segunda-feira, 30 de julho de 2012

Equilíbrio ou má pontaria?

A rodada deste final de semana do Brasileirão, a 13a, foi marcada pelo 0 a 0. Quatro partidas terminaram sem gols: os duelos pelos primeiros lugares entre Inter x Vasco e Fluminense x Atlético-MG; e, pela parte de baixo e meio da tabela, Bahia x Corinthians e Sport x Atlético-GO. Seria resultado do equilíbrio entre as equipes ou apenas falta de pontaria mesmo?

Foto: site do Inter.
No Beira-Rio, o uruguaio Diego Forlán estreou com a camisa Colorada. Depois de uma temporada apagada na Inter, de Milão, o melhor jogador da última Copa do Mundo fez um bom começo pelo Inter, tendo inclusive duas chances para marcar. No final, deixou uma impressão positiva de que ainda pode ajudar muito o clube.

No duelo entre Flu e Galo, destaque positivo para o goleiro Victor, que fez grandes defesas, e negativo para o bandeirinha que assinalou incorretamente um impedimento de Fred em lance que originou gol do Fluminense. Erro grave que impediu o Tricolor de se aproximar dos líderes.

Entre as outras equipes que lutam pelo G-4, o Grêmio não resistiu ao Couto Pereira e perdeu para o Coritiba, no finalzinho do jogo, mas continua em quarto lugar. Viu São Paulo, Cruzeiro e Botafogo vencerem seus jogos e se aproximarem; os paulistas golearam o Flamengo na volta de Luís Fabiano, enquanto a Raposa bateu o Palmeiras com dois gols de Borges e o Alvinegro de Seedorf derrotou o lanterna Figueirense por 1 a 0, gol do ex-Colorado Andrezinho, todos os vitoriosos jogando em casa.

DÁ PARA ENTENDER?

Joel Santana não fazia um trabalho brilhante no Flamengo, é verdade, muito por conta da falta de qualidade do elenco Rubro-Negro. Mas ele conhecia o grupo e vinha conseguindo tirar o máximo dos jogadores. A diretoria optou pela troca por Dorival Jr., que chegou meio perdido, recém vindo de outro trabalho. O resultado: empate, em casa, contra a Portuguesa na estreia e derrota de goleada para o São Paulo, que vinha de um quase vexame contra o lanterna Atlético-GO na rodada passada. É claro que foram apenas dois jogos e o time pode melhorar, mas o que Dorival ou qualquer outro técnico poderia fazer com este grupo de jogadores? Trocar só por trocar pode acalmar um pouco a torcida, ainda assim apenas por alguns jogos, mas e depois? As vezes fica difícil entender a lógica dos dirigentes do futebol...

ALÍVIO PASSAGEIRO

Apenas pela segunda vez no campeonato o Santos venceu, encerrando uma série de quatro partidas sem vitória. O gol salvador veio pelos pés do argentino Miralles, que realmente parece ter um problema sério com os técnicos brasileiros; apesar de todos os desfalques da sua equipe, ele começou a partida no banco e só entrou porque o garoto Victor Andrade, nova joia da Vila, pediu para sair. No fim, após uma dividida com o goleiro, Miralles empurrou para as redes e garantiu o triunfo santista. O gol e a vitória saíram, mas a fase continua complicada, tanto para o argentino quanto para o Peixe.

VELHO-NOVO DILEMA?

Nesta semana começa para os brasileiros a Copa Sul-Americana 2012, com os duelos de ida dos jogos entre Grêmio x Coritiba, Atlético-GO x Figueirense, Palmeiras x Botafogo e Bahia x São Paulo. O dilema que se apresenta é o mesmo das edições anteriores: poupar jogadores para o campeonato brasileiro ou jogar em busca do título, já que o campeão garante vaga na Libertadores?

