quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Voo para a final

O Flamengo deu um grande passo rumo à final da Copa do Brasil. Jogando no Serra Dourada, o time comandado por Jayme de Almeida derrotou o Goiás, 2 a 1, na partida de ida das semifinais da Copa do Brasil. No outro duelo, o Atlético-PR venceu o Grêmio, 1 a 0. As partidas de volta - no Maracanã e na Arena - acontecem na próxima quarta-feira, dia 06/11.

Foto: Rafaella Felicciano/Ag. Estado
O Rubro-Negro carioca se favoreceu do bom momento da equipe na temporada e da ausência de Wálter, a principal estrela do Esmeraldino. Com alguns jogadores em grande fase, como Paulinho e Hernane, o Urubu o voou uma boa parte do percurso para chegar à final da CB. Contou ainda para o triunfo os erros individuais de alguns jogadores experientes do time da casa: no primeiro gol, o zagueiro Rodrigo, que faz boa temporada, foi ingênuo ao dar o bote em Paulinho, que driblou o camisa 3 e abriu o placar. No segundo gol, a cobrança de falta do zagueiro Chicão (foto) foi no canto onde estava o goleiro Renan, que não conseguiu fazer a defesa. Para a partida de volta, o Esmeraldino vai precisar estar muito inspirado, contar com uma atuação diferenciada de Wálter e torcer ainda para que o Flamengo não esteja no seu dia. Parece muito difícil, e é, mas o melhor do futebol são as surpresas que ele proporciona.

LIÇÃO DE CASA

Foto: Cleber Yamaguchi/Ag. Eleven/Gazeta Press
No Durival de Brito, o Atlético-PR se aproveitou da inoperância ofensiva do Grêmio para vencer. Foi um jogo bastante disputado, até com certa movimentação nas áreas, mas praticamente sem chances de gols para as equipes. O Furacão teve as melhores oportunidades no primeiro tempo: o gol de Delattorre, antecipando o zagueiro e cabeceando sem chances para Dida; e um chute cruzado de Éverton que o goleiro gremista salvou com a ponta dos dedos. Já o Tricolor gaúcho teve a sua única chance no segundo tempo, quando Elano tentou cabecear uma bola que veio muito baixa e poderia ser chutada. Fora isso, para o estilo de jogo da equipe, a dupla de ataque Yuri e Lucas Coelho não favoreceu os companheiros. Jogando no erro do adversário e com muita ligação direta, os avantes gremistas não conseguiram reter a bola como fazem os titulares Kléber, Vargas e Barcos.

Apesar de ter vencido e não sofrer gol em casa, a vantagem do Atlético-PR neste momento é realmente mínima. Isso porque o time já perdeu para o Grêmio na Arena, 1 a 0, em partida disputada recentemente no começo de outubro. A pressão será grande, Renato terá a volta de seus atacantes que se não estão em grande fase, inegavelmente têm mais qualidade do que os meninos que atuaram no PR. Se optar por só se defender, o Furacão pode pagar o pato, com o perdão do trocadilho.

SUL-AMERICANA

O São Paulo venceu o Atlético Nacional/COL no Morumbi, 3 a 2, pela partida de ida das quartas de final da Copa Sul-Americana. Resultado ruim por conta dos 2 gols sofridos em casa. A pressão no jogo de volta será enorme, e mesmo que os colombianos saiam atrás no marcador um 2 a 1 já é suficiente para a classificação. O lado positivo é a lembrança da fase anterior, quando o Tricolor paulista empatou em casa com a Universidade Católica/CHI e venceu fora por 4 a 3.

Hoje, a Ponte Preta entra em campo contra o Vélez Sarsfield/ARG no Moisés Lucarelli pela partida de ida das quartas de final. Será um jogo bem curioso de acompanhar entre uma equipe do interior do país e que faz campanha ruim no Brasileirão contra um dos gigantes do futebol argentino. Legal foi ver a matéria que o Vélez fez em seu site (confira matéria do globoesporte aqui e a original no site do Vélez aqui) para apresentar o adversário aos seus torcedores: mostrou respeito pela história da equipe e não desmereceu a Macaca por se tratar de um time pouco conhecido no continente Sul-Americano.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Inferno carioca

Foto: Paulo Sérgio/Lance!Press
Atual campeão brasileiro, o Fluminense se complicou muito após a derrota para o Vitória, em casa, na última rodada. Ao lado do Vasco, os dois são os principais candidatos à última vaga que se apresenta para a Série B. Isso o porque o Náutico já caiu, enquanto Ponte Preta e Criciúma se apresentam com muita pompa de rebaixados. Assim, a última vaga hoje está entre os cariocas Flu e Vasco, e o Bahia. A sorte do atual campeão brasileiro é que Vasco e Bahia também tropeçaram na rodada. O Cruzmaltino inclusive perdeu para um rival direto, a Ponte, e voltou a dar esperanças ao time de Campinas. Apesar da péssima fase de todos esses times, acho que uma das vagas está se oferecendo aos cariocas. O Vasco tem um time muito ruim, desde o início do campeonato já era apontado como candidato ao descenso. Melhorou com Dorival Jr. e até achei que o time poderia surpreender no returno, mas a reação era fogo de palha e o desespero pelo Rebaixamento recente parece deixar o ambiente ainda mais tenso entre torcida e jogadores. Mas o Flu também fez a sua parte para estar onde está. Após uma temporada ruim, Abel Braga foi demitido quando a equipe não conseguia reagir. E veio Luxemburgo, que já demonstrou nos últimos anos que não sabe como lidar com a pressão do Rebaixamento. Se o Flu tivesse contratado Celso Roth, por exemplo, já estaria livre do perigo há algum tempo. O time não é tão ruim, mas uniram um ano em que as coisas não iam dar ao certo ao técnico errado na hora errada.

