terça-feira, 7 de junho de 2011

Simplesmente um Fenômeno

A terça-feira do dia 07/06/2011 é um dia histórico para o futebol. A partir dessa data, Ronaldo Luís Nazário de Lima, mais conhecido como Fenômeno, pendurará definitivamente as chuteiras. É o fim da carreira de um dos maiores atacantes que o mundo já viu jogar. E, da forma mais digna possível, a última partida do eterno camisa 9 será pela Seleção Brasileira, na qual ele disputou quatro Copas do Mundo, vencendo duas e se tornando o maior artilheiro das história dos mundiais.

Ronaldo dispensa comentários pelo seu futebol. Centroavante completo, com drible fácil e faro de gol, o Fenômeno fez história por onde passou. Cruzeiro, PSV, Barcelona, Inter de Milão, Real Madrid, Milan e Corinthians... Com exceção da equipe rossonera da capital italiana, Ronaldo foi peça-chave nos seus clubes, marcou gols e ganhou títulos. Sofreu graves lesões, passou por cirurgias e recuperações complicadas, e renasceu para o futebol em 2002, na Copa do Mundo do Japão e da Coreia do Sul.

Se não tivesse se metido em tantas confusões fora de campo, como casamentos fantasiosos e até um caso com um travesti, Ronaldo poderia ter brilhado ainda mais. Até hoje, nunca foi comparado com Pelé, na minha opinião, nem tanto por seu futebol, mas pela sua conduta ser muito distinta a do eterno 10 santista (apesar de o Rei também ter se metido em confusões, como a negação da paternidade de uma suposta filha). No currículo do Fenômeno faltaram Campeonato Brasileiro, Copa Libertadores e UEFA Champions League. Claro que nunca se ganha sozinho, mas talvez, se tivesse se dedicado um poquinho mais aos treinos e às atividades de campo, Ronaldo pudesse ter sido o maior jogador da história por seus títulos e feitos.

Obviamente que discussões sempre existirão, mas para a geração que não viu Pelé, Garrincha e Rivelino, entre outros, Ronaldo Fenômeno foi um dos melhores, com um futebol comparado somente ao de Zidane e, agora, ao de Messi, que já faz parte de outra safra. Na noite de hoje, Ronaldo Fenômeno se despede dos campos para ficar na história com uma carreira de aproximadamente 19 anos, 18 títulos por clubes e Seleção Brasileira, 18 prêmios individuais e 415 gols.

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