Entre os brasileiros que participam, o Palmeiras não tem porquê se esforçar, uma vez que ganhou a Copa do Brasil e já está na próxima Libertadores. Atlético-GO e Figueirense vêem muito mal no campeonato, enquanto o Bahia está um pouco melhor, mas também ocupa o Z-4. Dependendo das circunstâncias, essas três equipes podem usar a competição para tentar entrosar o time ou poupar os atletas para os duelos do Brasileirão. Escapar da Série B deve ser o objetivo principal da temporada.

Já para os outros brasileiros, o maior interesse é do Coritiba, que foi vice da CB e começou o Brasileirão muito mal. Para os paranaenses vale a pena poupar o time no campeonato nacional, se necessário, e investir forte na Sul-Americana, embora eu acredite que se possa jogar as duas competições com um time parecido. Grêmio, São Paulo e Botafogo se encontram na luta por uma vaga no G-4, mas também não deveriam largar de mão a competição por completo. Poupar alguns titulares por conta do desgaste, principalmente os mais velhos como Seedorf, Gilberto Silva e Zé Roberto, é uma boa atitude, mas encher a equipe de jovens e atletas que não costumam ser utilizados não é uma boa ideia. O Brasileirão é muito longo e equilibrado, uma sequencia de 4,5 jogos ruins pode arruinar uma campanha e ainda estar vivo na Sul-Americana pode ser a salvação da temporada.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Galo e Vasco vencem; Coxa, Bahia e Atlético-GO esboçam reação

A rodada 12 do Brasileirão foi marcada por vitórias importantes de clubes que lutam pelo título, mas também de equipes que tentam fugir do descenso. Na parte de cima da tabela, o líder Galo fez o dever de casa e bateu o perdido Santos por 2 a 0; o Vasco derrotou o Botafogo no clássico com mais um gol do artilheiro "AlecGol"; e o Grêmio venceu o duelo direto contra o Fluminense com direito a gol e expulsão de Kléber. Entre os destaques destas três partidas, vale ressaltar a perda de invencibilidade do Flu e a sétima vitória seguida do Atlético-MG, cada vez mais forte na briga pelo título.

SCORE MÍNIMO

A Dupla Gre-Nal fez o suficiente para vencer os seus jogos por 1 a 0. No Olímpico, jogando contra um adversário direto e ainda invicto, o Tricolor criou pouco contra o Fluminense, bem protegido por um esquema 3-5-2; ao mesmo tempo, não correu nenhum perigo na defesa, tornando Marcelo Grohe um mero espectador. A diferença do jogo foi uma falta cobrada de forma rápida, pegando a defesa do Flu desajeitada; o cruzamento de Edílson encontrou Kléber livre na segunda trave para desviar do goleiro e abrir o placar. Em Santa Catarina, o Inter visitou o Figueirense estreando técnico novo. Hélio dos Anjos, apesar da campanha ridícula no Atlético-GO, já conseguiu outro emprego. E começou afundando a equipe, escalada no 4-3-3. Apesar dos atacantes até serem razoáveis, o Figueira não tinha criação e foi presa fácil para o Inter, que se aproveitasse melhor as chances criadas poderia ter goleado. Dagoberto, autor do gol, acertou o travessão, assim como Jajá, que ainda perdeu uma chance cara a cara com o goleiro. No fim da partida, Fabrício cometeu um pênalti infantil, não marcado pelo árbitro, que poderia ter castigado o Colorado pelas chances perdidas. Na próxima rodada, Fernandão terá o seu maior teste contra o vice-líder Vasco no Beira-Rio.

COMEÇO DA REAÇÃO?

Entre as equipes que hoje lutam contra o Rebaixamento no campeonato Brasileiro, Coritiba, Bahia e Atlético-GO tiveram uma noite para dar esperanças a torcida. O Coxa venceu o Naútico, de virada, nos Aflitos, em uma partida emocionante e com a estrela do centroavante Leonardo. O Tricolor baiano fez melhor: derrotou o Palmeiras, que vinha embalando na competição, na Arena Barueri por 2 a 0, gols do "Caveirão" Souza. E o Dragão goiano conseguiu apenas a sua segunda vitória na competição ao vencer o São Paulo por 4 a 3, com direito a um primeiro tempo de luxo. Seria o começo da reação ou apenas fogo de palha?

