A 10a rodada do Brasileirão foi marcada pelas saídas de Dorival Jr., do Inter, de Falcão, do Bahia, e de Argel, do Figueirense, esta última ainda não esclarecida por completo. Os treinadores do Colorado e do Tricolor baiano fizeram trabalhos que podem ser considerados muito mais positivos do que negativos, embora só tenham conquistados títulos estaduais - Dorival também ganhou a Recopa, competição simbólica disputada em apenas dois jogos. Embora seja difícil apontar o certo e o errado no futebol, uma verdadeira caixinha de surpresas, vejo as demissões de Dorival e Falcão como um tanto equivocadas, principalmente depois de conhecer os seus sucessores: Fernandão, no Colorado, e Caio Jr., no Tricolor baiano.
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| Fernandão (E), como diretor técnico do Inter, seria o responsável pela demissão de Dorival e pela sua própria contratação? |
Dorival Jr. fez um grande trabalho no Vasco, na Série B, sucedido por um primeiro semestre excepcional no Santos em 2010. Foi derrubado por tentar uma queda de braço com Neymar; embora tivesse razão, como o próprio jogador veio a reconhecer; faltou jogo de cintura e cancha para o treinador contornar o fato. No Atlético-MG, fracassou, mas no Inter vinha fazendo um trabalho positivo e pode ser considerado um dos bons técnicos entre as opções que o mercado apresenta. Mesmo sofrendo com desfalques, manteve o Inter próximo ao grupo da Libertadores; embora não seja perfeito e sempre se possa contestar algo do seu trabalho, não vejo como um novo treinador - principalmente um sem experiência, como Fernandão - pode mudar as coisas e melhorar os resultados com tantos desfalques. Para um clube forte, que há anos vem sendo apontado como favorito, mas fracassando no Brasileirão, apostar em Fernandão parece um indício de que a direção não confia no título neste ano.
Já o Bahia voltou a vencer o Estadual depois de 11 anos. A equipe carece de melhores jogadores, embora tenha uma condição financeira razoável e seja um clube de massa. Se não tivesse apostado em tantos jogadores polêmicos e em declínio na carreira, como Zé Roberto e Mancini, poderia estar colhendo melhores frutos. O estilo de Falcão exige um time com melhor qualidade técnica, pois ele não é um mestre em armar defesas - embora tenha sido um grande volante. Por conta disso, e também pelo Bahia estar lutando contra o Rebaixamento, acredito que, se era para demitir Falcão, deveria ter sido contratado um técnico com perfil mais motivador e preocupado com o setor defensivo. Caio Jr., o novo técnico do Tricolor, tem características semelhantes as de Falcão e não vejo o que ele pode fazer de diferente para conquistar melhores resultados com esse grupo de jogadores.
VOLTA POR CIMA DO APITO
Depois de uma rodada ridícula no último fim de semana, a arbitragem deu a volta por cima nessa rodada e melhorou a sua imagem. Embora tenhamos tido o recorde de pênaltis em uma rodada desse campeonato, apenas dois achei duvidosos, ambos para o Fluminense contra o Bahia. No primeiro deles, Welington Nem dá um toque por cima e é derrubado pelo goleiro; o detalhe é que a bola não entraria e nem ele conseguiria completar a jogada. Ao mesmo tempo, o goleiro Marcelo Lomba o derruba, de fato; logo, acho que é um pênalti impossível de ser reclamado, tanto se for dado como se não for dado; fica a critério do árbitro. No outro lance, Fred já domina a bola caindo. Embora pareça haver o toque do zagueiro Danny Morais, não fica tão claro que o camisa 9 do Tricolor carioca foi mesmo derrubado.

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