quinta-feira, 28 de julho de 2011

S-E-N-S-A-C-I-O-N-A-L-!-!-!

Viu o jogo Mano?
O futebol brasileiro ultimamente anda bastante disputado, mas tecnicamente tem deixado a deixar. E, acima de tudo, pelo espetáculo, vale se elogiar, e muito, a partida entre Santos e Flamengo. Tudo bem que placares muito elásticos acabam dando um ar de várzea a partida, mas ninguém vai lembrar de culpar os zagueiros vendo os gols que Neymar e Ronaldinho fizeram. Pela emoção e pela qualidade, melhor jogo do ano, do Brasileirão então fica ainda mais fácil dizer.

De tudo o que se falou sobre a participação brasileira na Copa América, ouvi, não lembro de quem, que não se pode crucificar os jovens que fracassaram na Seleção, que não é assim chegar lá e vestir a amarelinha, que esses jovens atletas deveriam estar sendo acompanhados de mais experientes, como Kaká, Ronaldinho e Adriano. E isso é uma coisa que pouca gente percebe. Os melhores de Espanha, Holanda e Alemanha, por exemplo, estão lá. A geração do Brasil se perdeu um pouco. Ronaldinho, Kaká e Adriano têm idade para jogar em alto nível e deveriam estar capitaneando a Seleção, aí sim com o acréscimo de jovens como Ganso e Neymar. Sem esses atletas principais, atletas promissores acabam sendo jogados na fogueira, e outros sem qualidade para serem do selecionado brasileiro acabam sendo chamados, como André Santos, Elano e outros, e assim como já foi com Felipe Melo, Afonso Alves e etc.

Ronaldinho poderia jogar com essa vontade sempre. Willians, ao qual sempre tive restrições, foi seguro e parou Neymar no segundo tempo. É um volante jovem, ainda tem a crescer, se melhorar o temperamento pode vir a merecer uma convocação. Ganso ainda está abaixo do que pode render, mas deve-se dar um desconto ao jogador, que ainda busca o melhor condicionamento depois de estar lesionado. Neymar teve lampejos de gênio, e se tivesse companheiros mais inspirados (Elano, Ibson e Ganso jogaram pouco) poderia ter levado o Peixe ao triunfo.

Depois desse partidaço, os amantes do futebol têm um problema: assistir aos outros jogos. Como juntar forças para ver Grêmio e América-MG, por exemplo, depois de ter visto um jogaço como Santos e Flamengo?

SANTOS (4): Rafael; Pará, Edu Dracena, Durval e Léo; Arouca, Ibson, Elano (Alan Kardec), P.H. Ganso; Neymar e Borges. Gols: Borges (2) e Neymar (2).

FLAMENGO (5): Felipe; Léo Moura, Wellinton (David Brás), Ronaldo Angelim e Jr. César; Willians, Luiz Antônio (Bottinelli), Renato Abreu, Thiago Neves e Ronaldinho; Deivid (Jean). Gols: Ronaldinho (3), Thiago Neves e Deivid.

DESTAQUES

Entre os outras partidas da noite, ofuscadas por Santos x Flamengo, vale a lembrança da estreia de André, ex-Santos, pelo Atlético-MG. Ele fez o gol salvador da vitória do Galo sobre o cambaleante Fluminense de Abel Braga. No Olímpico, o Grêmio tropeçou feio e ficou no 1 a 1 com o América-MG. Sem conseguir atuar bem e, principalmente, conquistar bons resultados, o Tricolor gaúcho já começa a flertar com o Z-4. Além desses jogos, a rodada teve ainda as vitórias do Botafogo sobre o Avaí, do Atlético-GO em cima do Cruzeiro, do Palmeiras contra o Figueirense, em SC, e do São Paulo frente ao Coritiba, no Paraná.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Em boas mãos

Por tudo o que aconteceu na Copa América, o título de campeão do torneio ficou em boas mãos com a seleção do Uruguai. Se a Celeste não apresentou um futebol exuberante, é porque esse não é o seu estilo. Dentro do seu padrão de força na marcação, muita bola parada e velocidade nos contra-ataques, os uruguaios foram muito bem. Se classificaram em segundo no grupo que pode ser considerado o mais difícil, eliminaram os donos da casa e deixaram claro pelo placar da final a sua superioridade frente aos paraguaios, que chegaram por acidente às finais.