OLIMPÍADAS

A Seleção venceu na estreia das Olimpíadas, o que era o mais importante, mas o segundo tempo da equipe de Mano Menezes preocupou. Tudo bem que a equipe relaxou após o 3 a 0, construído pelos gols de Rafael, Leandro Damião e Neymar, mas não se pode dar mole e levar dois gols. Os outros adversários do grupo, Belarus e Nova Zelândia, devem complicar menos do que o Egito, e a classificação a próxima fase não deve ser difícil, o que preocupa é o mata-mata. Menos mal que México e Espanha também se complicaram na estreia; o time de Giovani dos Santos apenas empatou, enquanto a Fúria perdeu para o Japão.

domingo, 22 de julho de 2012

Líderes da regularidade

O trio de meias do Galo: Danilinho (E),
Ronaldinho e Bernard.
Crédito: Aldo Carneiro/Gazeta Press.
Atlético-MG, Vasco, Fluminense e Grêmio venceram seus jogos e continuam firmes no G-4. Entre eles, apenas o Cruzmaltino jogou em casa, o que evidencia ainda mais a força dessas quatro equipes, conquistando pontos importantes também fora dos seus domínios. No sábado, o Galo visitou o Sport, saiu atrás e não só virou o jogo como ainda goleou; Ronaldinho, Bernard, Danilinho e Jô apresentam tamanho entrosamento que dão a impressão de atuarem juntos há anos; ainda na abertura da rodada, o Vasco recebeu o Santos e fez 2 a 0, com mais um gol de Alecsandro, artilheiro do campeonato. Complementando a rodada, no domingo, Grêmio e Fluminense conquistaram vitórias difíceis. Na estreia de Seedorf, foi Marcelo Moreno quem marcou e garantiu o triunfo do Tricolor gaúcho, apesar de toda pressão dos cariocas; já o Tricolor das Laranjeiras conseguiu o gol da vitória contra a Ponte Preta aos 43 do segundo tempo através de pênalti convertido por Fred. São os quatro primeiros colocados do Brasileirão conquistando vitórias importantes e mostrando porque ocupam as tão almejadas vagas do G-4.

EM BUSCA DE MAIOR REGULARIDADE

Logo abaixo do G-4, segue uma fila de clubes que ainda oscilam um pouco mais do que o desejado, hora conquistando vitórias em sequência, hora sendo surpreendidos. São eles: Cruzeiro, São Paulo, Inter e Botafogo. O time de Celso Roth tem cara de não se complicar contra adversários de força relativamente igual ou menor; no entanto, levou dois bailes em casa de São Paulo e Grêmio, adversários diretos. O Tricolor do Morumbi se aproveitou da crise do Figueirense e venceu em SC, mas Ney Franco recém chegou e a equipe ainda tem muito a melhorar. O Inter venceu o lanterna Atlético-GO na estreia de Fernandão; o ânimo parece ter melhorado, a dúvida agora é quanto a organização tática da equipe e se os garotos Fred e Otavinho vão dar conta de substituir os Olímpicos Oscar e Damião. Já o Botafogo parece sofrer do mesmo problema de outros anos nadando e morrendo na praia, mas com um agravante: se desfez dos seus atacantes mais perigosos - Herrera e Loco Abreu - justo quando conta com uma boa safra de meias - Andrezinho, Seedorf, Vitor Jr., Fellype Gabriel e Elkesson.