"ACIDENTE DE PERCURSO"

O vexame gremista, goleado por 4 a 0 pelo Coritiba, não deve influenciar no duelo de quarta-feira pela Copa do Brasil. Pelo contrário, serve como um alerta para a euforia que poderia ter sido criada após a eliminação do Corinthians na CB. Valeu para lembrar das limitações do time e para deixar um recado claro à direção: falta grupo. Adriano é esforçado, mas é jogador para a Série B, no máximo. Matheus Biteco está perdido. Pará não consegue acertar um cruzamento com a bola rolando, sem falar no lance da expulsão. E Renato Gaúcho ainda usou a estratégia errada: se não vai ter os 3 atacantes na CB, por que já não testou o time para quarta? Poderia ter entrado no 3-5-2, com Saimon no lugar de Barcos, desgastado fisicamente. O argentino está fora da partida no meio de semana, mas mesmo assim poderia ser poupado, pois ainda existem jogos importantes a serem jogados no restante da temporada. Além disso, ao levar o 2 a 0 estava claro que o Grêmio se perdeu completamente em campo, mas Renato não mexeu. Nem no intervalo o treinador fez substituições, sequer corrigiu o posicionamento da equipe, que continuou entregue e poderia ter levado uma goleada histórica se o Coxa estivesse em melhor fase.

QUANDO A FASE NÃO É BOA...

Não pude assistir ao jogo Inter x São Paulo, mas deu pra ver pelos comentários que o Colorado não jogou tão mal, pelo contrário, detalhes fizeram com que o placar terminasse 3 a 2 para o Tricolor paulista. Lances principalmente em que a arbitragem falhou. Acontece. Quando a fase não é boa, nada ajuda. O São Paulo já sofreu com essa falta de sorte também, mas hoje vive outro momento. Mesmo com desfalques, conseguiu fazer 4 a 3 na Universidad Católica/CHI e avançar na Copa Sul-Americana. No domingo, com uma ajudinha da arbitragem e três gols de Aloísio, conquistou importante vitória no Brasileiro. Vai garantindo um final de ano mais tranquilo pelas bandas de Cotía.

CLÁSSICO CA-JU NA SÉRIE C 2014

Está confirmada a participação de Juventude e Caxias na Série C do ano que vem. O time Grená lutava pelo acesso à Série B, mas foi eliminada pelo bom time da Luverdense/MT. Como a Série C é regionalizada, provavelmente haverá clássico Ca-Ju pela 3a Divisão Nacional no ano que vem. O Ju, aliás, além de já ter garantido o acesso, agora luta pelo título da Série D. Na partida de ida, neste domingo, na Arena do Grêmio (o time perdeu mandos de campo), 2 a 1 para o Ju em cima do Botafogo-PB. A equipe agora joga pelo empate no duelo da volta, no próximo domingo, no estádio Almeidão, em João Pessoa.

BRIGA ACIRRADA PELO ACESSO NA SÉRIE B

O Palmeiras confirmou a volta à elite do futebol brasileiro nesse final de semana. Sem brilho, a equipe empatou em 0 a 0 com o São Caetano, que luta para não cair. Mesmo confirmando o acesso, o time foi vaiado pela fraca atuação. E o alerta que veio das arquibancadas foi ressaltado por alguns jornalistas, como o Mauro Cézar Pereira, da ESPN Brasil (leia aqui). O grupo do Palmeiras é limitado, e apesar de ter feito uma Libertadores acima das expectativas, na Copa do Brasil ficaram claras as deficiências do grupo. O 3 a 0 sofrido para o Atlético-PR, que eliminou o Alviverde, foi o grande alerta para a diretoria de que o grupo de jogadores precisa ser qualificado.Faltando 6 rodadas para o fim do certame, a surpreendente Chapecoense, do técnico Gilmar Dal Pozzo, também já está quase lá com 10 pontos de vantagem sobre o 5o colocado.

A briga pelas duas últimas vagas promete ser muito quente. Sete equipes estão separadas por 6 pontos: Sport (3o, 53 pontos), Avaí (4o, 53), Icasa (5o, 50), Paraná (6o, 50), Joinville (7o, 49), América-MG (8o, 48) e Ceará (9o, 47). Há ainda o Figueirense (10o, 46), que apesar de estar mais atrás é um clube de tradição na Série B e de recentes passagens pela 1a Divisão.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Raio X: semifinalistas da Copa do Brasil

Nesta semana foram definidos os quatro classificados às semifinais da Copa do Brasil. Atlético-PR, Flamengo, Goiás e Grêmio foram os eleitos, uns com mais tranquilidade, outros com menos. Embora cariocas e gaúchos tenham mais camisa, mais tradição e mais história na CB, os goianos vivem o melhor momento na temporada e os paranaenses talvez tenham o time mais perigoso. Competição em aberto, sem favoritos, pois os prós e contras das equipes acabam se anulando. Promessa de bons jogos e muito equilíbrio, o que vai acabar decidindo os jogos no detalhe e premiando principalmente aqueles que conseguirem um melhor resultado dentro de casa.