Óscar Tabarez começou a competição utilizando Lodeiro e Cavani como meias. Não deu certo. E o técnico mudou para duas linhas de 4, com dois meias abertos, auxiliando os laterais e marcando tanto quanto atacavam. Álvaro Pereira e Cristian Rodriguez se revezaram na meia esquerda, enquanto Álvaro González foi soberano pela direita; Arévalo e Diego Pérez eram os marcadores. Na defesa, Maxi Pereira, Lugano, Coates (Victorino/Scotti) e Cáceres (Álvaro Pereira). No gol, Muslera não falhou e ainda fez uma partida memorável contra a Argentina, enquanto na frente Forlán e Suárez foram competentes, mesmo sem estarem na melhor forma.

ELIMINATÓRIAS

Como o Brasil será sede da Copa do Mundo em 2014, não participará das eliminatórias, o que abre mais uma vaga. Com isso, serão 9 seleções lutando por 4 vagas diretas e uma por repescagem. Argentina, Chile e Uruguai se encontram, hoje, em um nível superior e são favoritos; o Paraguai seria uma quarta força isolada, seguido pela Colômbia; Equador, Peru e Venezuela estão no mesmo patamar, com o detalhe de que o futebol equatoriano está em declínio, enquanto peruanos e venezuelanos estão em franca ascensão; a Bolívia segue como a "baba" do futebol do continente.

As eliminatórias são longas, é verdade, muito diferentes da Copa América. Peru e Venezuela foram as grandes surpresas da competição, mostrando evolução tática e maior poder de marcação. Os peruanos ainda têm dois atletas acima da média, de nível internacional: o meia/lateral Vargas (Fiorentina/ITA) e o centroavante Guerrero (Hamburgo/ALE). Se continuarem mostrando o futebol que apresentaram na Argentina, vão incomodar. Com a bolinha que jogou, o Paraguai corre riscos de ficar de fora da próxima Copa, ou de ter que disputar a repescagem.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Surpresa em Porto Alegre?

Quem vive o dia-a-dia de Porto Alegre não se surpreende com alguns fatos que ocorrem com as equipes da Capital. A vida da dupla Gre-Nal sempre foi muito determinada pelo rival: quando um está bem, a pressão sobre o outro é imensa; se um está mal, a torcida do adversário fica menos exigente, a imprensa é mais branda...

Há cerca de um ano, quando habitava a Zona de Rebaixamento, o Grêmio inovou e apostou em Renato Gaúcho para o comando técnico. Um ídolo, um torcedor à beira do campo. Há três meses atrás, o Inter fez o mesmo, convidando Paulo Roberto Falcão para assumir o comando técnico da equipe.

Renato foi demitido, não tendo suportado o ano ruim que o Grêmio faz, também pelos resultados, mas, principalmente, pelas atuações. E, agora, Falcão também foi demitido, vitimado por um suposto boicote do presidente Colorado.

Para quem não vive em Porto Alegre ou no Rio Grande do Sul pode até ser surpreendente. Falcão tinha ideias inovadoras e vinha melhorando o futebol do Inter. Já os gaúchos, se por um lado não esperavam a demissão do comandante Colorado, conseguem aceitar a ideia com mais facilidade. Faz parte do eterno sobe-e-desce da Dupla e da rivalidade que impera acima de tudo. Aqui, no Estado, muitos torcedores são, na verdade, anti-torcedores do rival. A desgraça do outro conta muito mais do que o sucesso do seu clube.

Não sei o que pretende o presidente Giovanni Luigi, que demitiu Falcão justamente quando as coisas começavam a melhorar. Os resultados não foram satisfatórios, mas a equipe perdeu para Vasco e Corinthians fora de casa, o que está longe de ser absurdo; e, jogando no Beira-Rio, com inúmeros desfalques, perdeu para o São Paulo, que também não pode ser considerado um adversário de pouca expressão.