NO LIMBO, MAS EM ALERTA

Entre as equipes que no momento respiram aliviadas por estarem longe do Z-4 se encontram Ponte Preta, Flamengo, Naútico e Corinthians. Essas equipes têm apresentado um futebol razoável para, no mínimo, permanecerem na Série A. Para a Macaca e o Timbu, recém promovidos da Segundona, está de bom tamanho; para o Timão e, principalmente, o Rubro-Negro é pouco. Aos paulistas, dá-se o desconto pela conquista recente do título da Libertadores; para os cariocas, não. A equipe de Joel até tem feito bons jogos, bem organizado e com disposição (a exceção do duelo contra o Corinthians, principalmente no segundo tempo). O que falta é qualidade ao elenco, especialmente no ataque; Vágner Love está muito mal, Hernane ainda oscila bastante e Deivid definitivamente não conta com a simpatia de Joel.

SINAL VERMELHO

Com metade do primeiro turno já disputada, o tempo que as equipes têm para se organizar está acabando. Alguns clubes estão devendo a horas e precisam urgentemente reagir. O Palmeiras ainda está a perigo por conta da sua pontuação, mas dá todos os sinais de que vai sair dessa situação muito em breve. Já o Sport, embora tenha a mesma pontuação do Corinthians, que está no tópico acima, mudou muito o seu elenco em meio ao campeonato e apresenta atuações irregulares demais, por isso é colocado como candidato ao rebaixamento. Santos e Coritiba têm time para estarem em melhor situação, mas precisam mostrar isso dentro de campo; nem os desfalques - no caso do Peixe - e nem a dor pela perda da Copa do Brasil - no caso do Coxa - servem como desculpa mais, pois o tempo está passando. Entre os quatro últimos - Portuguesa, Figueirense, Bahia e Atlético-GO -, a Lusa é quem tem apresentado melhores atuações e mostra mais sinais de que pode reagir. O Figueira está bem perdido, assim como o Bahia e o Atlético-GO, que depois de anos surpreendendo na Série A por conta do elenco modesto e do baixo orçamento parece que não vai conseguir resistir mais um ano.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

O futebol dos resultados

A 10a rodada do Brasileirão foi marcada pelas saídas de Dorival Jr., do Inter, de Falcão, do Bahia, e de Argel, do Figueirense, esta última ainda não esclarecida por completo. Os treinadores do Colorado e do Tricolor baiano fizeram trabalhos que podem ser considerados muito mais positivos do que negativos, embora só tenham conquistados títulos estaduais - Dorival também ganhou a Recopa, competição simbólica disputada em apenas dois jogos. Embora seja difícil apontar o certo e o errado no futebol, uma verdadeira caixinha de surpresas, vejo as demissões de Dorival e Falcão como um tanto equivocadas, principalmente depois de conhecer os seus sucessores: Fernandão, no Colorado, e Caio Jr., no Tricolor baiano.

Fernandão (E), como diretor técnico do Inter,
seria o responsável pela demissão
de Dorival e pela sua própria contratação?
Dorival Jr. fez um grande trabalho no Vasco, na Série B, sucedido por um primeiro semestre excepcional no Santos em 2010. Foi derrubado por tentar uma queda de braço com Neymar; embora tivesse razão, como o próprio jogador veio a reconhecer; faltou jogo de cintura e cancha para o treinador contornar o fato. No Atlético-MG, fracassou, mas no Inter vinha fazendo um trabalho positivo e pode ser considerado um dos bons técnicos entre as opções que o mercado apresenta. Mesmo sofrendo com desfalques, manteve o Inter próximo ao grupo da Libertadores; embora não seja perfeito e sempre se possa contestar algo do seu trabalho, não vejo como um novo treinador - principalmente um sem experiência, como Fernandão - pode mudar as coisas e melhorar os resultados com tantos desfalques. Para um clube forte, que há anos vem sendo apontado como favorito, mas fracassando no Brasileirão, apostar em Fernandão parece um indício de que a direção não confia no título neste ano.

