Nesta semana foram definidos os quatro classificados às semifinais da Copa do Brasil. Atlético-PR, Flamengo, Goiás e Grêmio foram os eleitos, uns com mais tranquilidade, outros com menos. Embora cariocas e gaúchos tenham mais camisa, mais tradição e mais história na CB, os goianos vivem o melhor momento na temporada e os paranaenses talvez tenham o time mais perigoso. Competição em aberto, sem favoritos, pois os prós e contras das equipes acabam se anulando. Promessa de bons jogos e muito equilíbrio, o que vai acabar decidindo os jogos no detalhe e premiando principalmente aqueles que conseguirem um melhor resultado dentro de casa.
Por esse ponto de vista, Atlético-PR e Goiás têm partidas extremamente decisivas no dia 30, pois jogam em casa contra Grêmio e Flamengo, respectivamente. Os duelos da volta estão marcados para a semana seguinte em 6/11. Sabendo da enorme força de gaúchos e cariocas como mandantes, paranaenses e goianos precisam não somente fazer a tarefa de casa, mas precisam fazê-la bem. Vencer é o primeiro objetivo e se não levar gols aí então os dois terão uma boa vantagem; contudo não dá para se iludir. Grêmio e Flamengo têm se mostrado competitivos e não irão entregar os pontos facilmente.
ATLÉTICO-PR x GRÊMIO
Ida: Durival de Brito, 30/10
Volta: Arena, 06/11
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| Mesmo sendo fundamental em 2013, Baier não deve ter o contrato renovado e pode se despedir dos gramados. Foto: Geraldo Bubniak/FotoArena |
O Furacão empolgou com uma arrancada incrível no primeiro turno, que estabilizou a equipe no G-4. O time comandado por Vágner Mancini se mantém entre os quatro primeiros desde a 16a rodada do campeonato Brasileiro. Na Copa do Brasil, deixou os gigantes Palmeiras e Internacional pelo caminho mostrando força e competitividade. Contra os paulistas, derrota no primeiro jogo, em SP, e grande virada na volta com um sonoro 3 a 0. Contra os gaúchos, empate por 1 a 1 no primeiro jogo, no RS, e atuação "com o regulamento embaixo do braço" no jogo da volta para garantir a classificação. A grande dúvida sobre o Atlético-PR era se o time não seria um "cavalo paraguaio", o que a equipe já mostrou que não é. Talvez entre os quatro semifinalistas o Furacão tenha o time mais equilibrado e perigoso. O ataque perdeu força com a queda de rendimento de Éderson, mas ainda tem Marcelo e Paulo Baier inspirados. O problema da equipe podem ser os desfalques, já que o grupo atleticano é mais limitado do que os outros quatro semifinalistas. O time-base de Mancini no 4-3-1-2 vem jogando com Wéverton; Léo, Manoel, Luiz Alberto e Pedro Botelho; Deivid, João Paulo, Éverton e Paulo Baier; Marcelo e Éderson. A equipe joga com os atacantes bem abertos, é muito forte pela esquerda com o meia Éverton mais avançado e tem o toque de classe de Paulo Baier como diferencial.
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| Elano hoje é reserva, mas pode ganhar chance com a suspensão do trio ofensivo para o jogo de ida das semifinais. Foto: Lucas Uebel/Grêmio |
Já o Grêmio chegou a ensaiar uma briga pelo título em alguns momentos do campeonato Brasileiro. Mas como o Cruzeiro não perdia nunca, a equipe continuou longe do líder. Quando a Raposa tropeçou perdendo 3 dos últimos 4 jogos, o Tricolor também vacilou e não conseguiu diminuir muito a diferença, atualmente de 9 pontos. Na Copa do Brasil, o time passou raspando por Santos e Corinthians. Contra o Peixe, fazia bom jogo na Vila Belmiro até sofrer um gol no fim. A virada, na Arena, foi dura para um time que tem como principal característica bloquear os avanços adversários. Os duelos com o Corinthians foram ainda mais complicados. Com duas boas defesas, os ataques sofreram. Na partida em São Paulo, 0 a 0 com praticamente nenhuma chance de gol. Na volta, Vargas teve duas grandes oportunidades, mas desperdiçou os lances e a partida foi para os pênaltis. Nas cobranças brilhou a estrela de Dida e a péssima temporada corinthiana cobrou seu preço na ridícula cobrança de Alexandre Pato. Renato hoje deve mandar a campo como time-base no 4-3-3: Dida; Pará, Werley (Bressan), Rhodolfo e Alex Telles; Souza, Ramiro e Riveros; Vargas, Kléber e Barcos. A equipe tem como principal característica a solidez defensiva e a correria. Ofensivamente, atenção com os lançamentos para os atacantes e a chegada surpresa do paraguaio Riveros.