Sempre fui a favor dos trabalhos a longo prazo. A ideia de um ídolo comandando a equipe é louvável, desde que certos limites sejam estabelecidos. Renato talvez tenha ultrapassado alguns deles, o que acabou contribuindo para a sua demissão. Mas Falcão não tinha o estilo de Renato, muito pelo contrário. A única que ele disse de mais polêmica foi que a equipe precisava de reforços, o que ficou comprovado na derrota para o São Paulo.

Se a queda de Falcão não foi porque essa história de um ídolo ser técnico já deu o que tinha que dar aqui no Estado, não consigo imaginar outra coisa. A equipe vinha melhorando, e o mercado de técnicos no Brasil não anda dos mais fartos. Demitiu Falcão e vai trazer quem?

domingo, 17 de julho de 2011

A bruxa está solta

O futebol Sul-Americano está descontrolado. Nas quartas de finais da Copa América, todos os "favoritos" perderam. Colômbia, Argentina, Brasil e Chile, por razões diferentes, foram eliminados, respectivamente, por Peru, Uruguai, Paraguai e Venezuela.

Antes da Copa América começar, só um louco apostaria nessas semifinais: Peru x Uruguai e Paraguai x Venezuela. Se as quedas de Brasil e Argentina foram para a terceira e quarta forças do continente, o que não dá para se chamar de zebra, não se pode dizer o mesmo de Peru e Venezuela. Mais surpreendente ainda é a evolução técnica e tática que essas equipes apresentaram. Se algo pode ser além do inesperado é o fato de que os peruanos jogam sem Farfan e Cláudio Pizarro, dois dos quatro melhores jogadores do país.

Com tantos resultados malucos alguém ainda se arriscaria a apostar em algo nessa Copa América? Se por um lado Brasil e Argentina já vinham cambaleantes e caíram somente nos pênaltis e ainda para Paraguai e Uruguai, respectivamente, o Chile fez boa Copa do Mundo e jogava o melhor futebol nos gramados argentinos. Como explicar? Uruguai e Paraguai estiveram na última Copa na África do Sul. Por isso seriam os "favoritos"? Ninguém sabe o que vai acontecer, mas é bom não duvidar de nada, pois a bruxa está solta nos gramados Sul-Americanos.

Lições da derrota

Ironicamente, o Brasil fez a sua melhor partida na Copa América, talvez até sob o comando de Mano Menezes. Não correu riscos atrás, criou jogadas pelos dois lados, a maioria dos atletas foi muito bem individualmente... Como explicar a pane que a equipe sofreu nos pênaltis? A desculpa de André Santos de que a marca da cal estava comprometida não serve, uma vez que os paraguaios bateram as penalidades do mesmo lugar e converteram duas em três. Elano está perdoado, uma vez que foi o primeiro, mas Thiago Silva, Fred e André bateram muito mal, essa é a verdade, pura e simples.

A Seleção deve sair de cabeça erguida dessa derrota. Ao contrário da partidas contra a Venezuela na primeira fase, a equipe mostrou que pode jogar com 3 atacantes. Se o quarteto ofensivo ainda pode ser muito melhor, a defesa foi quase perfeita. Faltou um homem gol, já que Pato ainda não se encontrou a camisa 9 da Seleção e tem desperdiçado muitas chances, além, é claro, de um pouco mais de calma e precisão nas penalidades. Mas se a equipe de Mano entrou muito mal na Copa América, ao menos saiu deixando uma boa impressão, de que evoluiu e está no caminho certo para 2014.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Brasil x Equador: se perder, cai?

Nesta quarta-feira o Brasil enfrenta o Equador pela última rodada da fase de grupos da Copa América 2011, disputada na Argentina. A vitória garante a seleção Canarinho na próxima fase; em caso de empate, o Brasil precisará olhar para o resultado da partida entre Paraguai e Venezuela, que ocorrerá antes; se perder, a seleção brasileira está eliminada.