Já o Bahia voltou a vencer o Estadual depois de 11 anos. A equipe carece de melhores jogadores, embora tenha uma condição financeira razoável e seja um clube de massa. Se não tivesse apostado em tantos jogadores polêmicos e em declínio na carreira, como Zé Roberto e Mancini, poderia estar colhendo melhores frutos. O estilo de Falcão exige um time com melhor qualidade técnica, pois ele não é um mestre em armar defesas - embora tenha sido um grande volante. Por conta disso, e também pelo Bahia estar lutando contra o Rebaixamento, acredito que, se era para demitir Falcão, deveria ter sido contratado um técnico com perfil mais motivador e preocupado com o setor defensivo. Caio Jr., o novo técnico do Tricolor, tem características semelhantes as de Falcão e não vejo o que ele pode fazer de diferente para conquistar melhores resultados com esse grupo de jogadores.

VOLTA POR CIMA DO APITO

Depois de uma rodada ridícula no último fim de semana, a arbitragem deu a volta por cima nessa rodada e melhorou a sua imagem. Embora tenhamos tido o recorde de pênaltis em uma rodada desse campeonato, apenas dois achei duvidosos, ambos para o Fluminense contra o Bahia. No primeiro deles, Welington Nem dá um toque por cima e é derrubado pelo goleiro; o detalhe é que a bola não entraria e nem ele conseguiria completar a jogada. Ao mesmo tempo, o goleiro Marcelo Lomba o derruba, de fato; logo, acho que é um pênalti impossível de ser reclamado, tanto se for dado como se não for dado; fica a critério do árbitro. No outro lance, Fred já domina a bola caindo. Embora pareça haver o toque do zagueiro Danny Morais, não fica tão claro que o camisa 9 do Tricolor carioca foi mesmo derrubado.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Galo Bom de Briga

Guilherme (d) entrou e definiu a
vitória contra o Figueirense.
Foto: Cristiano Andujar / Lance!Net
O Atlético-MG está dando pinta de que realmente "veio para ficar nesse Brasileirão". A vitória sobre o Figueirense por 4 a 3, de virada, depois de a equipe estar levando 3 a 1, mostra que Cuca e os seus comandados caminham firmes rumo ao título. O time é bom, o elenco conta com peças de reposição e o Galo voltou a jogar em Belo Horizonte, com o apoio da torcida. Já chegamos a metade do primeiro turno, e embora possa ser um pouco cedo para prever alguma coisa, é bom levar a sério os atleticanos.

Também na luta pelo título, o Vasco venceu um jogo traiçoeiro, em casa, contra o lanterna. A torcida anda desconfiada com as atuações do Cruzmaltino, mas ano passado a equipe também jogou muitas partidas no limite e conseguiu terminar o Brasileirão como vice-campeão. Os outros dois clubes que completam o G-4, os também cariocas Fluminense e Botafogo, empataram o clássico por 1 a 1; o time das Laranjeiras segue como o único ainda invicto neste campeonato.

DUPLA GRE-NAL

O fim de semana da Dupla foi bem distinto. Enquanto o Inter sofreu com seus desfalques e não conseguiu sair do zero com o Santos, mesmo beneficiado por uma expulsão injusta do lateral santista Juan, o Grêmio foi à Minas e enfiou três no Cruzeiro, de Roth, mesmo tendo o zagueiro Werley injustamente expulso ainda na primeira etapa.

Apesar da frustração da torcida, o desafio Colorado era grande. Se o Santos também estava sem suas estrelas, tem Muricy na casamata, e ele sabe como se defender quanto em desvantagem. O Inter está sofrendo o que o Grêmio já sofreu com lesões, suspensões e ainda atletas convocados. O grupo de jogadores é bom, um dos melhores do país, mas é difícil manter o padrão de atuações com tantos desfalques. Este é o desafio de Dorival, conquistar o máximo de pontos possíveis enquanto estiver sem seus principais jogadores.

