato espanhol foi um jogo emocionante, sem dúvida. O placar de 4 a 3 para a equipe catalã deixa isso claro, embora a partida tenha ficado abaixo do que as duas equipes podem apresentar. Por se tratar de um superclássico, assim como um Gre-Nal, o nervosismo e o medo de errar atrapalham demais. Dessa forma, o duelo tático fica prejudicado, a qualidade de organização e troca de passes das equipes fica debilitada, e a emoção e a vontade se sobressaem, além, é claro, da qualidade. E nesta partida ficou provado mais uma vez: Messi é o melhor jogador do mundo, vai se tornar uma lenda assim como Pelé e Maradona, talvez até maior em títulos e gols.

Isso porque sem ter feito uma das suas melhores partidas ele comandou o time do Barça na reação após estar por duas vezes atrás do placar. Logo no começo, o argentino deu lindo passe para Iniesta, outro monstro em campo, abrir o placar. Em duas jogadas bem parecidas, Di María cruzou e Benzema marcou duas vezes, virando para o Real. Após um bate-rebate que começou com passe de Messi para Neymar, a bola sobrou dentro da área para o camisa 10 argentino empatar o jogo.

Na volta do intervalo, Cristiano Ronaldo tentou atrair a atenção e fez jogada individual para cima de Daniel Alves, sendo derrubado fora da área, mas ganhando um pênalti, que o próprio português converteu. E quando a noite parecia do Real, Messi surgiu e acabou com a festa. Após um passe sensacional para Neymar entrar em diagonal, o brasileiro foi levemente deslocado por Sérgio Ramos quando sai cara a cara com o goleiro; pênalti, cartão vermelho para Ramos e gol de Messi. Logo depois, Xabi Alonso e Carvajal fizeram um sanduíche de Iniesta dentro da área: mais um pênalti e o terceiro gol de Messi.

O Barça de Tata Martino é uma equipe confusa, embora tenha os mesmos jogadores dos últimos anos. O time parece mal treinado, sem saber o que fazer com a bola. Xavi está burocrático, Neymar vive de lampejos, mas Iniesta e, principalmente, Messi são jogadores de outro nível. E através deles é que o Barça segue vivo na temporada. E mais: graças ao camisa 10 argentino é que a seleção de Alejandro Sabella não pode ser tirada do grupo de favoritas ao título da Copa do Mundo.

Assista os gols aqui.

A origem das leis brasileiras

Por Diego Ferreira Pheula



Ao completar um ano a tragédia ocorrida na boate Kiss, em Santa Maria (RS), foi veiculada a notícia de que a lei nacional prometida por deputados federais para unificar as normas de segurança contra incêndios em todo o país ainda não havia sido votada, o que, além de gerar um sentimento de revolta e de insegurança na sociedade, faz surgir uma pergunta ainda sem resposta: por que, no Brasil, as leis são elaboradas apenas quando ocorre alguma catástrofe?

O exemplo acima citado não é o único, podendo ser lembrada a Lei Maria da Penha (Lei 11.340), promulgada em 2006, a qual ganhou este nome em homenagem à Maria da Penha Maia Fernandes, que, por vinte anos, lutou para ver seu agressor preso, tendo sofrido a primeira tentativa de assassinato de seu ex-marido em 1983, quando levou um tiro nas costas enquanto dormia, ficando paraplégica. Na segunda tentativa, o agressor a empurrou da cadeira de rodas e tentou eletrocutá-la no chuveiro. Após 23 anos da primeira agressão e de aparecer Maria, já de cadeira de rodas, no Jornal Nacional, finalmente foi votada e promulgada a lei, sendo permitida a violência doméstica contra a mulher até então, apesar de isto ter ocorrido durante décadas em nosso país.