Apesar dos tropeços, Argentina e Uruguai, favoritos juntamente com o Brasil, se classificaram e se enfrentarão já nas quartas de final (é o único confronto definido até o momento). Mas ambas as seleções passaram em segundo, sendo que a Colômbia foi a líder no grupo A, o mesmo dos anfitriões, e o Chile ficou em primeiro no grupo C, o da Celeste Olímpica.

A Seleção Brasileira jogou muito pouco até agora. Contra a Venezuela, se não foi brilhante, ao menos não correu riscos atrás. O mesmo não se pode dizer da partida contra o Paraguai, onde ficou claro que a equipe de Mano está com problemas nas laterais e na saída de bola, tendo entregue um gol num lance bobo em que a bola estava dominada pela defesa. O técnico precisa mudar: Daniel Alves e André Santos estão muito abaixo; Maicon e Adriano poderiam ser testados. Neymar e Pato também estão mal. Talvez fosse o caso de entrar com Elano ou Elias no meio-campo, ajudando Lucas e Ramires na marcação, deixando Jádson e Ganso na armação de jogadas para o centroavante Fred. O que interessa ao Brasil, no momento, é ganhar. Se tiver que mudar e descaracterizar a equipe, que isso seja feito. O projeto de arrumar a equipe para a Copa de 2014 pode esperar um pouco, porque se a Seleção cair na primeira fase da Copa América, Mano correrá sério risco de demissão.

A dificuldade da Seleção era esperada. O Brasil está recomeçando praticamente do zero. Apesar de ter mantidos alguns atletas, o técnico é diferente e a filosofia de jogo é completamente oposta. Saiu a competitividade extrema de Dunga e entrou o futebol faceiro, para encantar. A equipe foi de um 4-3-1-2, com 3 volantes e Kaká correndo no meio, para um 4-3-3 com 2 volantes e um meia técnico, Ganso. É muita mudança e seria previsível que o resultado não viesse logo nas primeiras partidas com esse novo esquema. O problema é que a "paciência" da imprensa já acabou, e as críticas têm vindo pesadas a Mano e seus comandados. Consequentemente, o torcedor também está bastante insatisfeito, e a pressão sobre Ricardo Teixeira deve estar grande. Como o presidente da CBF não é confiável, Mano sabe que está com a corda no pescoço e nesta quarta-feira encara um dos maiores desafios da carreira, valendo, quem sabe, a continuidade no cargo de técnico da seleção.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Zebra na Copa América?

Ressurgindo de uma gripe/virose/sei-lá-mais-o-quê, o blogueiro volta para falar de muita coisa ao mesmo tempo. Começo de Copa América, Julinho Camargo no Grêmio, Brasileirão...

Cadê os gols?

A Copa América decepciona até agora. E a culpa não é de Bolívia, Venezuela e Peru, que deveriam aliviar para Argentina, Brasil e Uruguai, respectivamente. A culpa é dessas seleções de maior expressão, que não jogaram absolutamente nada.

Mano falou algo interessante no pré-jogo: "A Venezuela não é galinha morta". Esqueceu de avisar ao time do Brasil, que não fez quase nada para vencer. É início de trabalho, e os resultados não virão de uma hora para outra, é verdade. O 0 a 0 até não me preocupa, porque passam os dois primeiros e mais o terceiro melhor de cada grupo para o mata-mata, ou seja, o Brasil vai passar, só uma tragédia do tamanho de um tsunami gigante para a nossa seleção ficar de fora. O que assustou mesmo foi a falta de vontade de vencer do time. Dando muitos passes para o lado, errando demais, afunilando o jogo... Quando não havia tempo e a coisa estava preta o Brasil ganhava na técnica, no individual. Lembrem das últimas Copas Américas: Adriano deitou em 2004, e Robinho em 2007. Quem vai fazer isso agora? A Seleção teve uns 10 dias de trabalho, mas parece que se encontrou no sábado e jogou no domingo. Sem falar que Ramires e Robinho foram abaixo da crítica, jogaram mal demais. E quais as opções: os reservas Elias, para a segunda função do meio-campo, e Elano, Jádson ou Lucas para meia-atacante. Será que eles melhorariam o time? Se Mano já pensava em jogar com 3 atacantes, porque não levou um ponteiro no lugar de um dos meias, como o Hulk, que jogou demais nessa temporada e nunca teve sequência na Seleção?

