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| Foto: Getty/ESPN Brasil |
O bom futebol esteve em falta nessa quarta-feira durante a final da Copa do Brasil. Como na partida de ida, jogo sofrível, com muitos erros e dominado pelo nervosismo dos dois times. No fim das contas, o título do Flamengo foi justificado pela equipe ter conseguido jogar quase tudo o que sabe e também por ter eliminado o grande favorito, o Cruzeiro, ainda nas oitavas de final. O Atlético-PR se mostrou muito mais time ao longo de todo o ano, mas seus atletas parecem ter sentido a decisão. O Furacão foi minguando até se tornar um sopro, não conseguindo impor o seu futebol de muita velocidade e finalizações certeiras. O placar de 2 a 0 da partida no Maracanã veio para coroar individualmente os dois melhores do Rubro-Negro carioca em 2013: Elias e Hernane. O primeiro gol, já no fim da partida, representou uma enorme pá de cal nas esperanças do torcedor paranaense. Com o gol sofrido, o CAP precisava empatar para levar o jogo aos pênaltis. Mas realmente não era o dia do time de Vágner Mancini. Totalmente batido em campo, sofreu o segundo, coroando a artilharia de Hernane na Copa do Brasil com 8 gols.
Por falar em gol, o chutaço de Amaral empatando o jogo de ida pode ter sido decisivo para o título do Flamengo. Ali, o Atlético-PR levou um grande susto, se perdeu na partida e desperdiçou a chance de abrir vantagem em casa. Pior: "deu" o placar de 0 a 0 para o time carioca. No duelo do Maracanã, o Furacão até começou se impondo. Mas não conseguiu jogar nem perto do futebol que o levou à final da CB e à vice-liderança do Brasileirão. Já o time de Jayme de Almeida foi organizado, se defendeu bem e ainda conseguiu apresentar as suas armas ofensivas, que não são lá grande coisa, mas apareceram. Ao contrário do poderio do CAP, superior como equipe num conjunto de fatores, mas que não mostrou seu potencial.
Um ponto que talvez traga mais justiça ao título do Flamengo é que os cariocas eliminaram o Cruzeiro. Como se viu ao longo de toda a temporada, a Raposa é um dos poucos times equilibrados do Brasil, que se defende com competência e ataca também com qualidade. O time carioca se defende razoavelmente bem e explora a velocidade para surpreender os adversários. Para o Brasileirão foi pouco, também levando em consideração os problemas que a equipe teve durante o ano. Mas para a CB foi mais do que suficiente.
MACACA HISTÓRICA
"No futebol são 11 contra 11". Uma das maiores obviedades do futebol saltou aos olhos na semifinal da Copa Sul-Americana entre Ponte Preta e São Paulo. Amplo favorito, o Tricolor do Morumbi se recuperou em grande estilo no Brasileirão após a chegada de Muricy Ramalho e conseguiu duas classificações contra times tradicionais na Sul-Americana. Já a Ponte continuou cambaleante no Brasileiro, mas foi se afirmando na competição continental. O SP fez jogo duro e se negou a atuar na partida de volta no Moisés Lucarelli. Pronto. Foi a questão chave que definiu a gana dos dois times em chegar à final. A partir dessa discussão idiota, a Ponte jogou ainda mais com a faca entre os dentes e atropelou o São Paulo em disposição no Morumbi. Incrível como esse time de Jorginho deu liga na Sul-Americana. Na partida de volta, apesar da pressão (que também já havia sido suportada no primeiro jogo), a Macaca ainda saiu na frente. E o empate dos são-paulinos não foi suficiente para a classificação.
Agora, o time de Campinas avança para encarar Lanús/ARG ou Libertad/PAR na final. Se vencer, será um sonho, algo inacreditável para uma equipe rebaixada no Brasileirão. E irá repetir o Palmeiras de 2013, disputando a Libertadores e a Série B. E se perder já terá feito história e ainda assim o torcedor terá do que se orgulhar nessa louca temporada, em que a equipe foi bem no Paulista e na Sul-Americana, mas deve ser rebaixada para a Série B.