Outra lei feita nos mesmos moldes foi a Lei dos Crimes Hediondos (Lei 8.072), promulgada em 1990, a qual deveria abranger os crimes mais graves previstos em lei, tendo esta nascido a partir do sequestro do empresário paulista Abílio Diniz, em 11 de dezembro de 1989, Em 1994, a autora de novelas da Rede Globo, Glória Perez, motivada pelo assassinato de sua filha, Daniela Perez, liderou um projeto de iniciativa popular de lei, colhendo mais de 1 milhão de assinaturas, o que resultou na Lei 8.930, a qual alterou a LCH, transformando o homicídio qualificado em crime hediondo. Ainda, um projeto de lei de 2013, já aprovado pelo Senado Federal, pretende tornar os crimes de corrupção como hediondos, destacando-se que tal PL só foi elaborado após o julgamento do caso Mensalão, o qual teve ampla cobertura midiática.

Além disso, pode ser mencionada a Lei 12.720, promulgada em 2012, a qual acrescentou o art. 288-A ao Código Penal, introduzindo nesta legislação o crime de constituição de milícia privada, tendo nascido tal lei após a CPI das Milícias, no Rio de Janeiro, que apurou a participação de agentes da Segurança Pública (Policiais Militares e Civis, Bombeiros, etc.) em crimes cometidos em favelas e comunidades de baixa de renda, montando, para tanto, uma espécie de quadrilha armada (milícia), situação retratada no filme Tropa de Elite 2, o que motivou a aceleração da tramitação da votação da lei.

Diante de tudo isso, é possível concluir que a lei brasileira, em regra, nasce de necessidades fortuitas e passageiras ou de situações momentâneas, muitas vezes elaborada no calor dos acontecimentos, logo após a ocorrência de alguma tragédia ou de um fato isolado, nunca fruto de estudos minuciosos e nunca elaborada por um frio legislador, capaz de enxergar os problemas futuros da sociedade e, a partir daí, transformar a resolução destes problemas ainda não surgidos em lei. A lei é instrumento importante para corrigir as distorções da sociedade, sendo banalizada, no entanto, no Brasil nas últimas décadas, sempre apresentada como salvadora da pátria, como se fosse a única alternativa para resolver alguma mazela social. Por conta disso, quando algum problema não consegue ser solvido em curto prazo, os cidadãos já apontam a lei como falha e passam a exigir a sua mudança, criando, assim, um ciclo vicioso, não compreendendo que nem sempre o problema é a lei, mas, sim, a sua efetiva aplicação ou a ausência de medidas que possam complementá-la.

O ideal é que a lei seja voltada para o futuro, para resolver os problemas ainda não surgidos na sociedade, devendo fazer parte das políticas adotadas pelos governantes em conjunto com outras que possam ser eficazes, não podendo as mazelas sociais serem solvidas tão somente pela lei, sob pena de banalizá-las.
 
Para que isso ocorra, é necessário que o eleitor, isto é, o cidadão brasileiro, informe-se acerca do candidato a ser votado no momento da eleição, procurando eleger aquele que se preocupa com a evolução da sociedade, que se preocupa com a construção de um futuro próspero, que se empenha na promulgação de leis que possam solucionar os seculares problemas do nosso país, que, mesmo sendo relativamente jovem, já deveria estar em uma situação melhor, do ponto de vista social, educacional, econômico, etc., se tivesse legisladores mais preocupados com o bem estar social, e não com seus próprios interesses. Com a evolução da sociedade brasileira, a qual passa por profundas transformações, espera-se um comportamento mais ativo e técnico do eleitor brasileiro, para que isso se reflita em um novo perfil do político brasileiro, o qual deverá ser um visionário, um legislador capaz de enxergar a sociedade daqui a 50, 100 anos, que não pense só na eleição seguinte, deixando de elaborar leis casuísticas e voltadas para o passado, que procure construir um futuro melhor.

quinta-feira, 20 de março de 2014

A volta da vingança privada

* Por Diego Ferreira Pheula

Os recentes casos em que cidadãos organizaram uma espécie de julgamento privado de suspeitos de cometerem crimes causaram inúmeras manifestações de pessoas defensoras de direitos humanos, tendo algumas destas afirmado que a idéia da justiça com as próprias mãos não passa de pura barbárie. Afinal, por que, no Brasil, parece estar havendo a volta da vingança privada?