Por esse ponto de vista, Atlético-PR e Goiás têm partidas extremamente decisivas no dia 30, pois jogam em casa contra Grêmio e Flamengo, respectivamente. Os duelos da volta estão marcados para a semana seguinte em 6/11. Sabendo da enorme força de gaúchos e cariocas como mandantes, paranaenses e goianos precisam não somente fazer a tarefa de casa, mas precisam fazê-la bem. Vencer é o primeiro objetivo e se não levar gols aí então os dois terão uma boa vantagem; contudo não dá para se iludir. Grêmio e Flamengo têm se mostrado competitivos e não irão entregar os pontos facilmente.

ATLÉTICO-PR x GRÊMIO

Ida: Durival de Brito, 30/10
Volta: Arena, 06/11

Mesmo sendo fundamental em 2013, Baier não deve ter
o contrato renovado e pode se despedir dos gramados.
Foto: Geraldo Bubniak/FotoArena 
O Furacão empolgou com uma arrancada incrível no primeiro turno, que estabilizou a equipe no G-4. O time comandado por Vágner Mancini se mantém entre os quatro primeiros desde a 16a rodada do campeonato Brasileiro. Na Copa do Brasil, deixou os gigantes Palmeiras e Internacional pelo caminho mostrando força e competitividade. Contra os paulistas, derrota no primeiro jogo, em SP, e grande virada na volta com um sonoro 3 a 0. Contra os gaúchos, empate por 1 a 1 no primeiro jogo, no RS, e atuação "com o regulamento embaixo do braço" no jogo da volta para garantir a classificação. A grande dúvida sobre o Atlético-PR era se o time não seria um "cavalo paraguaio", o que a equipe já mostrou que não é. Talvez entre os quatro semifinalistas o Furacão tenha o time mais equilibrado e perigoso. O ataque perdeu força com a queda de rendimento de Éderson, mas ainda tem Marcelo e Paulo Baier inspirados. O problema da equipe podem ser os desfalques, já que o grupo atleticano é mais limitado do que os outros quatro semifinalistas. O time-base de Mancini no 4-3-1-2 vem jogando com Wéverton; Léo, Manoel, Luiz Alberto e Pedro Botelho; Deivid, João Paulo, Éverton e Paulo Baier; Marcelo e Éderson. A equipe joga com os atacantes bem abertos, é muito forte pela esquerda com o meia Éverton mais avançado e tem o toque de classe de Paulo Baier como diferencial.

Elano hoje é reserva, mas pode ganhar chance
com a suspensão do trio ofensivo para
o jogo de ida das semifinais.
Foto: Lucas Uebel/Grêmio 
Já o Grêmio chegou a ensaiar uma briga pelo título em alguns momentos do campeonato Brasileiro. Mas como o Cruzeiro não perdia nunca, a equipe continuou longe do líder. Quando a Raposa tropeçou perdendo 3 dos últimos 4 jogos, o Tricolor também vacilou e não conseguiu diminuir muito a diferença, atualmente de 9 pontos. Na Copa do Brasil, o time passou raspando por Santos e Corinthians. Contra o Peixe, fazia bom jogo na Vila Belmiro até sofrer um gol no fim. A virada, na Arena, foi dura para um time que tem como principal característica bloquear os avanços adversários. Os duelos com o Corinthians foram ainda mais complicados. Com duas boas defesas, os ataques sofreram. Na partida em São Paulo, 0 a 0 com praticamente nenhuma chance de gol. Na volta, Vargas teve duas grandes oportunidades, mas desperdiçou os lances e a partida foi para os pênaltis. Nas cobranças brilhou a estrela de Dida e a péssima temporada corinthiana cobrou seu preço na ridícula cobrança de Alexandre Pato. Renato hoje deve mandar a campo como time-base no 4-3-3: Dida; Pará, Werley (Bressan), Rhodolfo e Alex Telles; Souza, Ramiro e Riveros; Vargas, Kléber e Barcos. A equipe tem como principal característica a solidez defensiva e a correria. Ofensivamente, atenção com os lançamentos para os atacantes e a chegada surpresa do paraguaio Riveros.

GOIÁS x FLAMENGO

Ida: Serra Dourada, 30/10
Volta: Maracanã, 06/11

Wálter tem 12 gols no Brasileiro e 5 na CB.
Foto: Carlos Costa/Agência Estado
O Goiás vive o melhor momento entre os quatro semifinalistas. A equipe cresceu muito de produção e hoje já não depende mais tanto de Wálter, embora o camisa 18 ainda seja o grande diferencial do time montado por Enderson Moreira. Nos últimos 4 jogos pelo campeonato Brasileiro, o Esmeraldino obteve 100% de aproveitamento, incluindo vitórias fora de casa contra a Portuguesa, que vinha embalada, e o Vasco, que luta contra o Rebaixamento. Na CB, o time impôs uma freguesia carioca, deixando pelo caminho Fluminense e Vasco. Embora tivesse menos tradição, o bom momento do Esmeraldino contra a fase ruim de tricolores e alvinegros fez a diferença para o Goiás, que venceu seus jogos em casa, mas foi derrotado fora, garantindo a classificação pelo saldo de gols. Enderson tem mandado a campo no 4-2-3-1: Renan; Vítor, Ernando, Rodrigo e William Matheus; Amaral, David, Hugo, Eduardo Sasha e Roni; Wálter. O time tem uma defesa bastante sólida com uma dupla de zaga com boa experiência e volantes marcadores. A bola aérea também é muito forte, além da velocidade no contra-ataque e da qualidade de Wálter. O ponto negativo é justamente o seu maior ponto positivo: Wálter. O camisa 18 está desgastado, sentiu uma lesão contra o Vasco e pode virar dúvida para os próximos jogos.

