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| Após o título, desafio agora é manter os principais jogadores e a fome por vitórias. |
O adversário decepcionou na partida do Pacaembú, é verdade, embora isso não tire o mérito corinthiano. Os argentinos foram apáticos, não conseguiram reagir aos gols sofridos, inclusive parecendo ter sérios problemas físicos para aguentar o jogo até o fim - se a idade avançada de alguns atletas ajuda na experiência, atrapalha no condicionamento. Do outro lado, Tite fez o que prometeu: nada de atacar com tudo, ir no embalo da torcida. A equipe manteve o padrão: primeiro marcou forte e se posicionou, depois tentou jogar, ainda assim sem que os laterais apoiassem muito. No segundo tempo, os jogadores voltaram impondo um ritmo mais forte, como fizera o Boca na Bombonera uma semana antes. A diferença é que o time brasileiro soube aproveitar as oportunidades e fazer 2 a 0, dois gols do Émerson "Sheik".
Fica difícil apontar um grande jogador na campanha do Corinthians. A força do time parece mesmo ser o conjunto; aliás, o clube todo está integrado e caminhando na mesma direção. Com a segunda maior torcida do país, estando no maior centro econômico nacional e agora organizado dentro e fora do campo, o Corinthians dá pinta de que pode se tornar uma grande dor de cabeça para os rivais e um bicho papão de títulos dos próximos anos.
OLÍMPIADAS
Mano Menezes convocou os 18 jogadores que vão representar o país na busca pela medalha de ouro. Sem falar em nomes de jogadores, achei demais levar quatro laterias; preferia que o treinador levasse mais um volante ou outro jogador de meio-campo no lugar de Alex Sandro, pois na ausência de Marcelo ele poderia improvisar Danilo, Rafael ou até mesmo o zagueiro Juan. Poderia ter levado os volantes Fernando, do Grêmio, ou Casemiro, do São Paulo; ou até mesmo os meias Bernard, do Atlético-MG, que está em ótima fase desde que surgiu no ano passado, sem falar em Giuliano e Douglas Costa, ambos do Shaktar.

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