Para citar um dos tantos casos ocorridos, cabe destacar o acontecido no dia 26 de fevereiro deste ano, no Rio de Janeiro, em que um menor de 17 anos, suspeito de ter furtado um telefone celular, teve os pés e as mãos amarrados a um poste por pedestres que teriam presenciado o delito. Houve, ainda, inúmeras situações idênticas a este, inclusive com violência ao suposto criminoso, não se sabendo, até o presente momento, a razão pela qual levou cidadãos a praticarem a chamada justiça com as próprias mãos.

A antiga Lei de Talião (“olho por olho, dente por dente”), vigente durante a Idade Média, foi um dos grandes marcos da vingança privada, garantindo à pessoa agredida ou prejudicada o direito de retaliar o prejuízo sofrido, podendo, inclusive, matar outra pessoa, caso fosse correspondente à violência sofrida. Com o final da vingança privada e o início da intervenção do Estado nos litígios entre as pessoas, a apuração de crimes e sua autoria passou a ser assunto afeito ao Poder Judiciário, consubstanciada na figura de um juiz, o qual é responsável pela colheita das provas, oportunizando à parte acusatória (que hoje é centrada no Ministério Público) e à defesa o direito de se manifestarem e postularem provas, produzidas com o intuito de reunir elementos probatórios e decidir se um acusado é culpado ou não do cometimento de um crime.

O atual estado de justiça privada pode ser reflexo da falta de confiança da população nas instituições que deveriam apurar os crimes e punir os seus responsáveis (Polícia, Ministério Público e Poder Judiciário), as quais têm se mostrado ineficientes no combate ao crime, falhando na tarefa de estabelecer o equilíbrio dentro da sociedade e de evitar o cometimento de novos crimes, tendo como exemplo o caso de uma Juíza da Comarca de Porto Alegre/RS, que revogou as prisões provisórias de 31 réus, alguns de alta periculosidade e com acusações de homicídio doloso, quadrilha ou bando, tráfico ilícito de drogas e receptação. Outro exemplo do descrédito da justiça brasileira é o caso do Mensalão, em que os acusados, políticos renomados do Congresso Nacional, foram absolvidos do crime de quadrilha, mesmo havendo provas nos autos de que agiram de forma conjunta, em conluio, com o fito de desviar dinheiro público.
Por esses motivos, a justiça brasileira caiu em desgraça perante a sua população e “autorizou”, de certa forma, a tal justiça privada, a qual não tem limites, considerando que não há fiscalização, isto é, os cidadãos têm feito o que bem entendem com os acusados de delitos, desde amarrá-los em postes até espancamentos, sendo o linchamento uma das próximas medidas a serem tomadas pelos novos justiceiros. Cada vez mais tem ficado nítida a insatisfação da sociedade com a impunidade, não mais tolerando que delinqüentes pratiquem delitos e saíam ilesos, sem sequer serem investigados pela polícia.

Para que a justiça privada seja expurgada da sociedade brasileira, é necessário que as autoridades públicas (polícia, MP e Poder Judiciário) retomem o comando dos processos criminais e busquem fazer justiça, punindo os criminosos de acordo com os delitos praticados, trazendo mais equilíbrio nas relações sociais. Se isso não ocorrer, a vingança privada se intensificará e ficará cada vez mais difícil controlar uma sociedade sedenta por justiça e intolerante com o crime, a qual não mais suporta a impunidade, crescente em nossa sociedade.

quarta-feira, 5 de março de 2014

Brasil goleia, mas não é testado

A quarta-feira foi a última data reservada pela FIFA para amistosos entre as seleções. Dependendo do grau de necessidade, alguns países enfrentaram confrontos mais equilibrados ou mais tranquilos. O Brasil optou por um adversário mais fácil, a África do Sul, que sequer virá ao Mundial. O time de Felipão jogou com seriedade e chegou tranquilamente a uma goleada por 5 a 0, gols de Neymar (3), Fernandinho e Oscar. Serviu para poucas análises e mais como um treino para o duelo com Camarões pela fase de grupos do Mundial, já que o futebol praticado no continente africano é parecido, na visão da comissão técnica brasileira.

