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| O chileno Sánchez mostrou que tem estrela e deixou a sua marca logo no seu primeiro clássico. |
Logo aos 20 segundos de partida, o Real, que entrou energizado no jogo, pressionou a saída de bola, forçou um erro de Valdés e aproveitou um bate-rebate para fazer 1 a 0, gol do francês Benzema. A equipe merengue continou melhor, apertando a marcação e provocando muitos erros do Barça, que, aos poucos, foi se assentando no jogo. O chileno Alexis Sánchez, escolhido ao invés de Pedro ou Villa para atuar ao lado Messi, começou mal, preocupado em cavar faltas e discutir com o árbitro, mas mostrou o porquê da sua escalação aos 30, quando recebeu passe do argentino e empatou o jogo. A partir daí, só deu Barça. No início da etapa final, Xavi chutou de fora da área, a bola desviou em Marcelo e tirou qualquer chance de defesa para Casillas: 2 a 1. Aos 20, Daniel Alves cruzou na medida e Fábregas fechou a conta.
O Real não fez uma partida ruim, mas o Barça mostrou que é muito superior. Atualmente, com a fase ruim dos principais times ingleses - Arsenal e Chelsea não convenceram na temporada, e as equipes de Manchester caíram na primeira fase da Champions - e a ampla superioridade que tem demonstrado sobre o rival, a equipe de Pep Guardiola tem tudo para vencer a Liga dos Campeões pelo segundo ano consecutivo. Talvez se complique no campeonato espanhol, no qual o Real está muito forte e o Barça tem relaxado em alguns jogos - fora de casa conseguiu 3 vitórias, 3 empates e uma derrota, o que até não significa má campanha, contudo evidencia um certo desleixo do clube Catalão. A tranquilidade com que o Barça controlou o rival, que jogava em casa, deixou evidente que Messi e cia. são hoje, disparadamente, a melhor equipe de futebol do mundo.
Falando em melhor do mundo, ficaram bastante claras as diferenças entre Xavi, Messi e Cristiano Ronaldo, os três candidatos a melhor do mundo pela Fifa. O argentino criou as principais jogadas de perigo do Barça e só foi parado com faltas; o espanhol participou muito do jogo, tanto iniciando os lances da defesa quanto chegando na entrada para concluir; e o portugês esteve absolutamente apagado, um coadjuvante de luxo, sendo menos importante, por exemplo, do que Di María e Benzema, que participaram bem mais da partida.
No estilo Fossati, Al-Sadd avança para pegar o Barça
O Barcelona conheceu neste domingo o seu adversário nas semifinais do Mundial de Clubes da Fifa: é o Al-Sadd, do Qatar, equipe comandada pelo uruguaio Jorge Fossati, ex-técnico do Inter. O atual campeão da Liga dos Campeões da Ásia derrotou o campeão africano, Espérance/TUN, por 2 a 1. A partida começou com amplo domínio do time tunisiano, que tocava bem a bola e criou boas chances de marcar, mas esbarrou nas conclusões ruins. Aos 32, no primeiro ataque do Al-Sadd, Kader Keita, ex-Lyon e Galatasaray, chutou, o goleirão espalmou estranhamente e a bola sobrou para Khalfan abrir o marcador. O Espérance seguiu pressionando, mas o primeiro tempo terminou mesmo 1 a 0.
No começo da etapa final, aos 3 mins, bola na área e gol do Al-Sadd, de Koni, zagueiro e capitão do time. Os tunisianos seguiam melhor e conseguiram descontar aos 15 mins, com Darragi. O domínio e a posse de bole eram do Espérance, mas o time de Fossati até controlava bem o jogo, porém, sem conseguir levar perigo nos contra-ataques - o único atacante, Niang, ex-Olympique, de Marselha, e Fenerbahçe, esteve muito mal. Aos 33 minutos do segundo tempo, as estatísticas apontavam 18 finalizações para os tunisianos contra 6 do time do Qatar, o triplo. No finalzinho, aos 44 mins, bola para a área e gol do Espérance; contudo, o lance foi anulado por impedimento, que não houve. E, assim, contando com a sorte de um erro da arbitragem a favor, a equipe de Fossati avançou para enfrentar o Barcelona. A chance de uma zebra acontecer é pequena, mas no futebol tudo é possível.
Ficha técnica: Espérance/TUN 1 x 2 Al-Sadd/QAT
Espérance/TUN (4-4-2): 1- Ben Cherifia; 6-Coulibaly (26-Afful), 29-Hichiri, 3-Banana e 12-Chammam; 21-Traoui, 19-Mouelhi, 18-Bouazi e 15-Ndjeng; 10-Darragi (7-Ayari) e 28-Msakni. Téc: Nabil Maaloul.
Al-Sadd/QAT (5-4-1): 18-Mohamed; 6-Kasola, 21-Koni, 4-Lee, 13-Ibrahim e 3-Belhadj; 5-Wesam (16-Tahir), 15-Talal, 14-Khalfan (7-Yusef) e 12-Kader Keita; 9-Niang (11-Al Haydos). Téc: Jorge Fossati.
Nos pênaltis, Kashiwa surpreende e está nas semifinais
O adversário do Santos nas semifinais do Mundial de Clubes da Fifa será o atual campeão japonês, Kashiwa Reysol, que derrotou, nos pênaltis, o campeão das Américas do Norte e Central, Monterrey/MEX. Depois de um primeiro tempo equilibrado, o Kashiwa abriu o marcador logo aos 8 mins da etapa final com um belo gol de voleio do brasileiro Leandro Domingues; cinco minutos mais tarde, o chileno Humberto Suazo deixou tudo igual. No tempo normal, o Monterrey procurou mais o ataque, enquanto os japoneses exploravam o contragolpe. Quando a partida foi para a prorrogação, os papeis se inverteram, pois o time mexicano simplesmente morreu em campo. A equipe de Nelsinho Baptista, mesmo sem ter feito nenhuma substituição até quase o final da prorrogação, sobrou fisicamente, mas não conseguiu fazer o gol da vitória. Nas penalidades, o Monterrey errou logo a primeira, com seu capitão Luís Pérez, o que deu mais tranquilidade para os japoneses; os brasileiros Leandro Domingues e Jorge Wágner converteram as suas; o goleiro mexicano Orozco também errou e só conseguiu defender uma penalidade, sem evitar a derrota do seu time.
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| O "temperamental" Leandro Domingues foi o craque da J-League e é o principal jogador do time que enfrentará o Santos. |
Ficha técnica: Kashiwa Reysol/JAP 1 (4) x 1 (3) Monterrey/MEX
Kashiwa Reysol/JAP (4-4-2): 21-Sugeno; 4-Sakai, 3-Kondo, 5-Masushima e 22-Hashimoto; 28-Kurisawa, 7-Otani, 10-Leandro Domingues e 15-Jorge Wágner; 18-Tanaka e 19-Kudo (11-Hayashi). Téc: Nelsinho Baptista.
Monterrey/MEX (4-4-1-1): 1-Orozco; 4-Osório, 21-Mier, 15-Basanta e 5-Darvin (20-Ayoví); 8-Luiz Pérez, 17-Zavala, 11-Santana (9-De Nigris) e 18-Néri Cardozo (24-Sérgio Pérez); 19-César Delgado; 26-Humberto Suazo. Téc: Victor Vucevich.
Pênaltis:
Gols: Leandro Domingues, Jorge Wágner, Kurisawa e Hayashi (K); Suazo, Ayoví e C. Delgado (M).
Perderam: Tanaka (K); Luís Pérez e Orozco (M).


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