Hernane "Brocador" tirou onda após marcar o seu
terceiro gol no clássico contra o Botafogo.
Foto: Alexandre Cassiano/Agência O Globo 
O Flamengo se reencontrou sob o comando de Jayme de Almeida. Ele deu ao time o que Mano Menezes não conseguiu: vibração e agressividade com a bola. Os 11 titulares são praticamente os mesmos, inclusive o contestado Carlos Eduardo, mas a diferença de atitude é gigantesca. Mesmo assim, o time vive uma gangorra no Brasileirão. Embora tenha se afastado do Z-4, o que já é um alívio para a torcida, a equipe nunca empolgou a ponto de se candidatar ao G-4. Na Copa do Brasil, o Rubro-Negro foi quem enfrentou os rivais mais duros: Cruzeiro e Botafogo. O primeiro já era o líder do Brasileiro à época dos confrontos pelas oitavas de final. Na partida de ida, em MG, tudo poderia ter ido por água abaixo, mas um gol de Carlos Eduardo manteve a equipe viva para a volta, quando Elias, atuando no sacrifício, anotou o gol da classificação. Na fase seguinte o rival era o Botafogo: na ida, 1 a 1. E na volta, em uma atuação luxuosa do centroavante Hernane, goleada por 4 a 0, com direito a 3 gols do camisa 9, o artilheiro do Maracanã na fase pós-reforma. Jayme tem escalado como base no 4-2-3-1 Felipe; Léo Moura, Chicão, Wallace e João Paulo; Amaral, Elias, André Santos, Paulinho e Carlos Eduardo; Hernane. O grande trunfo da equipe são as jogadas de Elias e André Santos no meio para a velocidade de Paulinho. A grande fase de Hernane exige atenção máxima dos zagueiros adversários. Os pontos fracos são o grupo limitado de atletas e a defesa, especialmente a dupla de zaga, que não inspira muita confiança.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Clássico das individualidades

Apesar do placar de 2 a 2, o Gre-Nal deste domingo disputado no estádio Centenário, em Caxias do Sul, foi parecido com os últimos clássicos: muita marcação, pouca inspiração e gols em lampejos (ou falhas) individuais. O clássico teve um pouco menos de briga "fora da bola" do que os últimos, o que é um ponto positivo. Mas na disposição tática e no jogo em si, as equipes praticamente se anularam e alternaram momentos de leve domínio. O Colorado começou mais acesso e em uma roubada de bola no campo de ataque, Otávio tocou para Willians, que arriscou de fora da área e contou com o atraso do goleiro Dida para ir na bola: 1 a 0. Durante toda a primeira etapa, o Tricolor não conseguiu criar um lance de perigo sequer. Sem armadores em campo e com Pará e Alex Telles mais presos no esquema 4-3-3, o time perdeu a sua melhor alternativa de ataque: pelos lados. Com isso, só mesmo um lance fortuito para sair o gol, e foi exatamente o que aconteceu quando Jackson cortou de canela um lançamento para Barcos e encobriu Muriel: 1 a 1.

Vargas e D'Ale: chileno e argentino foram os melhores
do clássico individualmente.
Foto: Ricardo Rimolli/Lance!Press
Na volta para o segundo tempo, o Grêmio perdeu Werley, ficando a zaga com Saimon e Bressan. Logo aos 6 mins, contra-ataque puxado por Ramiro e Kléber, passe do camisa 30 e gol do chileno Vargas, virada Tricolor. O Grêmio seguiu melhor, Clemer colocou Forlán na vaga do apagado Jorge Henrique e aos 12 mins, em boa jogada de velocidade do Colorado, D'Ale invadiu a área e foi derrubado por Bressan. Na cobrança, o argentino não pegou muito bem na bola, Dida acertou o canto e chegou a tocar nela, mas não o suficiente para impedir o gol de empate. A partir daí, as chances ficaram mais raras e os times foram sentindo o desgaste. Ao mesmo tempo, quem marcasse provavelmente sairia vencedor. O Colorado teve algumas chegadas em tabelas parecidas com o lance do pênalti, mas que foram afastadas pelos adversários antes do arremate. E o Tricolor teve a melhor chance do jogo no finalzinho: Alex Telles pegou rebote de escanteio e obrigou Muriel a grande defesa; na sobra, Kléber foi travado por Gabriel, mas a bola ficou para ele que levantou para Souza, livre na segunda trave, cabecear na rede pelo lado de fora.

No fim, o Gre-Nal foi um jogo em que o empate pode ter sido o resultado mais justo, pelo que as equipes fizeram em campo. Por outro lado, pelas chances que tiveram, se algum deles saísse vencedor também não seria um absurdo. Os Tricolores vão lamentar a chance perdida no fim, enquanto os Colorados vão lembrar do gol contra que recolocou o Grêmio no jogo. Enfim, como jogava em casa, está atrás na tabela e dois rivais diretos venceram (Goiás e Santos), o resultado é ruim para o Inter em termos de campeonato; com a derrota do Cruzeiro para o Coritiba, também não é bom o empate para o Tricolor, que perde a chance de se aproximar da Raposa. Ao menos os rivais diretos Botafogo e Atlético-PR também não venceram na rodada.