Já as seleções eternamente consideradas "galinhas mortas" parece que aprenderam a se defender. Jogaram com uma linha de quatro atrás, praticamente sem laterais; congestionaram o meio-campo com 3 homens, abriram 2 meias e deixaram um solitário centroavante. O Peru, como tem o melhor centroavante entre essas seleções menos desfavorecidas - Paolo Guerrero, do Hamburgo/ALE -, conseguiu marcar um gol (o da Bolívia não vale nem comentar).

Sobre essa disputa entre grandes e pequenos, ouvi um comentário muito interessante do PVC, dos canais ESPN. Ele disse que as equipes grandes do futebol mundial começaram a usar 3 atacantes para vencer adversários muito retrancados, em jogos de grande disparidade técnica. E os pequenos estão contra-atacando e jogando com uma linha de 4 zagueiros atrás, sem laterais, pois assim sempre fica alguém na sobra. Além disso, tiraram um atacante e colocaram um volante, que joga entre as linhas de 4 da defesa e do meio-campo.

O que significa Julinho Camargo no comando do Grêmio?

Fui perguntado se Julinho Camargo dará certo no Grêmio. Sinceramente, torço para que sim, mas acho que o Tricolor gaúcho está se perdendo. A ideia de trabalho a longo prazo com Renato era ótima, um bom treinador, jovem, identificado com a torcida... E agora trazem um técnico com pouca experiência no profissional (o que não quer dizer que ele não dará certo, é verdade) e fazem um contrato de 6 meses. Odone fala na Arena desde que chegou ao Grêmio, que iria inaugurá-la com um ídolo e etc. Alguém acha que ele vai abrir o novo estádio do clube com Julinho Camargo no comando da equipe? (Com todo respeito ao Julinho, nada contra ele.) O que me parece é que o presidente gremista está abdicando desse ano, e que, outra vez, o torcedor terá que comemorar, no máximo, uma vaga na Libertadores, o que ninguém aguenta mais.

BRASILEIRÃO

Entre as últimas do futebol nacional, destaque para a ida de Renato Gaúcho para o Atlético-PR. Ele andava meio em baixa quando aceitou treinar o Bahia, um grande clube, mas que estava na Série B. Com o sucesso por lá, veio o convite para salvar o Grêmio, que ele levou à Libertadores. Agora, aceita o primeiro convite que recebe, dos paranaenses. Nada contra o Furacão, mas talvez Renato pudesse deixar esse pepino para outro. Parece que ele só gosta de desafios, de treinar na adversidade. Ele salvou o Grêmio, mas o Vasco, não. E agora?

Falando em Vasco, Juninho Pernambucano deve reestreiar pelo clube da Colina nessa rodada. Já me manifestei contrariamente a alguns clubes brasileiros que gastam um fortuna em atletas, aparentemente, desmotivados e ganham muito mais vindo pra cá do que as equipes que os trazem. Mas não é o caso de Juninho. Além de ser um ídolo da história do clube e da torcida, ele ganhará cerca de 600 reais por mês apenas. Não vai jogar todas, como ele mesmo já advertiu, mas com certeza vai ajudar.

A CBF ficou com pena dos clubes e, olhem só que boazinha, resolveu liberar os atletas da Sub-20 para jogarem dois das 3 próximas rodadas do Brasileirão, a serem escolhidas pelos clubes. E o Santos, que perdeu 3 para a Seleção principal e 3 para a Sub-20, costura acordo com a CBF para alterar a data de algumas partidas e usar esses atletas. Tudo bem a equipe ter os jogos em meios às finais da Libertadores transferidos, mas há um limite. Por isso que é muito difícil ganhar todos os campeonatos que se disputa. O que o Peixe quer? Jogar só quando todo o grupo estiver a disposição? O Inter perdeu dois titulares para a Sub-20, o Grêmio jogou 6 rodadas do campeonato sem os atacantes principais, isso sem falar nos outros clubes. Todo mundo tem problemas, mas o Santos acha que é especial e merece ser campeão brasileiro sem nem entrar em campo.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Retificação

