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| Guilherme (d) entrou e definiu a vitória contra o Figueirense. Foto: Cristiano Andujar / Lance!Net |
O Atlético-MG está dando pinta de que realmente "veio para ficar nesse Brasileirão". A vitória sobre o Figueirense por 4 a 3, de virada, depois de a equipe estar levando 3 a 1, mostra que Cuca e os seus comandados caminham firmes rumo ao título. O time é bom, o elenco conta com peças de reposição e o Galo voltou a jogar em Belo Horizonte, com o apoio da torcida. Já chegamos a metade do primeiro turno, e embora possa ser um pouco cedo para prever alguma coisa, é bom levar a sério os atleticanos.
Também na luta pelo título, o Vasco venceu um jogo traiçoeiro, em casa, contra o lanterna. A torcida anda desconfiada com as atuações do Cruzmaltino, mas ano passado a equipe também jogou muitas partidas no limite e conseguiu terminar o Brasileirão como vice-campeão. Os outros dois clubes que completam o G-4, os também cariocas Fluminense e Botafogo, empataram o clássico por 1 a 1; o time das Laranjeiras segue como o único ainda invicto neste campeonato.
DUPLA GRE-NAL
O fim de semana da Dupla foi bem distinto. Enquanto o Inter sofreu com seus desfalques e não conseguiu sair do zero com o Santos, mesmo beneficiado por uma expulsão injusta do lateral santista Juan, o Grêmio foi à Minas e enfiou três no Cruzeiro, de Roth, mesmo tendo o zagueiro Werley injustamente expulso ainda na primeira etapa.
Apesar da frustração da torcida, o desafio Colorado era grande. Se o Santos também estava sem suas estrelas, tem Muricy na casamata, e ele sabe como se defender quanto em desvantagem. O Inter está sofrendo o que o Grêmio já sofreu com lesões, suspensões e ainda atletas convocados. O grupo de jogadores é bom, um dos melhores do país, mas é difícil manter o padrão de atuações com tantos desfalques. Este é o desafio de Dorival, conquistar o máximo de pontos possíveis enquanto estiver sem seus principais jogadores.
Depois de duas derrotas em sequência a eliminação na Copa do Brasil, o Grêmio reagiu e convenceu em Minas. Luxemburgo simplificou na escalação, o que não havia feito contra o Santos, e a equipe se comportou muito bem. O losango no meio-campo foi trocado por uma linha, com dois volantes - Fernando e Souza - e dois meias de ligação abertos - Elano e Zé Roberto -, que participaram ativamente tanto do combate quanto da criação. Na frente, Kléber e Moreno incomodaram os zagueiros e ainda balançaram as redes mineiras. Na direita, Tony mostrou força no apoio e muita velocidade, embora ainda seja um pouco afoito em alguns lances. Com base no que a equipe já mostrou nesta temporada, Luxemburgo parece ter achado uma boa formação; para melhorar, precisa de sequência.
APITO RÍDICULO
As arbitragens no Brasil estão uma piada já há algum tempo. Neste final de semana, mais uma vez, tivemos uma rodada com erros rídiculos. Em Minas, Werley foi expulso injustamente; já Marquinhos poderia ter recebido um vermelho após "defender" um chute a gol dentro da área; no Beira-Rio, Juan nem tocou no marcador e recebeu o segundo amarelo; na Bahia, o volante Luiz Antônio, do Flamengo, fez uma falta normal (se é que foi falta) e recebeu o segundo amarelo ainda no primeiro tempo; nesta mesma partida, em Pituaçu, o Flamengo ganhou um pênalti inexistente marcado sobre Íbson. E estamos analisando apenas alguns lances específicos com erros referentes a pênaltis e expulsões, sem considerar que as arbitragens truncam o jogo o tempo todo, a maioria delas apita a favor do time do casa e ainda dão cartões amarelas por qualquer esbarrão. O que vimos neste final de semana é algo recorrente; será que alguma hora a coisa vai melhorar?

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