GRANDES DO RIO A PERIGO

Com o título do Cruzeiro cada vez mais perto e o G-4 consolidado por Grêmio, Atlético-PR e Botafogo, as brigas mais interessantes do campeonato são pelo quinto lugar, já que o título da Copa do Brasil por gremistas, atleticanos e botafoguenses abriria mais uma vaga à Libertadores via Brasileirão, e contra o Rebaixamento. Diante disso, grande resultado do Goiás, 3 a 0 para cima do Furacão, que deixa os goianos a 4 pontos do Botafogo, o quarto colocado. O Santos se aproveitou do lanterna Náutico e mesmo em Pernambuco goleou por 5 a 1. Goianos e santistas crescem na hora certa do campeonato, diminuíram bastante a diferença para o G-4 e se as equipes de cima bobearem podem até beliscar uma vaga no G-4.

Mais para baixo na tabela, o São Paulo conquistou um grande resultado vencendo o Bahia fora de casa e abriu 7 pontos para o Z-4. Não irá cair, ao menos nesse ano. O Corinthians também venceu, 1 a 0 no Criciúma, mas a crise continua grande. Talvez uma classificação na Copa do Brasil amenize a bronca da torcida, pois só escapar do Rebaixamento com certeza não será motivo de alegria para os torcedores, somente de alívio. Quem se complicou um pouco mais foram os cariocas Vasco e Fluminense. O Cruzmaltino empatou o clássico com o Botafogo, 2 a 2, resultado bom, mas que o deixou a três pontos do primeiro time fora do Z-4, o Bahia. Já o Flu empatou em casa com a Ponte Preta. Com a surpreendente vitória do Coritiba sobre o líder, o Coxa ultrapassou os tricolores cariocas e empurrou o time de Luxemburgo para um pouco mais perto da zona do Descenso. O Náutico já está rebaixado, Ponte Preta e Criciúma têm a sua vida muito complicada, e a quarta vaga na Série B de 2014 pode ser de um grande: há 8 rodadas do fim, Vasco, Bahia e Fluminense são os principais candidatos.

GAÚCHOS PELO BRASIL

A rivalidade em Caxias do Sul não se acirrou nesse final de semana somente pela disputa do clássico Gre-Nal: os dois grandes times da cidade, Caxias e Juventude, estão às voltas com decisões nas divisões inferiores do campeonato Brasileiro. Nas quartas de final da Série C, o Caxias perdeu o jogo de ida para a Luverdense-MT, 2 a 1. Precisará reverter a vantagem para alcançar às semifinais e conquistar o acesso para a Série B. Já o Juventude eliminou o Tupi-MG e está na final da Série D. Já havia conquistado o acesso, agora se garante na disputa pelo título, contra o Botafogo-PB.

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Reta final

Com 9 rodadas ainda para serem disputadas, o campeonato Brasileiro entra na sua reta final. A partir de agora, não há mais como recuperar os pontos perdidos, a missão de cada equipe depende do sucesso em cada um dos próximos 9 jogos. Errar agora além de ser decisivo vai cobrar o seu preço; por exemplo, o Náutico está praticamente rebaixado e perdeu 20 dos 29 jogos no campeonato. Ainda vai conquistar pontos, provavelmente, mas quem os ceder ao Náutico com certeza terá seu objetivo no campeonato dificultado, seja ele o título, a Libertadores ou a fuga do rebaixamento. Até aqui, perder para os pernambucanos, embora fosse um tropeço, fazia parte, pois o Timbú estava na briga. Agora, com o Rebaixamento praticamente selado, a situação muda.

Nesse cenário de reta final, a Dupla Gre-Nal inicia a sequência decisiva com um clássico. Uma vitória a essa altura do campeonato com certeza vai dar um embalo grande às equipes, especialmente ao Inter, que recentemente trocou de técnico e ainda tenta se estabilizar no campeonato. Para o Grêmio, pode significar uma confiança a mais para ainda tentar o título (embora o Cruzeiro esteja com uma das mãos na taça) ou pontos importantes para disparar em busca do segundo lugar, que dá vaga direta na Libertadores.

OS CAMINHOS DO CLÁSSICO

Foto: montagem zerohora.clicrbs.com.br
Gre-Nal, em geral, é extremamente truncado e os técnicos entram pensando, primeiramente, em não perder. Mas eu gostaria de me surpreender e ver Clemer e Renato arriscando em busca da vitória. Inicialmente, claro, pode se prever um jogo de poucas emoções, devido a forma como o Grêmio atua e ao fato de o Inter estar mais equilibrado e seguro na defesa. Nos 4 jogos com Clemer, o time melhorou e levou 3 gols, uma média bem melhor do que sob o comando de Dunga (foram 37 gols sofridos em 25 jogos). Além da entrada de Jackson na defesa, Clemer mexeu no time do meio para frente, lançando alguns garotos no segundo tempo que têm mantido o time mais veloz e participativo na marcação. Jogadores mais experientes, como Alex, Scocco e Forlán, que não vinham acrescentando ao time, perderam um pouco de espaço. D´Alessandro continua sendo o grande esteio da equipe na temporada, enquanto Leandro Damião é mantido na frente por falta de opções, já que o esquema 4-2-3-1 de Clemer exige um homem de referência na área. Como Rafael Moura não conta com a simpatia de ninguém no clube, sequer é cogitada a sua entrada como titular. Até agora pelo menos. Considerando esse cenário, o time pode ter D´Ale, Otávio e Jorge Henrique na linha de meias. A dúvida fica por conta do ataque: após mais uma atuação pífia contra o Santos, Damião pode perder a vez para Forlán (que volta da seleção uruguaia) ou Scocco. Seria uma opção interessante está com um jogador de mais mobilidade para tentar sair do meio dos 3 zagueiros gremistas e surpreender na movimentação ofensiva.