GOIÁS x FLAMENGO
Ida: Serra Dourada, 30/10
Volta: Maracanã, 06/11
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| Wálter tem 12 gols no Brasileiro e 5 na CB. Foto: Carlos Costa/Agência Estado |
O Goiás vive o melhor momento entre os quatro semifinalistas. A equipe cresceu muito de produção e hoje já não depende mais tanto de Wálter, embora o camisa 18 ainda seja o grande diferencial do time montado por Enderson Moreira. Nos últimos 4 jogos pelo campeonato Brasileiro, o Esmeraldino obteve 100% de aproveitamento, incluindo vitórias fora de casa contra a Portuguesa, que vinha embalada, e o Vasco, que luta contra o Rebaixamento. Na CB, o time impôs uma freguesia carioca, deixando pelo caminho Fluminense e Vasco. Embora tivesse menos tradição, o bom momento do Esmeraldino contra a fase ruim de tricolores e alvinegros fez a diferença para o Goiás, que venceu seus jogos em casa, mas foi derrotado fora, garantindo a classificação pelo saldo de gols. Enderson tem mandado a campo no 4-2-3-1: Renan; Vítor, Ernando, Rodrigo e William Matheus; Amaral, David, Hugo, Eduardo Sasha e Roni; Wálter. O time tem uma defesa bastante sólida com uma dupla de zaga com boa experiência e volantes marcadores. A bola aérea também é muito forte, além da velocidade no contra-ataque e da qualidade de Wálter. O ponto negativo é justamente o seu maior ponto positivo: Wálter. O camisa 18 está desgastado, sentiu uma lesão contra o Vasco e pode virar dúvida para os próximos jogos.
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| Hernane "Brocador" tirou onda após marcar o seu terceiro gol no clássico contra o Botafogo. Foto: Alexandre Cassiano/Agência O Globo |
O Flamengo se reencontrou sob o comando de Jayme de Almeida. Ele deu ao time o que Mano Menezes não conseguiu: vibração e agressividade com a bola. Os 11 titulares são praticamente os mesmos, inclusive o contestado Carlos Eduardo, mas a diferença de atitude é gigantesca. Mesmo assim, o time vive uma gangorra no Brasileirão. Embora tenha se afastado do Z-4, o que já é um alívio para a torcida, a equipe nunca empolgou a ponto de se candidatar ao G-4. Na Copa do Brasil, o Rubro-Negro foi quem enfrentou os rivais mais duros: Cruzeiro e Botafogo. O primeiro já era o líder do Brasileiro à época dos confrontos pelas oitavas de final. Na partida de ida, em MG, tudo poderia ter ido por água abaixo, mas um gol de Carlos Eduardo manteve a equipe viva para a volta, quando Elias, atuando no sacrifício, anotou o gol da classificação. Na fase seguinte o rival era o Botafogo: na ida, 1 a 1. E na volta, em uma atuação luxuosa do centroavante Hernane, goleada por 4 a 0, com direito a 3 gols do camisa 9, o artilheiro do Maracanã na fase pós-reforma. Jayme tem escalado como base no 4-2-3-1 Felipe; Léo Moura, Chicão, Wallace e João Paulo; Amaral, Elias, André Santos, Paulinho e Carlos Eduardo; Hernane. O grande trunfo da equipe são as jogadas de Elias e André Santos no meio para a velocidade de Paulinho. A grande fase de Hernane exige atenção máxima dos zagueiros adversários. Os pontos fracos são o grupo limitado de atletas e a defesa, especialmente a dupla de zaga, que não inspira muita confiança.




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