quinta-feira, 5 de julho de 2012

Incontestável!

Após o título, desafio agora é manter os principais
jogadores e a fome por vitórias.
Se é verdade que a fila anda, chegou a vez da nação corinthiana gritar "é campeão da Libertadores". E todos os indícios da campanha apontam para um título justo e incontestável, coroando um período que começou após a queda para a série B em 2007. No ano seguinte, sob nova direção, o clube começou a se reestruturar e sobrou na segunda divisão; depois vieram os títulos da Copa do Brasil em 2009, do Brasileirão no ano passado e agora da Libertadores. Com uma campanha invicta, os comandados de Tite deixaram pelo caminho Vasco e Santos - o atual campeão da Copa do Brasil e vice do Brasileiro, e o então campeão da Libertadores, respectivamente -, e bateram nada mais nada menos do que o Boca Jrs. na grande final, com direito a um segundo tempo de luxo e uma vitória incontestável.

O adversário decepcionou na partida do Pacaembú, é verdade, embora isso não tire o mérito corinthiano. Os argentinos foram apáticos, não conseguiram reagir aos gols sofridos, inclusive parecendo ter sérios problemas físicos para aguentar o jogo até o fim - se a idade avançada de alguns atletas ajuda na experiência, atrapalha no condicionamento. Do outro lado, Tite fez o que prometeu: nada de atacar com tudo, ir no embalo da torcida. A equipe manteve o padrão: primeiro marcou forte e se posicionou, depois tentou jogar, ainda assim sem que os laterais apoiassem muito. No segundo tempo, os jogadores voltaram impondo um ritmo mais forte, como fizera o Boca na Bombonera uma semana antes. A diferença é que o time brasileiro soube aproveitar as oportunidades e fazer 2 a 0, dois gols do Émerson "Sheik".

Fica difícil apontar um grande jogador na campanha do Corinthians. A força do time parece mesmo ser o conjunto; aliás, o clube todo está integrado e caminhando na mesma direção. Com a segunda maior torcida do país, estando no maior centro econômico nacional e agora organizado dentro e fora do campo, o Corinthians dá pinta de que pode se tornar uma grande dor de cabeça para os rivais e um bicho papão de títulos dos próximos anos.

OLÍMPIADAS

Mano Menezes convocou os 18 jogadores que vão representar o país na busca pela medalha de ouro. Sem falar em nomes de jogadores, achei demais levar quatro laterias; preferia que o treinador levasse mais um volante ou outro jogador de meio-campo no lugar de Alex Sandro, pois na ausência de Marcelo ele poderia improvisar Danilo, Rafael ou até mesmo o zagueiro Juan. Poderia ter levado os volantes Fernando, do Grêmio, ou Casemiro, do São Paulo; ou até mesmo os meias Bernard, do Atlético-MG, que está em ótima fase desde que surgiu no ano passado, sem falar em Giuliano e Douglas Costa, ambos do Shaktar.

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