Se o salário de Conca for mesmo R$ 2 milhões de reais por mês, aí ele tem mais é que ir mesmo...

http://globoesporte.globo.com/futebol/times/fluminense/noticia/2011/07/salario-de-conca-na-china-sera-o-terceiro-maior-do-futebol-mundial.html

A gangorra do futebol

A 7a rodada do Brasileirão foi um retrato típico da gangorra que é o futebol, principalmente o brasileiro, em que as equipes/técnicos/jogadores sobem e descem com incrível rapidez. O Grêmio perdeu (ou mandou embora?) seu técnico, a torcida do Galo esgotou sua paciência com Dorival Jr. e os jogadores, Rogério Ceni levou outro frango e a crise (quem falaria nela há uma semana atrás) já bate as portas do ex-líder São Paulo. Quer mais: na rodada, houve ainda a consolidação das reações de Cruzeiro e Fluminense com a segunda vitória seguida de ambos, o show da virada de Ronaldinho contra o América-MG, a vitória do Coritiba, que deixou o Z-4, e também o segundo triunfo do Inter, que vai encontrando seu melhor futebol e goleou o Galo por 4 a 0 em Sete Lagoas.

EM ALTA

O Corinthians não fez um grande jogo, mas venceu o Bahia e assumiu a liderança do campeonato (ainda tem um jogo a menos). Graças a uma bobeada do zagueirão Paulo Miranda, que perdeu a bola na defesa, o Timão fez de pênalti o único gol do triunfo. O Bahia, que vinha de duas vitórias seguidas fora de casa, fez um bom jogo e, se continuar com esse nível de atuação, vai complicar a vida de muita gente, seja em Pituaçu ou longe de seus domínios.

Ronaldinho foi de novo o nome da vitória do Flamengo. Dessa vez, fora de casa, contra o América-MG. Com 2 gols, o camisa 10 se isolou na artilharia do campeonato (quem diria?) com 5 gols. O Rubro-Negro saiu na frente, levou a virada, mas empatou com Deivid e virou com Ronaldinho. Será que o "Bonde Rubro-Negro" vai finalmente embalar?

Com cerca de uma semana no comando da Raposa, Joel Santana já conseguiu duas vitórias e vai avançando na tabela com o Cruzeiro. Depois de bater o Coritiba, em casa, no final de semana, a equipe mineira foi a São Januário e derrotou o Vasco por 3 a 0. Montillo parece já ter encontrado seu melhor futebol e marcou 3 vezes em 2 jogos. Destaque para a caneta que ele deu em Dedé no lance que originou o seu gol, o segundo da equipe mineira nos 3 a 0.

Antes do Brasileirão começar, a expectativa não era das melhores, mas o Botafogo vai surpreendendo e fazendo grandes jogos. Na última quarta-feira, outra boa atuação e vitória fora de casa sobre o São Paulo. Tudo bem que Rogério Ceni ajudou, e muito, mas a equipe carioca foi bem superior e mereceu a vitória. Caio Jr. conseguiu arrumar a equipe, que ainda terá os acréscimos de Jéferson e Loco Abreu, atualmente disputando a Copa América, e Renato, volante ex-Sevilla/ESP que poderá estreiar na próxima rodada.

O Fluminense ainda não encanta, mas Abelão já conseguiu espantar a zica que acompanhava a equipe. Primeiro, venceu o Avaí fora de casa, 1 a 0, gol de Conca. Nesta quinta-feira, fez 3 a 1 sobre o Atlético-PR e venceu a primeira em casa sob o comando do novo treinador. Ciro, ex-Sport, foi o herói marcando duas vezes. A partida pode ter sido a última de Conca que, acreditem, vai jogar na China. Sinceramente, essa história do "fazer o pé-de-meia" não cola. O argentino deve estar ganhando uns R$ 300 mil por mês. Mesmo que ele ganhe o dobro lá, ainda assim dá para juntar uma boa grana atuando aqui. Alguns atletas precisam ir para a Arábia, China ou sejá lá que outro fim de mundo para ganharem dinheiro, como foi o caso de Émerson Sheik, descoberto para o futebol nacional aos 30 anos, quando foi contratado pelo Flamengo. Mas Conca não precisa disso.