Do lado Tricolor, Renato deve repetir o consolidado 3-5-2. A dúvida é quanto a participação de Riveros. Sem ele, o time perde muito na sua dinâmica de jogo, pois Souza não sabe fazer a marcação ofensiva do paraguaio ao lado de Ramiro. O camisa 5 ainda sai do lugar onde rende melhor, à frente dos três zagueiros, e abre espaço para a entrada do fraco Adriano. Se Riveros não tiver condições, talvez fosse interessante Renato entrar com Maxi ou Elano, dois jogadores que melhoraram de rendimento nas últimas suas últimas participações e representam uma opção de criação de jogadas que o time não tem, algo a mais do que jogar a bola na área ou chutar de longe. Como ambos não parecem aguentar 90 minutos, o técnico poderia até mesmo revezá-los para tentar manter a intensidade do time. De resto, a equipe deve ser a mesma que vem jogando, com a volta de Kléber ao ataque.

Em um Gre-Nal, sempre se pensa primeiro na instabilidade que uma derrota pode representar. Mas como o Grêmio está consolidado no G-4 e o Inter, longe do Rebaixamento e ainda sonhando com o título da Copa do Brasil ou com a classificação à Libertadores por um possível G-6 do Brasileirão, vejo um cenário um pouco mais propício para as equipes arriscarem. Ambos precisam pensar em pontuar, claro, até mesmo porque estão colados aos rivais (no caso Tricolor, Botafogo e Atlético-PR, e no caso Colorado, Vitória, Goiás, Santos e Flamengo), mas uma postura mais agressiva e arriscada no jogo, mesmo em caso de derrota do time, poderia trazer uma confiança extra aos jogadores e mostrar na prática que o torcedor pode confiar que o seu time, embora tenha dificuldades, é competitivo e quer, sim, na prática, vencer, não se contentando apenas em jogar para evitar a derrota.

ELIMINATÓRIAS COPA DO MUNDO 2014

A Copa do Mundo no Brasil começa a tomar forma com 21 seleções já classificadas e a definição dos possíveis cabeças de chave. Na Europa, nenhuma surpresa, com a confirmação das grandes seleções como Itália, Espanha, Inglaterra, Holanda e Alemanha. A França vai para a repescagem porque estava no grupo dos espanhóis; já Portugal foi superado pela Rússia, mas já está acostumado a decidir sua vaga em repescagens. O problema é que a divisão das equipes na repescagem colocou portugueses e franceses em lados opostos; se o destino quiser ser cruel, pode colocá-los frente a frente na repescagem e permitir que só um venha ao Brasil. Entre os demais classificados, destaques para a Bélgica e a Suíça, que parecem vir fortes ao Brasil. Claro que ainda pensar em título é um pouco de otimismo exacerbado, mas dá para esperar que as duas seleções compliquem a vida dos favoritos. Considerando as equipes que ainda sonham com a vaga, destaque para a Romênia, que após anos na obscuridade volta a ter chance de ir a uma competição importante, e para a Islândia, que apresentou uma evolução impressionante das últimas eliminatórias para esta.

Na América do Sul, Argentina, Chile, Colômbia e Equador estão garantidos, enquanto o Uruguai vai encarar a Jordânia por uma vaga no Mundial. A Argentina se organizou e evoluiu muito sob o comando de Sabella; com Messi inteiro fisicamente e a possibilidade de uma invasão portenha ao Brasil, pode ser que vejamos os hermanos finalmente voltando a uma condição de favoritismo. Entre as demais equipes, a Colômbia parece ter mais chances, pois conta com uma boa safra de jogadores que mescla atletas experientes e afirmados, como Falcão García, com jovens de potencial confirmado, caso de James Rodríguez. O Chile é sempre esperança de jogo ousado, mas tem decepcionado na hora de disputar grandes competições. O Equador se aproveitou da ausência brasileira nas eliminatórias e do desempenho aquém do esperado do Uruguai para se classificar, mas suas chances na Copa são pequenas. Enquanto a Celeste tem tudo para superar a Jordânia, mas na fase em que a seleção anda não dá para considerar a repescagem "jogo jogado".

As eliminatórias africanas estão em sua reta final. Dez seleções se enfrentam em jogos de ida e volta para definir os 5 classificados. As partidas de ida já ocorreram e os duelos de volta serão entre 16 e 19 de novembro. Gana é quem está mais perto do Mundial após golear o Egito por 6 a 1. Costa do Marfim, Nigéria e Burkina Faso também venceram seus jogos de ida contra Senegal, Etiópia e Argélia, respectivamente, mas com placares que permitem aos adversários sonharem com a classificação no jogo de volta. Camarões e Tunísia é o confronto mais equilibrado: empataram em 0 a 0 na ida, e os camaroneses decidem em casa a classificação para a Copa 2014.