O grupo de Felipão para a Copa não deve apresentar grandes novidades. Júlio César e Jefferson estão garantidos como goleiros, restando apenas o terceiro nome. Daniel Alves e Marcelo serão titulares nas laterais, enquanto Maicon e Rafinha brigam pela reserva na direita, e Maxwell se encaminha para ser o substituto na esquerda. A defesa contará certamente com Thiago Silva, David Luiz e Dante, restando um nome, que pode ser Dedé. No meio, Luiz Gustavo, Paulinho e Ramires estão perto da Copa, enquanto Fernandinho estreou marcando um golaço e se credenciando a brigar pela vaga com Hernanes. No meio, além dos prováveis titulares Oscar, Hulk e Neymar, devem ser chamados Bernard, Willian e mais um nome, que pode ser Robinho ou Kaká, ou até mesmo a grande surpresa na lista de Felipão, se ela vier. Na frente, tudo se encaminha para Fred e Jô disputarem a vaga de camisa 9. Claro, tudo vai depender das lesões. Se algum jogador se machucar e for cortado, certamente o treinador brasileiro já deve ter os nomes para as posições. Em pouco tempo no comando da equipe, Felipão montou seu time e seu grupo, e o Brasil, ao que tudo indica, deve chegar sem turbulências e sem novidades ao Mundial.

EUROPEUS ARRISCAM EM TESTES FORTES

Espanha x Itália, França x Holanda e Alemanha x Chile bem que poderiam ser jogos interessantes de mata-mata em uma Copa do Mundo. Nessa quarta-feira, apesar da turbulência que um resultado ruim poderia causar há 3 meses do Mundial, essas 6 equipes se enfrentaram. A Espanha venceu, 1 a 0, gol de Pedro. A partida serviu para a estreia de Diego Costa e para mostrar que a Itália ainda tem muitas dificuldades. Hoje, Brasil e Espanha estão um passo a frente dos rivais, e entram como favoritos contra quem quer que seja. A França dá sinais de melhora, mas ainda é muito irregular. Venceu bem a Holanda, 2 a 0, mas não está claro o tamanho do estrago que a seleção de Didier Deschamps pode fazer. Já a Alemanha fez um segundo tempo muito ruim contra o Chile. Venceu por 1 a 0, mas deixou uma péssima impressão. Apesar de Bayern de Munique e Borussia Dortmund seguirem fortes no cenário continental, muitos jogadores passam por um momento ruim e o treinador Joachim Low não está encontrando soluções para os problemas técnicos e de lesão.

terça-feira, 4 de março de 2014

Craques do futebol, ruins de consciência

Por Diego Ferreira Pheula

As declarações de Pelé, o qual afirmou que as pessoas deveriam esquecer as manifestações ocorridas no Brasil e apoiar a Seleção Brasileira de Futebol, e de Ronaldo Nazário, que disse que não se faz Copa do Mundo com hospitais, mas, sim, com estádios, refletem a imagem do jogador de futebol no Brasil construída há décadas, isto é, a de que o talento futebolístico não é proporcional à consciência de que se deveria ter, seja no âmbito sócio-econômico, seja no âmbito político. Afinal, por que o jogador de futebol brasileiro é tão alienado?