Depois de 5 jogos sem vencer em casa (contando as finais do Gauchão e a eliminação na Libertadores), o Inter fez 4 a 1 no Figueirense e fez as pazes com a torcida no final de semana. Ontem, a equipe goleou de novo: 4 a 0 no Atlético-MG, em Minas Gerais. Vitória com V maiúsculo para dar muita moral ao time de Falcão. De quebra o Colorado ainda deixa em crise um adversário em potencial e fica a apenas 2 pontos do G-4. Além dessa notícias, vale comemorar a afirmação dos meninos Muriel e Juan, que fizeram outra boa atuação.

EM BAIXA

Pior do que o resultado de empate com o lanterna (que levou 18 gols em 6 jogos e havia conquistado apenas 1 ponto), ainda por cima em casa, foi a atuação do Grêmio contra o Avaí. Do jogo, pode-se avaliar apenas o primeiro tempo, em que os catarinenses foram amplamente superiores e poderiam ter feito 3 a 0 se não fossem duas defesaças de Marcelo Grohe. Na etapa complementar, uma expulsão e um gol do Avaí logo no início deixaram a partida completamente maluca. O gol de Rafael Marques aos 48 minutos deu um ponto ao Tricolor, mas não evitou a deflagração do que viria a seguir. Renato, oficialmente, pediu demissão, mas eu não duvido muito de que ele não tenha sido demitido por Odone, que já havia se manifestado publicamente e de forma bastante contundente contra as atuações da equipe, principalmente em casa. Agora, o sonho de ter um ídolo e um torcedor como comandante do time acabou para os gremistas. Quem chegar, terá um incêndio grande para apagar, além de ter que ajeitar uma equipe completamente desorganizada.

Cinco jogos e 100% de aproveitamento: esse era o líder São Paulo. Escrevi aqui, em postagem anterior, que o grande trunfo da equipe era o momento. Todo mundo jogando bem, os gols saindo... E então Lucas, principal jogador da equipe, foi para a Seleção. Veio o clássico contra o Corinthians e aquela chinelada de 5 a 0 marcou a jovem equipe Tricolor do Morumbi. Na partida seguinte, em casa, atuação muito distante daquelas primeiras cinco partidas e derrota justíssima para a equipe do Botafogo, que vem muito bem, diga-se de passagem. Rogério Ceni é um grande goleiro, ganhou até Copa do Mundo, mas levou dois frangos, essa é a verdade. Todos podem errar, ele tem muito crédito, mas não é por isso que não devemos dizer a verdade. Incrível o que uma semana pode fazer na vida de um clube de futebol.

Tinha gente dizendo que Dorival Jr. poderia cair com uma derrota do Atlético-MG para o Inter. Eu não acreditava, mas depois de ver o jogo ontem, achei que ele mesmo ia pedir demissão ainda no campo. A atuação do Galo foi horrível. De novo. O clube mineiro está com dinheiro, boa estrutura, mas a torcida está muito impaciente vendo o relativo sucesso do Cruzeiro (que ganhou a maioria dos últimos estaduais e tem disputado a Libertadores com frequência), e isso atrapalha um clube em reestruturação. A queda para a Série B ainda repercute, não é fácil reagir da noite para o dia (Vasco e Corinthians fizeram isso, mas convenhamos que equipes do eixo Rio-SP têm mais facilidade com patrocínios e etc.) Dorival é um grande técnico, e acredito que entre os nomes disponíveis no Brasil só esteja abaixo de Muricy. Imagino que com um pouco mais de tempo ele pode fazer a equipe render. A dúvida é se Kalil dará a ele todo o tempo que deu a Luxemburgo ano passado. Assombrado pelo erro de manter um treinador caríssimo, sem que a equipe desse retorno, ele pode ser levado a demitir Dorival com antecendência por medo de cometer o mesmo equívoco duas vezes seguidas.