Na Concacaf, uma surpresa: o México, presença constante da confederação junto com os Estados Unidos nos últimos mundiais, vai disputar a repescagem. O time é bom, tem atletas como Rafa Márquez, Guardado e Chicharito Hernández, mas parece muito acomodado e sem alternativas táticas de jogo. Entrou em campo nas eliminatórias parecendo cumprir tabela (assisti a quatro ou cinco dos últimos jogos, inclusive o último, derrota para Costa Rica por 2 a 1), esperando a hora de confirmar a classificação. E quase ficou de fora, sendo salvo pelos EUA, que viraram o jogo na última rodada contra o Panamá e colocaram os vizinhos na repescagem, tirando a seleção do ex-zagueiro gremista Baloy da briga. Junto com os norte-americanos se classificaram Costa Rica e Honduras. Os mexicanos encaram a Nova Zelândia na repescagem e do jeito que vêm atuando é de se esperar a classificação da seleção da Oceania, que inclusive esteve no último Mundial na África do Sul.

Por fim, a Ásia definiu cedo os seus classificados: são eles Japão, Austrália, Coréia do Sul e Irã. A Jordânia encara o Uruguai na briga pela última vaga. A julgar pelo último amistoso entre Coréia e Brasil, pode se esperar uma postura diferente das equipes no Mundial. Ao contrário do que costumavam fazer e do que o Japão fez nas Confederações, os sul-coreanos endureceram o duelo, marcaram muito e de forma por vezes ríspida, tentando explorar uma falha dos brasileiros para chegar num contra-ataque. Nada daquele futebol que se vislumbra com os na presença dos grandes adversários. E isso pode mostrar, finalmente, a evolução que falta aos asiáticos. Os jogadores melhoraram a qualidade técnica, tática e física, precisam agora é mostrar um espírito mais competitivo para, aí sim, se tornarem pedras nos sapatos dos grandes favoritos.

domingo, 13 de outubro de 2013

Ainda sem emoção

Foto: Divulgação Cruzeiro/Espn.com.br
As duas derrotas em sequência do Cruzeiro (para o São Paulo no meio de semana e no clássico contra o Atlético-MG neste domingo) poderiam indicar a volta de alguma emoção na disputa do título brasileiro. Mas acredito que tenham sido apenas dois vacilos do líder; primeiro, por conta dos adversários. Embora em má temporada, o SP é um clube grande, acostumado a títulos e decisões. Ao contrário da Portuguesa, por exemplo, que levou de 4 a 0 sem jogar tão pior que os mineiros, o Tricolor do Morumbi conseguiu segurar o ímpeto da Raposa no primeiro tempo (contando com a sorte também, vale ressaltar) e achou dois gols do meio para o fim do jogo, dificultando uma reação. Nesse domingo, o adversário do time de Marcelo Oliveira (foto) era ainda mais perigoso: o o Atlético-MG, grande rival e atual campeão da Libertadores. O segundo ponto pelo qual acredito que o campeonato segue decidido é a forma do Cruzeiro jogar: a Raposa não fez partidas desastrosas, irreconhecíveis, simplesmente perdeu porque em algum momento os times perdem. E os mineiros realmente impressionavam por isso, pois parecia que nunca iriam perder. Mostraram apenas que são normais, embora continuem disparados os melhores do campeonato.

Além disso, a sequência ruim do Botafogo (que antes de conseguir as duas vitórias seguidas nessa semana vinha de 5 jogos sem vencer) e principalmente os dois últimos tropeços do Grêmio mantiveram a Raposa longe, 10 pontos a frente de cariocas e gaúchos. Com isso, embora a dúvida comece a pairar sobre o "supertime" do Cruzeiro e a confiança dos atletas se abale um pouco, ainda assim imagino que só algo muito extraordinário pode tirar a taça da Raposa. Ainda bem que o futebol é uma gigantesca "caixinha" de surpresas e até que o título não esteja confirmado matematicamente ninguém pode dar o campeonato como decidido para os mineiros.

O "SE" NA DISPUTA POR VAGA À LIBERTADORES

O meio da tabela continua bastante embolado com o sobe-e-desce das equipes. E a briga pela Libertadores ganha uma outra cor com a má participação dos times brasileiros na Sul-Americana (somente a Ponte Preta venceu seu jogo de ida nas oitavas - confira a tabela aqui) e a chance de alguma equipe do atual G-4 (Botafogo, Grêmio ou Atlético-PR) conquistar a Copa do Brasil. Isso porque se nenhum brasileiro vencer a Sul-Americana e se um dos três citados ganhasse a CB e o Atlético-MG terminasse em quinto (atual colocação do Galo, já garantido na Libertadores por ser o atual campeão), abre-se a oportunidade para que o SEXTO colocado do Brasileirão participe da maior competição de clubes do continente. E nesse caso a pontuação para o "G-6" diminui consideravelmente, colocando até mesmo atuais candidatos ao Rebaixamento com chances de garantir vaga na Libertadores. Ao final da 28a rodada, a diferença do Vitória (6o colocado, 40 pontos) e o primeiro time fora do Z-4, o Coritiba (16o, 34 pontos), é de míseros 6 pontos! E com a gangorra sendo uma das marcas do campeonato, não é difícil imaginar um candidato ao Z-4 arrancando na tabela e conquistando uma antes impensável classificação ao torneio continental.

"FICA RICO, FICA POBRE..."

