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| Foto: Divulgação Cruzeiro/Espn.com.br |
As duas derrotas em sequência do Cruzeiro (para o São Paulo no meio de semana e no clássico contra o Atlético-MG neste domingo) poderiam indicar a volta de alguma emoção na disputa do título brasileiro. Mas acredito que tenham sido apenas dois vacilos do líder; primeiro, por conta dos adversários. Embora em má temporada, o SP é um clube grande, acostumado a títulos e decisões. Ao contrário da Portuguesa, por exemplo, que levou de 4 a 0 sem jogar tão pior que os mineiros, o Tricolor do Morumbi conseguiu segurar o ímpeto da Raposa no primeiro tempo (contando com a sorte também, vale ressaltar) e achou dois gols do meio para o fim do jogo, dificultando uma reação. Nesse domingo, o adversário do time de Marcelo Oliveira (foto) era ainda mais perigoso: o o Atlético-MG, grande rival e atual campeão da Libertadores. O segundo ponto pelo qual acredito que o campeonato segue decidido é a forma do Cruzeiro jogar: a Raposa não fez partidas desastrosas, irreconhecíveis, simplesmente perdeu porque em algum momento os times perdem. E os mineiros realmente impressionavam por isso, pois parecia que nunca iriam perder. Mostraram apenas que são normais, embora continuem disparados os melhores do campeonato.
Além disso, a sequência ruim do Botafogo (que antes de conseguir as duas vitórias seguidas nessa semana vinha de 5 jogos sem vencer) e principalmente os dois últimos tropeços do Grêmio mantiveram a Raposa longe, 10 pontos a frente de cariocas e gaúchos. Com isso, embora a dúvida comece a pairar sobre o "supertime" do Cruzeiro e a confiança dos atletas se abale um pouco, ainda assim imagino que só algo muito extraordinário pode tirar a taça da Raposa. Ainda bem que o futebol é uma gigantesca "caixinha" de surpresas e até que o título não esteja confirmado matematicamente ninguém pode dar o campeonato como decidido para os mineiros.
O "SE" NA DISPUTA POR VAGA À LIBERTADORES
O meio da tabela continua bastante embolado com o sobe-e-desce das equipes. E a briga pela Libertadores ganha uma outra cor com a má participação dos times brasileiros na Sul-Americana (somente a Ponte Preta venceu seu jogo de ida nas oitavas - confira a tabela aqui) e a chance de alguma equipe do atual G-4 (Botafogo, Grêmio ou Atlético-PR) conquistar a Copa do Brasil. Isso porque se nenhum brasileiro vencer a Sul-Americana e se um dos três citados ganhasse a CB e o Atlético-MG terminasse em quinto (atual colocação do Galo, já garantido na Libertadores por ser o atual campeão), abre-se a oportunidade para que o SEXTO colocado do Brasileirão participe da maior competição de clubes do continente. E nesse caso a pontuação para o "G-6" diminui consideravelmente, colocando até mesmo atuais candidatos ao Rebaixamento com chances de garantir vaga na Libertadores. Ao final da 28a rodada, a diferença do Vitória (6o colocado, 40 pontos) e o primeiro time fora do Z-4, o Coritiba (16o, 34 pontos), é de míseros 6 pontos! E com a gangorra sendo uma das marcas do campeonato, não é difícil imaginar um candidato ao Z-4 arrancando na tabela e conquistando uma antes impensável classificação ao torneio continental.
"FICA RICO, FICA POBRE..."
Para os times que brigam pelo Rebaixamento, cada rodada representa uma emoção diferente. A torcida do Vasco, por exemplo: após a vitória no clássico contra o Fluminense no meio de semana, viu a equipe ser derrotada para o Criciúma nesse domingo, rival direto contra o descenso. Com isso, a reação para deixar o Z-4 já é interrompida e novamente posta em dúvida. Por outro lado, o Tigre, que já estava começando a ser dado como morto junto com Ponte Preta e Náutico, engata duas grandes vitórias (já havia vencido o Grêmio no meio de semana) e recupera o fôlego para brigar até o fim. É isso, como a fala do personagem de Matheus Nachtergale no filme "O auto da compadecida": é dura essa agonia de fica rico, fica pobre... (veja a cena aqui)

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