Depois de duas derrotas em sequência a eliminação na Copa do Brasil, o Grêmio reagiu e convenceu em Minas. Luxemburgo simplificou na escalação, o que não havia feito contra o Santos, e a equipe se comportou muito bem. O losango no meio-campo foi trocado por uma linha, com dois volantes - Fernando e Souza - e dois meias de ligação abertos - Elano e Zé Roberto -, que participaram ativamente tanto do combate quanto da criação. Na frente, Kléber e Moreno incomodaram os zagueiros e ainda balançaram as redes mineiras. Na direita, Tony mostrou força no apoio e muita velocidade, embora ainda seja um pouco afoito em alguns lances. Com base no que a equipe já mostrou nesta temporada, Luxemburgo parece ter achado uma boa formação; para melhorar, precisa de sequência.

APITO RÍDICULO

As arbitragens no Brasil estão uma piada já há algum tempo. Neste final de semana, mais uma vez, tivemos uma rodada com erros rídiculos. Em Minas, Werley foi expulso injustamente; já Marquinhos poderia ter recebido um vermelho após "defender" um chute a gol dentro da área; no Beira-Rio, Juan nem tocou no marcador e recebeu o segundo amarelo; na Bahia, o volante Luiz Antônio, do Flamengo, fez uma falta normal (se é que foi falta) e recebeu o segundo amarelo ainda no primeiro tempo; nesta mesma partida, em Pituaçu, o Flamengo ganhou um pênalti inexistente marcado sobre Íbson. E estamos analisando apenas alguns lances específicos com erros referentes a pênaltis e expulsões, sem considerar que as arbitragens truncam o jogo o tempo todo, a maioria delas apita a favor do time do casa e ainda dão cartões amarelas por qualquer esbarrão. O que vimos neste final de semana é algo recorrente; será que alguma hora a coisa vai melhorar?

terça-feira, 10 de julho de 2012

Quem vai pagar a conta depois?

Há cinco anos atrás, quem poderia imaginar
uma contratação como a do holandês
por parte de um clube brasileiro?
As contratações recentes de Forlán e de Seedorf representam um toque de classe extra para exemplificar o bom momento que o futebol brasileiro vive em termos econômicos. Até mesmo clubes menores estão se arriscando, como é o caso do Figueirense com Loco Abreu e do Sport com Cicinho. Praticamente todos os times têm repatriado jogadores recebendo salários "parecidos" com os pagos na Europa, reflexo da crise econômica no Velho Continente, mas também de um certo oba-oba surgido no país após a renegociação dos contratos de transmissão do campeonato brasileiro e da visibilidade proporcionada pela Copa do Mundo. A dúvida é: não estariam os clubes gastando muito rápido um dinheiro que deveria durar 3 anos?

COPA DO BRASIL

A vitória por 2 a 0 deixa o Palmeiras muito perto do título. Apesar de forte em casa, o Coritiba precisará ser muito frio e contar com a sorte para conseguir devolver o resultado e ao menos levar a decisão para os pênaltis. Mesmo tendo um time fraco, Felipão está quase conseguindo o caneco da Copa do Brasil. Se é verdade que treinador não em campo e as vezes é supervalorizado, o Bigudo está provando que pode fazer a diferença.

BRASILEIRÃO

O campeonato nacional está começando a embalar. As equipes ainda se reforçam, principalmente aquelas com mais dificuldades financeiras e que demoram mais para concluírem as negociações, e algumas devem mudar até o fim do campeonato.

Na briga pelo título, depois da péssima largada, Santos e Corinthians parecem estar fora da disputa pelo caneco - o Peixe ainda vai perder Neymar durante as Olimpíadas; com isso, o Fluminense surge como grande favorito, seguindo por Vasco e Atlético-MG; se reagir positivamente as ausências de Oscar e Leandro Damião, o Inter surge como quarto e último candidato.