Não há dúvida quanto ao talento de Pele e de Ronaldo, os quais tiveram exitosas carreiras. O Rei do Futebol, por exemplo, foi o primeiro jogador a marcar mais de mil gols, além de ter conquistado três Copas do Mundo (1958, 1962 e 1970), tendo marcado época no lendário time do Santos da década de 1960. Ronaldo, por sua vez, é o maior goleador em Copas do Mundo, com 15 gols, tendo conquistado as Copas de 1994 e de 2002, sendo, ainda, o artilheiro da de 2002 (8 gols), além de ter atuado pelos principais clubes da Europa, como Real Madrid, Barcelona, Internazionale de Milão e Milan. Por tudo isso, fica difícil acreditar que jogadores tão renomados sejam tão inconscientes quanto às questões não relacionadas ao esporte.

A alienação do futebolista brasileiro pode ser explicada por uma singela razão: a falta de educação, a educação que foi programada para não haver, impedindo o cidadão brasileiro de melhorar sua vida e de elevar sua condição social através do conhecimento. Diferentemente de outros países, como nos Estados Unidos, onde o esporte está atrelado ao ensino escolar, em que os atletas recebem bolsas de estudos para praticar esportes, o futebol é utilizado, no Brasil, por indivíduos pertencentes às classes de baixa de renda como forma de “ascensão social”, com o único intuito de enriquecerem rapidamente, sem, no entanto, adquirirem a educação que deveriam possuir, como conhecimentos básicos de matemática e de língua portuguesa, por exemplo, além de outros temas mais complexos, como economia e política.

A ausência de esclarecimento dos atletas brasileiros se reflete em movimentos esporádicos e elitistas, como o Bom Senso FC, o qual foi organizado por jogadores que, em sua maioria, recebem altíssimos salários, e que atuam em grandes clubes da Série A do futebol brasileiro, tendo tal movimento se limitado a reivindicar, dentre outros pleitos, a redução do número de jogos. Em contrapartida, nunca se viu destes mesmos jogadores palavras de protesto contra os dirigentes da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que constantemente estão envolvidos em casos de corrupção, tendo como exemplo recente o ex-presidente da entidade, Ricardo Teixeira, o qual foi obrigado a se afastar da CBF e do Comitê Organizador da Copa de 2014 após acusação de que teria aceitado suborno de uma empresa que prestava serviços de marketing para a FIFA. Em outras modalidades esportivas, atletas já se posicionaram politicamente diante de casos de corrupção, como os judocas brasileiros, os quais se opuseram à gestão da família Mamede, ocupante por mais de 30 anos da Confederação Brasileira de Judô (CBJ).

A alienação dos citados ex-atletas, contudo, não os impediu de auferirem enormes lucros com o futebol, principalmente após o término de suas carreiras. Pele e Ronaldo são bem sucedidos empresários do futebol, ganhando milhões em negócios envolvendo atletas de várias modalidades, além de participarem da organização da Copa do Mundo no Brasil, cuidando apenas de seus próprios interesses particulares. É evidente que os mencionados atletas poderiam ter “emprestado” suas imagens para questões mais relevantes e para beneficiar inúmeras pessoas, mas isso dependeria de uma consciência sócio-econômica e política que eles não possuem, justamente por serem filhos da educação deficiente no Brasil, algo a ser melhorado nas próximas décadas.


Atletas como Sócrates, ex-jogador do Corinthians e da Seleção, formado em Medicina, militante ativo no movimento das Diretas Já contra a ditadura militar, são exemplos de formação educacional, com ética e cultura, que exortam os demais jovens jogadores a buscar não só a fama e o dinheiro que o futebol proporciona, mas também uma educação esquecida pelo nosso país, algo que pode levar atletas oriundos das camadas sociais mais baixas a ter consciência, um esclarecimento sobre assuntos relevantes da sociedade. A frase dita por Romário há alguns anos, a de que “Pele calado é um poeta”, aplica-se novamente, tanto ao Rei quanto a Ronaldo, motivo pelo qual se espera que suas infelizes declarações sejam não a perpetuação da alienação dos atletas brasileiros, mas, sim, o marco de uma nova realidade: a do jogador de futebol com consciência.