Flamengo e Atlético-PR disputarão a final da Copa do Brasil 2013. O jogo de ida acontece no dia 20/11, no Durival de Brito, com a grande decisão ficando para 27/11 no Maracanã. Duas equipes de trajetórias bastante distintas nessa temporada: o Rubro-Negro carioca cresceu apenas há poucos jogos sob o comando de Jayme de Almeida; até então, fazia temporada ruim e inclusive chegou a ficar perto da Zona de Rebaixamento no Brasileirão. Já o Furacão paranaense inovou: não participou do Estadual com a equipe principal, mas com um time sub-23. Enquanto isso, o elenco principal realizou uma extensa pré-temporada, inclusive com viagens e jogos no Exterior. Foi crescendo ao longo da temporada, atingiu maturidade para se manter no G-4 do Brasileirão e chegar à final da CB.
Para Grêmio e Goiás, os eliminados, resta tentar uma vaga na próxima Libertadores via Brasileirão. Para isso, além de fazerem a sua parte é interessante que torçam para que um clube do país não vença a Sul-Americana, o que diminuiria uma vaga do G-4. Além disso, se o Atlético-PR ficar à frente deles no nacional, mas for campeão da CB, abre-se uma vaga a mais via Brasileirão.
DOMÍNIO INCOMPETENTE
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| Foto: Gustavo Granata/Agif/Gazeta Press |
No jogo desta quarta à noite, na Arena, faltou o gol, como disseram o técnico Renato e a maioria dos jogadores. A torcida fez a sua parte: lotou o estádio mesmo com os ingressos caros postos à venda. Incentivou, jogou junto até o apito final do árbitro. Renato também fez o seu papel: equilibrou a equipe com Zé Roberto no meio, embora o camisa 10 não tenha feito um grande jogo. Como a equipe tinha dificuldades na armação, colocou primeiro Elano em campo no lugar de Riveros, para depois lançar mão de mais atacantes, Vargas e Yuri Mamute, terminando a partida no 4-2-4. Apesar da pouca criatividade, o Grêmio conseguiu diversos lances de gol, os mais claros nos pés de Barcos. O camisa 9, capitão da equipe, é o retrato do ataque Tricolor: inoperante. Briga com os zagueiros, se esforça e até consegue a vitória pessoal, mas não faz o gol.
O Atlético-PR foi um adversário duro, claro, se fechou muito bem, mas a equipe paranaense não fez uma partida maravilhosa defensivamente. Pelo contrário. O goleiro Wéverton foi um dos nomes do jogo ao lado do volante Deivid, incansável na marcação aos meias e atacantes gaúchos. E assim, com méritos, principalmente por ter conseguido fazer o dever de casa vencendo no PR, mas também com uma grande ajuda do rival, incompetente para marcar os gols necessários apesar das chances criadas, o Furacão se garantiu na primeira final de CB da sua história.
FINAL DE FESTA
Grêmio e Inter vão terminando mais uma temporada de forma melancólica. Mais do que não ganharem títulos ou chegarem às finais dos principais campeonatos, as atuações da Dupla deixam muito a desejar. O Tricolor foi um pouco melhor, isso porque teve boa organização defensiva durante quase toda temporada. Já o Colorado sofreu com a sua defesa, desorganizada e lenta. No ataque, Grêmio e Inter também são opostos: enquanto o Tricolor tem muitos problemas, o Colorado conseguiu um bom rendimento em quase toda temporada, tendo uma queda de produção com a chegada de Clemer, quando a equipe passou a atuar de forma mais equilibrada e a sofrer menos gols.
No Brasileiro, o Inter não tem mais chances de Libertadores, mas também não vai cair. Com uma vitória contra o Botafogo, neste final de semana, o Colorado afasta de vez qualquer fantasma e poderá terminar o campeonato tranquilo, sem a pressão de uma disputa contra o Rebaixamento. É importante aproveitar essas últimas rodadas e começar a preparar a próxima temporada. Escolher logo um técnico, colocar pra jogar quem deve ser aproveitado ano que vem, casos de Otávio e Caio e dos zagueiros Jackson e Alan, e retirar do time atletas que não devem continuar, como Índio e Kléber.
Ao Grêmio, ainda resta a chance de Libertadores. Mas para isso, o time de Renato precisará melhorar muito. O Cruzeiro já tem uma das vagas; as outras três (que podem virar duas se o SP vencer a Sul-Americana) estão entre Atlético-PR, Grêmio, Botafogo e Goiás. Outras equipes como Vitória e São Paulo precisariam de uma sequência muito boa para alcançarem a pontuação do 5o colocado, o que a essa altura do campeonato é pouco provável. Dos quatro principais candidatos, Grêmio e Botafogo estão em curva descendente, enquanto Atlético-PR e Goiás cresceram ao longo do ano. O cenário ideal para essas equipes seria o título da CB pelo Furacão e nenhum brasileiro sendo campeão da Sul-Americana. Assim, todos (Atlético-PR, Grêmio, Botafogo e Goiás) poderiam se juntar a Cruzeiro e Atlético-MG na próxima Libertadores. Mas como o SP já foi campeão da Sul-Americana e cresceu na temporada sob o comando de Muricy Ramalho, é bom que o time de Renato se garanta pelo menos entre os primeiros do nacional. Ou o risco de a temporada ser ainda mais frustrante será gigantesco.

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