Para os times que brigam pelo Rebaixamento, cada rodada representa uma emoção diferente. A torcida do Vasco, por exemplo: após a vitória no clássico contra o Fluminense no meio de semana, viu a equipe ser derrotada para o Criciúma nesse domingo, rival direto contra o descenso. Com isso, a reação para deixar o Z-4 já é interrompida e novamente posta em dúvida. Por outro lado, o Tigre, que já estava começando a ser dado como morto junto com Ponte Preta e Náutico, engata duas grandes vitórias (já havia vencido o Grêmio no meio de semana) e recupera o fôlego para brigar até o fim. É isso, como a fala do personagem de Matheus Nachtergale no filme "O auto da compadecida": é dura essa agonia de fica rico, fica pobre... (veja a cena aqui)

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Velinho bom de bola

Um dos principais destaques da rodada do Brasileirão nesse final de semana foi a virada do Atlético-PR no clássico contra o Coritiba, 2 a 1. O resultado positivo aumentou para 7 pontos a distância do Furacão para o primeiro time fora do G-4, o Vitória (o Atlético-MG é o quinto colocado, mas como já tem vaga garantida na próxima Libertadores não entra nessa parada). De quebra, ainda afundou o rival um pouco mais. O Coritiba é 15o com 31 pontos, logo a frente de São Paulo e Vasco, dois gigantes do futebol brasileiro que também lutam contra o Rebaixamento, mas que tem mais força dentro e fora de campo do que o Alviverde paranaense. A situação do Coxa é perigosa, pois é o time que talvez apresente a queda mais vertiginosa de todas.

Foto: Gustavo Oliveira/Site oficial do Atlético-PR
O domingo no Durival de Brito também foi dia de Paulo Baier. Aos 38 anos, ele marcou os dois gols do Furacão, o primeiro deles contando com a sorte após pressionar o zagueiro e o segundo após bela cobrança de falta. Ele chegou a 99 gols na Era dos Pontos Corridos do Brasileirão, o maior artilheiro desse período. Mesmo com a boa temporada e com a perspectiva do Furacão chegar à Libertadores, a temporada 2013 pode ser a última de Baier. Embora deseje continuar no clube por mais um ano, a diretoria não acena com a renovação de contrato e o atleta pode encerrar a carreira. Com certeza, ele encontraria um outro time para jogar, mas quer pendurar as chuteiras no Furacão. É uma pena ver um jogador que ainda contribui muito para o time ter que parar sem ser por vontade própria. Os dirigentes do clube paranaense, que inovaram nessa temporada ao abdicarem do Estadual para realizar uma grande Pré-temporada, bem que poderiam pensar melhor e renovar o contrato de Baier. Dentro de campo, a sua importância para o time já está mais do que comprovada.

QUANDO 1 A 0 É GOLEADA

A Dupla Gre-Nal venceu os seus jogos na rodada, 1 a 0, o score mínimo possível. Mas os torcedores podem comemorar como goleadas, e por dois motivos bem diferentes. No sábado, o Grêmio foi ao RJ encarar o Botafogo. Duelo de equipes próximas na tabela, separadas por 2 pontos. Aos 30 do primeiro tempo, em um lance duvidoso, Kléber foi expulso com vermelho direto por agressão ao adversário. Com um a menos, o time de Renato, que normalmente joga por uma chance de gol, atuou ainda mais focado nesse esquema. E, na chance que teve, Alex Telles acertou um lindo chute e abriu o placar. A crise, que já estava instaurada no Botafogo, há 5 jogos sem vencer, abalou a equipe na corrida atrás do score e o Tricolor gaúcho segurou o resultado até o fim.

No domingo, o Inter recebeu o Fluminense no Centenário. Sem Dunga, que não suportou os resultados ruins de derrota para times na parte de baixo da tabela, Clemer assumiu a casamata. Com pouco tempo para fazer grandes mudanças, o técnico ao menos conseguiu recuperar um pouco do ânimo da equipe, abalado pelas derrotas. Após tanto pressionar e perder boas chances, em um lance de sorte Leandro Damião marcou o gol Colorado. Foi uma vitória redentora para o time e para Damião, em especial, que há 12 jogos não balançava as redes. Com o resultado, o time se aproxima do pelotão de frente na tabela e pode até beliscar uma vaga na Libertadores via Brasileirão se o time que vencer a Copa do Brasil estiver no G-4.

A torcida Colorada segue na expectativa do anúncio do novo treinador. Particularmente, não acredito na efetivação de Clemer, apesar de todo o cartaz que parece estar sendo feito. Digo isso por conta dos recentes fracassos do clube com seus ex-jogadores como comandantes e pela falta de experiência de Clemer. Ele até pode ser mantido por algum tempo, quem sabe fique o resto da temporada, mas só se o Inter resolver esperar por Abel Braga. Do contrário, Mano Menezes e Celso Roth são as opções mais óbvias, e conhecendo o perfil do presidente Colorado, não devemos ter grande supresa quanto a esses nomes.

FAMOSO QUEM?

Mais um brasileiro desconhecido por aqui vai fazendo sucesso na Europa. A bola da vez é Diego Costa, atacante de 24 anos do Atlético de Madri/ESP. Na temporada passada, ele já se destacava formando uma dupla perigosíssima com o colombiano Falcão García. Na temporada atual, Diego Costa é autor de 10 gols em 8 jogos no Campeonato Espanhol, em que a sua equipe lidera empatada com o Barcelona/ESP. No sábado retrasado, Diego Costa fez o gol que definiu a vitória de 1 a 0 do Atlético no clássico sobre o Real Madri/ESP, na casa dos Merengues. A Seleção Espanhola está de olho nele, e embora o atacante já tenha sido chamado por Felipão, Diego pode vir ao Brasil no ano que vem para a disputa da Copa com a camisa da Fúria... Veja os gols do brasileiro na Espanha aqui.