quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

O que esperar do futebol brasileiro em 2014?

As equipes brasileiras começam a se reapresentar para o começo das atividades da temporada 2014. Após um período com poucas movimentações e praticamente sem negócios arrojados, a receita dos clubes parece ser a manutenção dos elencos e a contratação de reforços pontuais. Além disso, a aposta também é na mudança de técnicos. Dos 20 clubes previstos para a Série A de 2014 (isso se for mantido o resultado de rebaixamento da Portuguesa e de permanência do Fluminense), 12 trocaram de treinador. Alguns por necessidade, como o Atlético-MG (perdeu Cuca para o dinheiro chinês), outros por motivos pouco claros, como o Atlético-PR (não renovou com Vágner Mancini mesmo após a grande campanha do técnico) e muitos pelo baixo desempenho dos antigos "professores". Em relação aos atletas, as trocas são bem mais modestas. Vejamos abaixo o que o torcedor pode esperar, num primeiro momento, do futebol nacional em 2014.

COPA DO MUNDO: QUEM PARA O BRASIL?

Foto: Albari Rosa/Gazeta do Povo
Após a conquista da Copa das Confederações, a seleção de Felipão ganhou moral para a disputa. Mas o título também trouxe um ponto negativo: o resgaste de atuações em nível competitivo abriu o olho dos adversários novamente para a equipe. Ainda assim, o cenário é de águas calmas até o começo do Mundial. Felipão tem tempo para decidir os seus convocados e deve estar comemorando a transferência de Neymar para o Barcelona/ESP. O principal jogador brasileiro dos últimos anos está finalmente amadurecendo em aspectos que ainda deixava a desejar. Com ele em alto nível, a seleção é forte candidata ao título, até porque entre as demais seleções nenhuma vêm empolgando tanto a ponto de colocar medo nos brasileiros.

LIBERTADORES: MINEIROS LARGAM COMO FAVORITOS

Foto: Agência EFE/Fox Sports
O Brasil detém os 4 últimos títulos da Libertadores e em 2014 apresenta como principais candidatos à conquista os mineiros do Cruzeiro e do Atlético-MG. Os dois melhores times do País têm boas condições de elenco, fizeram temporada em alto nível e mantiverem suas principais estrelas. O Galo tentará um bicampeonato, algo bastante difícil, mas possível, uma vez que o clube já conhece o atalho para o título. Apesar da perda de Cuca, a manutenção de Ronaldinho se equivale a uma grande contratação. Já a Raposa tentará desbancar o rival do trono e levar o caneco. Correndo por fora estão Grêmio e Flamengo, que entram direto na fase de grupos, mas apresentam elencos bem mais limitados do que os mineiros e muitas dificuldades financeiras. Os gremistas ainda podem perder seus principais jogadores, como Rhodolpho, Bressan, Souza e Zé Roberto, enquanto o Rubro-Negro carioca deve ficar sem Elias e talvez sem o goleador Hernane, que teria proposta do Oriente Médio. Em situação mais delicada estão Atlético-PR e Botafogo, que ainda terão que disputar a Pré-Libertadores. O Furacão não renovou com Vágner Mancini (por opção do presidente Petraglia), já perdeu Éverton e Paulo Baier, e deve ainda ficar sem Léo e Éderson; reforços importantes não chegaram ainda ao CT do Caju. Já o Alvinegro da Estrela Solitária tenta com poucos recursos reforçar o time e manter o craque Seedorf. Por enquanto, não teve grandes perdas no elenco, mas também só apresentou Jorge Wágner como reforço considerável, além de uma série de apostas.

BRASILEIRÃO: A VOLTA DO FANTASMA DO TAPETÃO?

Foto: presidente da Lusa em 2013, Manuel da Lupa
acompanhou julgamento que rebaixou o clube.
Foto: Gazeta Press/ESPN
O ano pode ser de dor de cabeça para os amantes do futebol. Após anos de estabilidade, o perigo do tapetão volta a rondar o esporte mais popular do País. Uma série de lambanças (da CBF, da Portuguesa, do STJD, enfim, de todos os envolvidos) acabou resultando no rebaixamento da Lusa e na permanência do Fluminense. Especula-se que o campeonato terá 24 times em 2014, o que seria um absurdo ainda maior, pois esculhambaria completamente com os resultados de campo. Até mesmo o Náutico, de campanha medíocre no certame, ganharia sua vaga novamente de brinde. Simples assim. Tudo em nome da política e do desejo de agradar aos mais poderosos e não se incomodar. Esperamos que o Bom Senso aperte o cerco neste ano e toque o terror na alta cúpula da CBF, que ainda está bastante confortável na sua posição, mesmo após as demonstrações de união dos atletas e dos protestos acompanhados pelo País, dentro e fora do campo.

Com relação aos clubes, ainda é bastante cedo para falar, mas em virtude da contenção de gastos e dos nomes que chegaram até agora pode-se esperar mais uma vez um campeonato equilibrado e com baixo nível técnico. Santos, Corinthians, Inter e Fluminense realizaram mudanças importantes que podem melhorar as atuações e os resultados das equipes, que deixaram a desejar na temporada. O Peixe trouxe Oswaldo de Oliveira e tenta montar um bom ataque, o que mais fez falta na última temporada. O Timão trouxe Mano de volta e aposta no renascimento de Alexandre Pato. O Colorado também recorreu a um velho conhecido, Abel Braga, para tentar ajeitar as coisas. Com ele vieram alguns reforços, especialmente jogadores para a defesa, como os zagueiros Paulão e Ernando. E o Flu trouxe Renato Gaúcho, de boa campanha com o Grêmio no último ano, além de ter contratado um dos atletas mais cobiçados do mercado, o atacante Wálter.

Nenhum comentário:

Postar um comentário