Visando a Libertadores, São Paulo, Cruzeiro e Grêmio podem chegar ao fim do campeonato brigando pela vaga, mas ainda precisam parar de oscilar tanto. Dos três, o Tricolor do Morumbi é o que tem a melhor perspectiva com a chegada de Ney Franco, mas é o único que perde um jogador importante para a Seleção - Lucas irá disputar as Olimpíadas.

A lutra contra o descenso também já vai apresentando os seus candidatos. Com 6 derrotas em 8 jogos, o Atlético-GO caminha a passos largos para o Rebaixamento; Corinthians, Palmeiras, Coritiba e Santos estão na metade de baixo da tabela por conta das competições paralelas e não devem lutar com o Rebaixamento, embora seja prudente se afastarem do Z-4 o quanto antes. Candidatos fortes a acompanharem o Dragão goiano são o Bahia e o Sport, que não assustam nem em casa, além de Naútico, Portuguesa e Figueirense, equipes muito irregulares até aqui.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Incontestável!

Após o título, desafio agora é manter os principais
jogadores e a fome por vitórias.
Se é verdade que a fila anda, chegou a vez da nação corinthiana gritar "é campeão da Libertadores". E todos os indícios da campanha apontam para um título justo e incontestável, coroando um período que começou após a queda para a série B em 2007. No ano seguinte, sob nova direção, o clube começou a se reestruturar e sobrou na segunda divisão; depois vieram os títulos da Copa do Brasil em 2009, do Brasileirão no ano passado e agora da Libertadores. Com uma campanha invicta, os comandados de Tite deixaram pelo caminho Vasco e Santos - o atual campeão da Copa do Brasil e vice do Brasileiro, e o então campeão da Libertadores, respectivamente -, e bateram nada mais nada menos do que o Boca Jrs. na grande final, com direito a um segundo tempo de luxo e uma vitória incontestável.

O adversário decepcionou na partida do Pacaembú, é verdade, embora isso não tire o mérito corinthiano. Os argentinos foram apáticos, não conseguiram reagir aos gols sofridos, inclusive parecendo ter sérios problemas físicos para aguentar o jogo até o fim - se a idade avançada de alguns atletas ajuda na experiência, atrapalha no condicionamento. Do outro lado, Tite fez o que prometeu: nada de atacar com tudo, ir no embalo da torcida. A equipe manteve o padrão: primeiro marcou forte e se posicionou, depois tentou jogar, ainda assim sem que os laterais apoiassem muito. No segundo tempo, os jogadores voltaram impondo um ritmo mais forte, como fizera o Boca na Bombonera uma semana antes. A diferença é que o time brasileiro soube aproveitar as oportunidades e fazer 2 a 0, dois gols do Émerson "Sheik".

Fica difícil apontar um grande jogador na campanha do Corinthians. A força do time parece mesmo ser o conjunto; aliás, o clube todo está integrado e caminhando na mesma direção. Com a segunda maior torcida do país, estando no maior centro econômico nacional e agora organizado dentro e fora do campo, o Corinthians dá pinta de que pode se tornar uma grande dor de cabeça para os rivais e um bicho papão de títulos dos próximos anos.

OLÍMPIADAS

Mano Menezes convocou os 18 jogadores que vão representar o país na busca pela medalha de ouro. Sem falar em nomes de jogadores, achei demais levar quatro laterias; preferia que o treinador levasse mais um volante ou outro jogador de meio-campo no lugar de Alex Sandro, pois na ausência de Marcelo ele poderia improvisar Danilo, Rafael ou até mesmo o zagueiro Juan. Poderia ter levado os volantes Fernando, do Grêmio, ou Casemiro, do São Paulo; ou até mesmo os meias Bernard, do Atlético-MG, que está em ótima fase desde que surgiu no ano passado, sem falar em Giuliano e Douglas Costa, ambos do Shaktar.